Meditação para o Dia 10 de Maio

A mãe não abandona o filho no sofrimento. Fica ao seu lado, carinhosa, solícita, empregando todo o esforço para lhe mitigar a dor e enxugar-lhe o pranto. O coração materno sofre quando sofrem os filhos. A criancinha, quando ferida, grita, instintivamente:

“Mamãe!”

Filhos de Nossa Senhora, eternas crianças, à caça das borboletas de nossas ilusões, tantas vezes caímos e nos ferimos nas pedras do caminho da vida! Nessas ocasiões, façamos como as criancinhas e gritemos:

“Mamãe, Mãe do Céu, meu Refúgio, valei-me!”

Soframos com Maria, como a criancinha machucada, no regaço materno. Se a nossa amargura vem do pecado, Ela é Refúgio dos pecadores! É o pecador miserável e pobre quem tem mais direito à proteção Daquela que é o refúgio dos pecadores! Se nos acabrunha a doença, um olhar para o Céu: Nossa Senhora é saúde dos enfermos! Nas aflições que nos atormentam, a Consoladora dos aflitos será nosso conforto. Não há sofrimento que Maria não possa aliviar. Basta recorrer a Ela com amor, confiança e abandono de criancinha ferida, no regaço materno. Sofrer com Maria é consolo sem igual.

Um doente me dizia, chorando:

“Ah! Meu padre, se eu, ao menos, tivesse minha mãe aqui comigo! Mas sou órfão!…”

– Meu filho – disse-lhe eu – temos Nossa Senhora, que é Mãe, e que não nos abandona, não morre, não nos deixa órfãos!”

– Ah! – respondeu-me – que Nossa Senhora venha então me amparar, seja minha Mãe e me ajude a sofrer!”

Digamos também assim nas amarguras da vida!

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(Brandão, Ascânio. Breviário da Confiança: Pensamentos para cada dia do ano. Oficinas Gráficas “Ave-Maria”, 1936, p. 145)