Tag: confiança (Page 1 of 17)

Confiança em Deus

Confiança em Deus, Tesouros de Cornélio à Lápide

Fundamentos da confiança em Deus

Perguntais, diz São Bernardo, de que modo podeis saber se Deus vos perdoou? Vós o sabereis recordando a cura do paralítico: o Senhor disse-lhe: Levanta-te, toma teu leito e anda: Dicit ei Jesus: Surge, tolle grabatum tuum, et ambula (Jo 5, 8).

Deus perdoou-vos:

1.° Se vos levantais plenos de desejo das coisas celestiais;

2.° Se levais vosso leito, isto é, vosso corpo, se o subtrais ao império dos sentidos e das loucuras da terra, de modo que vossa alma não esteja sujeita às concupiscências dele; mas que ela, como é justo e necessário, governe o corpo e conduza-o até onde ele não queira ir; e

3.° enfim, se caminhais esquecendo o que deixais para trás, e avançando até o Céu que está diante de vós. Continue reading

A nossa Consagração à Santíssima Virgem

Capítulo 31: A nossa Consagração à Santíssima Virgem
Qualidades, que deve ter a nossa Consagração

Para que a nossa consagração à Mãe de Deus, possa ser agradável para ela e proveitosa para nós, deve ser sincera, isto é, não consistir somente em palavras e vãs protestações de fidelidade e de amor, mas partir de um coração profundamente cheio de respeito, de veneração e de ternura para com esta admirável Mãe. Deve ser perfeita e inteira, isto é, devemos oferecer e consagrar à glória de Maria o nosso espírito, o nosso corpo, todas as nossas faculdades, tudo o que possuímos, tudo o que somos, desejando depender dela em todas as coisas, como de Soberana Senhora e cara Mãe. Enfim, esta consagração deve ser irrevogável, uma vez que nos consagremos a Maria, devemos considerar-nos como não pertencendo já a nós mesmos, mas só como filhos, servos, súditos, escravos desta augusta Rainha, que deve reinar para sempre em nossos corações.

Ó Maria! Que ventura não é pertencer-vos, ser todo vosso, não viver senão para Jesus e para vós! Continue reading

Motivos de confiança no Patrocínio de Maria Santíssima

Capítulo 30: Motivos de confiança no Patrocínio de Maria Santíssima
Conhecimento que Maria tem das nossas necessidades

A Bem-aventurada Maria, Mãe de Deus, elevada ao seio da glória celeste, não se esquece de seus filhos degredados nesta terra de exílio. Como Mãe sensível é compassiva, não se despreza de voltar para nós seus olhos; conhece as nossas necessidades e misérias; vê os assaltos que nos dão os inimigos da salvação; ouve os nossos clamores; escuta as nossas preces e votos e acolhe-os com bondade. Esta divina Mãe viveu, como nós, neste vale de lágrimas; passou por terríveis provações, experimentou maiores tribulações do que as que nos oprimem; por isso o seu coração maternal se enternece com as nossas misérias, e está sempre pronto para nos socorrer. Que motivo pode haver mais próprio para nos inspirar a mais firme confiança nesta Mãe de bondade?

Dirijamo-nos a ela como a Protetora; invoquemo-la como Rainha de Misericórdia; consideremo-la sempre como refúgio, asilo, consolação e esperança. Continue reading

Sobre a dúvida de São José

Capítulo 13: Sobre a dúvida de São José
Prudência e Caridade de São José

Deus, cujos desígnios são impenetráveis, não quis revelar ao esposo de Maria o grande mistério que nela acabava de completar-se. Só depois que voltou de casa de Isabel é que José percebeu o estado em que Maria Santíssima se achava, o que o afligiu vivamente; mas, como ele era justo e não queria infamar esta esposa querida cuja virtude conhecia, resolveu deixá-la ocultamente. Exemplo admirável de doçura, prudência, moderação e caridade! A alta ideia, que ele tinha de santidade de sua casta esposa, não lhe permite que desconfie dela; suspende o seu juízo, poupa a reputação de Maria, tem para com ela as mesmas atenções, caridade e respeito, entrega tudo aos cuidados da divina Providência. Quantas suspeitas injuriosas, quantos juízos temerários, quantos pecados não evitaríamos nós, se tivéssemos a mesma prudência, reserva e caridade, quando julgamos ver algum defeito no procedimento do nosso próximo, quando somos tentados a julgá-lo e a condená-lo! Continue reading

Do segundo fruto da sexta palavra

Capítulo 26: Do segundo fruto da sexta palavra
Pode colher-se outro fruto da segunda explicação da palavra de Cristo: “Tudo está consumado”, pois dissemos com São João Crisóstomo que se concluiu com a morte de Cristo a sua trabalhosa peregrinação que não pode negar-se que foi excessivamente custosa, mas que também foi recompensada pelo pouco tempo da sua duração e pela glória e honra que dela lhe resultou. Foi de trinta e três anos: que é, porém o trabalho de trinta e três anos comparado com o descanso da eternidade. Sofreu o Senhor fome, sede, muitas dores e injúrias sem número, pancadas, ferimentos e até a morte, mas agora bebe torrentes de prazer, de prazer interminável. Humilhou-Se, é verdade, tornado o opróbrio dos homens, rebotalho da plebe (Sl 21) por pouco tempo. Deus, porém exaltou-O, e deu-Lhe um nome como não há outro; pois ao nome de Jesus dobrasse todo o joelho no Céu, na Terra, e no inferno (Fl 2). Continue reading

Do terceiro fruto da segunda palavra

Capítulo VII. Do terceiro fruto da segunda palavra
Um terceiro fruto se poderá colher da mesma palavra do Senhor, advertindo-se, que três foram os Crucificados, no mesmo lugar e na mesma hora; um inocente, Cristo, outro penitente, o bom ladrão; o terceiro obstinado, o mau ladrão: ou, se antes quiserem assim, que foram três os crucificados ao mesmo tempo; Cristo, sempre e excelentemente santo; um ladrão, sempre e excessivamente mau; outro ladrão mau numa época da sua vida, e santo na outra. Disto podemos entender, que não há neste Mundo ninguém, que possa viver sem cruz; e que baldados são os esforços dos que confiam, que podem absolutamente escapar-se a ela; e, que sensatos são os que aceitam a sua cruz da mão do Senhor, e, que até o fim da vida a levam não só com paciência, mas até com gosto. Continue reading

Confiança em Deus

Meditação para o 23º Domingo depois do Pentecostes. Confiança em Deus

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus 9, 18-26

Naquele tempo, 18enquanto Jesus lhes dizia estas coisas, aproximou-se um chefe que se prostrou diante dele e disse: «Minha filha acaba de morrer, mas vem impor-lhe a tua mão e viverá.»

19Jesus, levantando-se, seguiu-o com os discípulos. 20Então, uma mulher, que padecia de uma hemorragia há doze anos, aproximou-se dele por trás e tocou-lhe na orla do manto, 21pois pensava consigo: ‘Se eu, ao menos, tocar nas suas vestes, ficarei curada.’ 22Jesus voltou-se e, ao vê-la, disse-lhe: «Filha, tem confiança, a tua fé te salvou.» E, naquele mesmo instante, a mulher ficou curada.

23Quando chegou a casa do chefe, vendo os flautistas e a multidão em grande alarido, disse: 24«Retirai-vos, porque a menina não está morta: dorme.» Mas riam-se dele. 25Retirada a multidão, Jesus entrou, tomou a mão da menina e ela ergueu-se. 26A notícia espalhou-se logo por toda aquela terra.

Continue reading

Recorrer a Deus nas aflições

Meditação para o 18º Domingo depois do Pentecostes. Recorrer a Deus nas aflições

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus 9, 1-7

1Depois disto, subiu para o barco, atravessou o mar e foi para a sua cidade. 2Apresentaram-lhe um paralítico, deitado num catre. Vendo Jesus a fé deles, disse ao paralítico: «Filho, tem confiança, os teus pecados estão perdoados.» 3Alguns doutores da Lei disseram consigo: «Este homem blasfema.»

4Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: «Porque alimentais esses maus pensamentos nos vossos corações? 5Que é mais fácil dizer: ‘Os teus pecados te são perdoados’, ou: ‘Levanta-te e anda’? 6Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem, na terra, poder para perdoar pecados – disse Ele ao paralítico: ‘Levanta-te, toma o teu catre e vai para tua casa.»

7E ele, levantando-se, foi para sua casa. 8Ao ver isto, a multidão ficou dominada pelo temor e glorificou a Deus, por ter dado tal poder aos homens.

Continue reading

Terceira razão de sermos Humildes: Nihil possumus

Meditação para a Décima Quarta-feira depois de Pentecostes. Terceira razão de sermos Humildes: Nihil possumus

Meditação para a Décima Quarta-feira depois do Pentecostes

SUMARIO

Meditaremos sobre uma terceira razão de sermos humildes, que é, que nada podemos – Nihil possumus, quer dizer:

1.° Que nada podemos de nós mesmos;

2.° Que ainda com os auxílios ordinários de Deus, somos à própria fraqueza.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De desconfiarmos de nós mesmos, e de fugirmos das ocasiões de pecado;

2.° De confiarmos em Deus, sem nos desanimarmos por causa das nossas fraquezas.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do Apóstolo:

“Quando estou enfermo, então estou forte; tudo posso naquele que me conforta” – Cum infirmor, tunc potens sum (2Cor 12, 10). Omnia possum in eo qui me confortat (Fl 4, 13)

Continue reading

Confiança na Providência

Meditação para o 6º Domingo depois do Pentecostes. Confiança na Providência

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos 8, 1-10

1Naqueles dias, havia outra vez uma grande multidão e não tinham que comer. Jesus chamou os discípulos e disse: 2«Tenho compaixão desta multidão. Há já três dias que permanecem junto de mim e não têm que comer. 3Se os mandar embora em jejum para suas casas, desfalecerão no caminho, e alguns vieram de longe.» 4Os discípulos responderam-lhe: «Como poderá alguém saciá-los de pão, aqui no deserto?» 5Mas Ele perguntou: «Quantos pães tendes?» Disseram: «Sete.»

6Ordenou que a multidão se sentasse no chão e, tomando os sete pães, deu graças, partiu-os e dava-os aos seus discípulos para eles os distribuírem à multidão. 7Havia também alguns peixinhos. Jesus abençoou-os e mandou que os distribuíssem igualmente. 8Comeram até ficarem satisfeitos, e houve sete cestos de sobras. 9Ora, eram cerca de quatro mil. Despediu-os 10e, subindo logo para o barco com os discípulos, foi para os lados de Dalmanuta.

Continue reading

« Older posts

© 2020 Rumo à Santidade

Theme by Anders NorenUp ↑