Amor Verdadeiro

Capítulo 19. Amor Verdadeiro - Livro Rumo à Felicidade, de Fulton Sheen
HÁ duas espécies de amor: o amor por causa do prazer que dá, ou o amor por causa de outrem; o primeiro é amor carnal, o segundo espiritual. O amor carnal conhece a outra pessoa só no momento biológico. O amor espiritual conhece-a, em todos os momentos. No amor erótico, as angústias do outro são consideradas dano da felicidade própria; no amor espiritual, as angústias dos outros são oportunidades para servir. Continue reading

Pai, se é possível, passa de Mim este Cálice

Meditação para o Dia 22 de Junho

“E tendo-se adiantado um pouco apartou-se deles cerca de um tiro de pedra e, caindo de joelhos prostrou-se sobre a terra, com o rosto no chão, e orava para que, se fosse possível passasse dele aquela hora. E disse: Pai, se é possível, passa de mim este cálice! Pai, todas as coisas são possíveis; se é do teu agrado, aparta de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, mas sim a tua, não seja como eu quero mas sim como tu queres.” (1)

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Esclarecimentos sobre o Sacrifício Eucarístico

Dom Henrique Soares da Costa

Por Dom Henrique Soares da Costa

Algumas vezes, na internet, tenho encontrado figurações da Santa Missa nas quais o sacerdote segura a hóstia e, do outro lado, o próprio Cristo também a segura. A intenção é exprimir a fé católica, segundo a qual a Celebração eucarística é memorial do mesmíssimo sacrifício de Cristo.

Suposta rpresentação da Eucaristia que circula pela internet

Esta imagem não exprime a fé católica
sobre a Eucaristia.

Mas, aí há um problema gravíssimo: o Cristo apresentado nessas montagens aparece flagelado, como esteve nas dores do Calvário. Ora, isto de modo algum exprime a fé católica; antes, é um grave erro, que contraria a reta doutrina da Igreja sobre o Sacrifício da Missa! Explicarei isto em algumas proposições: Continue reading

O Amor na Decepção

Capítulo 18. O Amor na Decepção - Livro Rumo à Felicidade, de Fulton Sheen
MALOGRAM-SE os casamentos, quando o amor é considerado não como algo transparente, qual vidro de janela, por onde se contempla o céu, mas como algo opaco, qual cortina, por onde nada se vê, além do humano. Quando os casados não descobrem que o amor carnal é o prefácio do amor espiritual, uma das partes transforma-se em objeto de adoração, em lugar de Deus. É esta a essência da idolatria, a adoração da imagem em vez da realidade; a mistificação da cópia pelo original, da moldura pelo quadro. Continue reading

Minha Alma está Triste até a Morte

Meditação para o Dia 21 de Junho

“E tendo tomado Consigo a Pedro e aos dois filhos de Zebedeu, Tiago e João, começou a entristecer-se a apavorar-se, a angustiar-se e ficar abatido. Disse-lhes então; Minha alma está triste até a morte; demorai-vos aqui e velai Comigo.” (1)

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As Três causas do Amor

Capítulo 17. As Três Causas do Amor - Livro Rumo à Felicidade, de Fulton Sheen
TODO o amor se apoia numa tripeça. Todo o amor tem três bases ou sustentáculos: bondade, conhecimento e semelhança.

Consideremos, em primeiro lugar, a bondade. Pode alguém enganar-se na escolha do que lhe parece ser bom, mas jamais poderá desejar alguma coisa, sem que acredite na sua bondade intrínseca. Buscava o filho pródigo algo de bom para si, algo que fosse capaz de lhe saciar a fome, quando tentou alimentar-se de bolotas; iludiu-se, apenas, no seu juízo, julgando que as bolotas eram alimento próprio de um homem. Todos nós estamos na mesma precária situação. Não deixamos de procurar encher a vida, o espírito, o corpo e as nossas casas de «bens», e nada aceitamos que, na ocasião, não nos pareça ter algo de bom em si. Os nossos juízos, porém, nem sempre são verdadeiros; podemos tomar falsamente um bem aparente por um bem real, e deste modo prejudicar-nos. Continue reading

“Entrou hoje a Salvação em tua Casa”

Meditação para o Dia 20 de Junho

“Quando Jesus chegou àquele lugar, levantando os olhos, viu-o e lhe disse: Zaqueu, desce depressa, porque importa que eu fique hoje em tua casa. E desceu a toda pressa e recebeu-O com gosto. Mas, vendo isto, todos murmuraram, dizendo que se tinha ido hospedar em casa de um homem pecador. Entretanto Zaqueu, posto na presença do Senhor disse-Lhe: Senhor, eu estou para dar aos pobres a metade dos meus bens e naquilo em que eu tiver defraudado a alguém, pagar-lhe-ei quadruplicado. Jesus lhe disse: Pois então entrou hoje a salvação nesta casa porque também este é um filho de Abraão. Na verdade, o filho do homem veio buscar e salvar o que tinha perdido.” (1)

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Os Ociosos da Praça

Capítulo 16. Os Ociosos da Praça - Livro Rumo à Felicidade, de Fulton Sheen
A TRAGÉDIA do homem de hoje, disse-nos um dia um grande e distinto psicólogo, é que ele já não acredita que tem uma alma para salvar. A este grupo dirigiu Nosso Senhor a bela parábola dos trabalhadores da vinha. Ao fim do dia, foi o dono da vinha à praça e disse:

«Por que estais aqui todo o dia ociosos?»

Em certos lugares do Oriente, prevalece ainda este costume de os homens se juntarem, diante das mesquitas e nas praças públicas, com pás nas mãos, à espera de serem contratados.

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Que Queres que te Faça?

Meditação para o Dia 19 de Junho

“Ora, aconteceu, quando ia chegando a Jericó, que um cego estava sentado à borda do caminho, pedindo esmola; e, ouvindo o tropel da gente que passava perguntou que era aquilo. Disseram-lhe, porém, que era Jesus Nazareno que passava. Exclamou logo, dizendo: Jesus filho de Davi, tem piedade de mim! E os que iam adiante repreendiam-no para que se calasse, mas ele cada vez gritava mais: Filho de Davi, tem piedade de mim! Então Jesus, parando, mandou que Lho trouxessem e, quando se aproximou perguntou-lhe, dizendo: Que queres que te faça? Ele, porém, respondeu: Senhor, que eu veja! E Jesus lhe disse: “Vê! Tua fé te salvou.”

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Repouso

Capítulo 15. Repouso - Livro Rumo à Felicidade, de Fulton Sheen
NUNCA, como hoje, tiveram os homens tantos meios de poupar tempo. E nunca, como agora, tiveram tão pouco tempo de lazer ou de repouso. Contudo, poucos se dão conta disto: os reclamos criaram, na mentalidade moderna, a falsa noção de que lazer e não trabalhar são a mesma coisa, de que, quanto mais rodeados estivermos de ferrolhos e rodas, de interruptores e aparelhos, mais tempo temos ao dispor. Continue reading

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