Categoria: Bálsamo Espiritual

Confira todos os capítulos do livro Bálsamo Espiritual, acesse!

Não é mui difícil obter-se a perfeição cristã

Capítulo 7. Não é mui difícil obter-se a perfeição cristã - Bálsamo Espiritual

Se para a posse desta somente se requer a união completa com a vontade divina, e para havê-la é preciso evitar até as culpas veniais, e buscar nas coisas que não são ordenadas nem proibidas, o maior gosto de Deus; para vos convencer que não é mui difícil adquirir a perfeição cristã, união perfeita da nossa vontade com a de Deus, convém dizer que não custa muito evitar o pecado venial, e buscar em todas as coisas o maior gosto de Deus. Acerca destes vou fazer importante distinção. Continue reading

Ideia exata da Santidade Cristã

Capítulo 6. Ideia exata da Santidade Cristã - Bálsamo Espiritual

I

Todos os Santos concordam que a Santidade cristã consiste na caridade, isto é na prática da vontade divina, a alma que a executa é santa, que melhor lhe obedece mais santa é. Não se pode duvidar da verdade desta doutrina, e nenhum autor espiritual dela duvidou. Alma devota, vede em que estado e condição estais, se procurais cumprir a vontade de Deus sois santa, e quanto melhor a executardes com perfeição mais santa sereis. Continue reading

Colóquio espiritual, com que Jesus Cristo conforta a alma pecadora, que deseja emendar-se

Capítulo 5. Colóquio espiritual, com que Jesus Cristo conforta a alma pecadora, que deseja emendar-se - Bálsamo Espiritual
Amo os que me amam, minhas delícias consistem em estar com os homens. Amei tanto o mundo que por ele dei minha vida, para que os que cressem em mim não se condenassem e alcançassem a vida eterna. Minha filha, por ti trabalhei, padeci fome, sede, fui ultrajado e perseguido, por teus pecados fui chagado, oprimido, angustiado, sofri a morte, para tua justificação ressuscitei, o amor com que te adotei como filha, me decidi a padecer assim: faze, pois penitência de tuas culpas volta-te para mim, lava-te no sangue das minhas chagas; adorna-te com os merecimentos da minha vida: tudo te dou com boa vontade, e por ti os ofereço; como Pai amante, com os braços abertos saio ao teu encontro a receber-te nas minhas entranhas; para que, me ames como te amo, vem a mim para eu te santificar, só quero teu coração. Continue reading

Excelentes sentenças sobre a misericórdia de Deus para conforto dos pusilânimes

Capítulo 4. Excelentes sentenças sobre a misericórdia de Deus para conforto dos pusilânimes - Bálsamo Espiritual
Quem perdendo a esperança do perdão divino se abandona à desesperação, não acredita que Deus é Onipotente; pois pensa que há pecados que Ele não possa perdoar; mas também o supõem mentiroso, pois tendo prometido pelo Profeta que apenas o pecador chorar suas culpas o Senhor as esquecerá de todas, contra isto dizem os descendentes de Caim: A gravidade do meu pecado impossibilita o perdão. Blasfemo, o que dizes? Se Deus não pode perdoar, vencido pela grandeza do pecado, tu o privas da Onipotência; se não quer per-doar, O acusas de mentiroso, pois não cumpre o que tantas vezes prometeu por meio dos Profetas.

O Salmo 144 diz que o Senhor é piedoso, clemente e mui misericordioso; manso e suave com todos, e que Sua misericórdia excede todas as Suas obras. Há, pois, coisa mais admirável do que haver criado o Céu com tantas estrelas que o iluminam, a terra com inumerável diversidade de animais, árvores, e tudo o mais, haver criado exércitos de Espíritos Angélicos? Quem ousaria afirmá-lo, se o Profeta não dissesse claramente que a misericórdia de Deus excede todas as Suas obras? Continue reading

Não se há de temer demasiadamente a morte

Capítulo 3. Não se há de temer demasiadamente a morte - Bálsamo Espiritual

Levando seus pais o Menino Jesus ao Templo, Simeão esclarecido pelo Espírito Santo, de que não havia de morrer antes de ver Jesus Cristo, com inefável gozo o recebeu nos braços e disse: Agora deixa teu servo partir em paz, como se a necessidade e não à vontade o detivera no mundo; quebram-se nossas cadeias e a alma se liberta quando deixa a companhia do seu corpo, e isenta-se das terrenas tribulações. Para os justos a morte é porto de descanso, ficando livres da carga e embaraço do corpo, que os inclinava para os vícios, sua alma voa para as alturas habitar com o imortal e sumo Bem! Eis o destino dos que buscam praticar virtudes, obedecer a Deus. Não nos assuste, pois com demasia o fim destinado a todos os homens, anelemos sem temor pela presença do nosso Redentor, companhia dos Santos, e congregação dos Justos: aí veremos os mestres da nossa fé; embora não tenhamos feito muitas obras boas, havemos de reunir-nos a Abraão, Isaac, Jacó; lá também jubila o bom ladrão, companheiro dos cortesões da celeste Corte complexo de gozos, onde não há neves, trovões, relâmpagos, tempestades, trevas nem inferno. Não há frio, chuva, o sol atual, estrelas, pois só o resplendor de Deus lá fulgura; quando estivermos para morrer, recorramos com amorosa devoção a Jesus, Senhor nosso, abracemos Seus divinos pés, e O adoremos com as santas mulheres a quem apareceu no dia da Sua ressurreição, para que também nos diga:

Alegrai-vos desvanecei o temor dos pecados, pois Sou o perdão deles, não vos assustem as trevas, pois Sou a luz, nem a morte porque Sou a vida, e quem recorre a Mim não sofrerá a morte eterna.

Continue reading

Consolação para o homem que no fim da vida sinceramente se emenda

Capítulo 2. Consolação para o homem que no fim da vida sinceramente-se emenda - Bálsamo Espiritual
Tu que na velhice ou no fim da vida começastes a seguir o caminho da virtude, deixando as torpezas dos vícios e culpas, e que já é homem de vontade reta, para que te assustas e te domina a tristeza, como se não tivesses esperança de salvação?

Recorda-te de teu misericordioso e dulcíssimo Redentor, que veio ao mundo salvar pecadores; por eles encarnou, trabalhou, padeceu terrível Paixão, derramou Seu sangue, morreu! Continue reading

Diálogo entre a Sabedoria Eterna e um de seus servos

Capítulo 1. Diálogo entre a Sabedoria Eterna e um de seus servos - Bálsamo Espiritual
Sabedoria Eterna. — Não são discretos os que às vezes padece tribulações com pesar e queixas; pois meu paterno castigo e a vara com que os firo, procedem de profundo amor, o é suave e benigna, de forma que se pode considerar ditoso aquele que experimenta assim, pois sua aflição não procede de rigor e dureza, mas de meu terno amor; entenda-se isto, do qualquer gênero de cruz voluntariamente procurada, ou imposta, que gera virtudes; mas quando o aflito não se queira ver livre do mal contra minha vontade, antes o ofereça para minha glória eterna, com amorosa e humilde paciência; o grau desta é o quilate do seu prêmio. Grava o que te digo agora, escreve-o no íntimo do coração, e apareça sempre a teu espírito. Continue reading

© 2020 Rumo à Santidade

Theme by Anders NorenUp ↑