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A Virtude da Paciência, a Abnegação e o Amor da Cruz

Mês de Dezembro: A Virtude da Paciência, a Abnegação e o Amor da Cruz

Mês de Dezembro

Breve introdução sobre a Paciência e o Apóstolo Patrono

Estamos na terra para fazermos penitência e merecermos; não é ela, portanto, lugar de repouso, mas de trabalhos e sofrimentos. As dores, adversidades e outras tribulações hão de ser as mais belas jóias da nossa corôa no paraíso. Pratiquemos a paciência:

1. Quando a morte nos arrebata os parentes ou amigos;

2. Na pobreza;

3. Nos desprezos e perseguições;

4. Nas desolações espirituais;

5. Nas tentações;

6. Nas doenças.

A resignação na morte, para fazer a vontade de Deus, é bastante para assegurar a nossa salvação eterna.

Pondera que nesta vida, quer queiras, quer não, terás necessariamente de padecer. Procura por isso padecer de maneira meritória, isto é, pacientemente; violenta-te e evita romper em queixas e lamentos. Se te venceres, Deus te fará experimentar durante a tribulação uma doçura desconhecida dos mundanos, mas muito conhecida daqueles que amam a Deus.

Se Deus te visitar com doenças, pobreza, perseguições e outras adversidades, humilha-te diante dEle, e dize com o bom ladrão:

“Recebemos o que mereciam nossas ações” (Lc 23, 41).

E mesmo que não tenhas perdido a inocência batismal, certamente já terás merecido um longo purgatório. Por isso alegra-te se fores castigado neste mundo e não no outro.

Consola-te também nos sofrimentos internos com a esperança do céu. Recorda-te das palavras de São Paulo:

“Os padecimentos deste mundo não tem comparação com a glória futura que será manifestada em nós” (Rom 8, 18)

“O que aqui é para nós uma tribulação momentânea e ligeira produz em nós, de um modo maravilhoso no mais alto grau, um peso eterno de glória” (2 Cor 4, 17)

Se tua vida te parecer insuportável, olha para teu divino Salvador, que te precede, carregando a cruz. Ouve o que Ele diz:

“Quem quiser vir após mim, renuncie a si mesmo e tome todos os dias a cruz sobre si” (Lc 9, 23)

Teu Salvador vai sempre adiante, e só pára ao chegar ao monte Calvário, para ai morrer por ti.

Acostuma-te a submeter-te já antecedentemente na oração a todos os sofrimentos que talvez te sobrevirão; assim procederam os santos e por isso estavam sempre prontos a abraçar todas as cruzes, mesmo as que lhes sobrevinham inesperadamente.

Suplica, finalmente, ao Senhor instantemente que te conceda a graça da paciência, pois, sem a oração, nunca obterás essa grande graça. Justamente na oração encontraram os santos mártires a coragem para suportar os mais atrozes tormentos e a morte mais ignominiosa. Se recorreres ao Senhor com confiança, Ele te livrará dos teus padecimentos ou então te concederá a graça de suportá- los com paciência. Ele mesmo disse:

“Vinde a mim todos que andais em trabalhos e vos achais carregados e eu vos aliviarei” (Mt 11, 28)

Sumário
I. A sua natureza
II. Da Paciência em Geral
III. Da Paciência nas Enfermidades
IV. Da Paciência nas Injúrias e Perseguições
V. Da Paciência na Desolações Espiritual
VI. Alguns avisos a respeito do Exercício da Paciência
VII. A Abnegação e o Amor da Cruz no Redentor
VIII. A Prática da Paciência
IX. Orações para alcançar a Virtude do Mês

Mês de Dezembro: A Virtude da Paciência, a Abnegação e o Amor da Cruz. Apóstolo Patrono: São Mateus

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Caminho do Mundo e caminho de Jesus Cristo

Meditação para a Vigésima Quarta Quarta-feira depois de Pentecostes. Caminho do Mundo e caminho de Jesus Cristo

Meditação para a Vigésima Quarta Quarta-feira depois de Pentecostes

SUMARIO

Com um espírito e máximas tão contrárias, como o temos meditado, e evidente que Jesus Cristo e o mundo deve seguir caminhos diferentes. Consideraremos:

1.° Em que diferem estes dois caminhos;

2.° Que o caminho de Jesus Cristo é o único que deve seguir todo o cristão.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De perguntarmos a nós mesmo muitas vezes:

“Como obraria Jesus Cristo?”

A fim de obrar do mesmo modo;

2.° De Lhe protestarmos frequentes vezes que queremos, como Ele, desprezar a ambição, o desejo de juntar riquezas e de gozar, e ter, a seu exemplo, uma vida sempre modesta e sem afetação.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra que Nosso Senhor dizia dos homens mundanos:

“Deixai-os seguir o seu caminho: cegos são” – Sinite illos: coeci sunt (Mt 15, 11)

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Quarto Mistério Doloroso: Jesus com a Cruz aos Ombros

Meditação para 24 de Outubro: Quarto Mistério Doloroso: Jesus com a Cruz aos Ombros
Evangelho de São Mateus 27, 32-33; São Marcos 15, 21-22; São Lucas 23, 26-32; São João 19, 17

Carregando a sua cruz encaminhou-se Jesus para o lugar chamado Calvário, em Hebreu, Gólgota. Ao sair da cidade encontraram eles um homem de Cirene que por ali passava de volta do seu campo, chamado Simão, pai de Alexandre e de Rufo e o constrangeram a carregar a cruz atrás de Jesus. Acompanhava-o uma grande multidão de povo e de mulheres, que, batendo nos peitos o lamentavam. Mas Jesus, voltando-se para elas disse:

“Não choreis por mim, mas chorai por vós e por vossos filhos, porque tempo virá em que se há de dizer: felizes as estéreis, as entranhas que não geraram e os seios que não amamentaram. Então começarão a dizer às montanhas: — caí sobre nós; e aos outeiros: ocultai-nos. Porque se o lenho verde é assim tratado que há de ser do seco?”

Conduziram também com Ele dois outros malfeitores para serem mortos.

Esmagado sob o peso da cruz, Nosso Divino Redentor atravessa as ruas de Jerusalém entre as multidões que o insultam, e seguido de assassinos e ladrões arrancados à prisão para o suplício e a morte. Quanta humilhação e vergonha! Nas estações da Via-Sacra, três vezes contemplamos Nosso Senhor caído por terra. Tão esmagador era o peso da cruz e tanto sangue lhe corria das chagas abertas! Temeram que expirasse, antes da morte ignominiosa do Calvário, e obrigaram o Cireneu a ajudá-lo a carregar a Cruz. E nesta via dolorosa, nesta hora de opróbrios e amarguras, surge entre a multidão uma mulher — Maria Santíssima. Vai ao encontro de seu Filho amado e o abraça, e segue com Ele até o Calvário! Ao contemplarmos este mistério do Rosário lembremos a cena do encontro de Maria com seu Divino Filho, unamo-nos às dores de Nossa Mãe Santíssima e recitaremos melhor nosso Rosário! As quedas de Jesus nos consolam e servem de tremenda lição. Uma lição de sangue e de dores. Mostram-nos como somos fracos, e como tantas vezes, recaímos no pecado, voltamos às mesmas vergonhosas misérias que nos humilham.

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Maria sofreu para nos salvar

Meditação para o dia 20 de Maio. Maria sofreu para nos salvar

Meditação para o dia 21 de Maio

Maria assistiu à agonia do seu Filho na cruz

Aqui temos a contemplar uma nova espécie de martírio. Trata-se de uma mãe condenada a ver morrer diante de seus olhos, no meio de bárbaros tormentos, um Filho inocente e diretíssimo.

“Estava em pé junto à cruz de Jesus sua Mãe” (Jo 19, 25)

É desnecessário dizer outra coisa do martírio de Maria, quer com isso declarar São João: contemplai-a junto da cruz, ao lado de seu Filho moribundo e vede se há dor semelhante à sua dor. Demorar-nos-emos a considerar essa quinta espada de dor que transpassou o coração de Maria: a morte de Jesus.

Quando nosso extenuado Redentor chegou ao altar do Calvário, despojaram os algozes de Suas vestes, transpassaram-Lhe as mãos e os pés com cravos, não agudos, mas obtusos (segundo a observação de um autor), para maior aumento de Suas dores, e pregaram-no à cruz. Tendo-O crucificado, elevaram e fixaram a cruz e O abandonaram à morte. Abandonaram-nO os algozes, mas não O abandonou Maria. Antes ficou mais porte da cruz para Lhe assistir à morte, como ela mesma revelou a Santa Brígida. Continue reading

Os Sofrimentos e as Provações da Vida

Meditação para o 3º Domingo depois da Páscoa. Os Sofrimentos e as Provações da Vida

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João 16, 16-22

«Ainda um pouco, e deixareis de me ver; e um pouco mais, e por fim me vereis.» 17Disseram entre si alguns dos discípulos: «Que é isso que Ele nos diz: ‘Ainda um pouco, e deixareis de me ver, e um pouco mais, e por fim me vereis’? E também: ‘Eu vou para o Pai’?» 18Diziam, pois: «Que quer Ele dizer com isto: ‘Ainda um pouco’? Não sabemos o que Ele está a anunciar!»

19Jesus, percebendo que o queriam interrogar, disse-lhes: «Estais entre vós a inquirir acerca disto que Eu disse: ‘Ainda um pouco, e deixareis de me ver, e um pouco mais, e por fim me vereis’? 20Em verdade, em verdade vos digo: haveis de chorar e lamentar-vos, ao passo que o mundo há-de gozar. Vós haveis de estar tristes, mas a vossa tristeza há-de converter-se em alegria! 21A mulher, quando está para dar à luz, sente tristeza, porque chegou a sua hora; mas, quando deu à luz o menino, já não se lembra da sua aflição, com a alegria de ter vindo um homem ao mundo. 22Também vós vos sentis agora tristes, mas Eu hei-de ver-vos de novo! Então, o vosso coração há-de alegrar-se e ninguém vos poderá tirar a vossa alegria.

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Jesus no Calvário

Meditação para a Quarta-feira Santa. Jesus no Calvário

Meditação para a Quarta-feira Santa

SUMARIO

Hoje na nossa oração, acompanharemos Jesus Cristo:

1.° Subindo ao Calvário;

2.° Quando ali O crucificam.

A meditação destes dous mistérios nos fará tomar a resolução:

1.° De suportarmos de boa vontade todas as penalidades da vida;

2.° De nos renovarmos no amor de Jesus crucificado.

O nosso ramalhete espiritual será esta palavra de um santo:

“O meu amor é crucificado”

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A Cruz, Ciência do Cristão

Meditação para o Sábado da Paixão. A Cruz, Ciência do Cristão

Meditação para o Sábado da Paixão

SUMARIO

Prosseguiremos nas nossas meditações sobre a cruz considerada como o grande livro que nos instrui; e veremos que ela nos ensina:

1.º A tomarmos um terno interesse em tudo o que respeita ao próximo;

2.° De nos separarmos de todo o espírito de egoísmo.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De buscarmos em todas as coisas a glória de Deus e o bem do próximo;

2.° De desapegarmos o nosso coração de tudo o mais.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra de São Paulo:

“Julguei não saber coisa alguma entre nós senão a Jesus Cristo e este crucificado” – Non judicavi me acire aliquid inter vos, nisi Jesum Christum, et hunc crucifixum (1Cor 2, 2)

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A Cruz, Ciência do Cristão

Meditação para a Quinta-feira da Paixão. A Cruz, Ciência do Cristão

Meditação para a Quinta-feira da Paixão

SUMARIO

Consideraremos a cruz como um sagrado púlpito, onde Jesus Cristo nos ensina:

1.° A conhecermos Deus;

2.° A conhecermo-nos a nós mesmos.

— Tomaremos depois a resolução:

1.º De conservarmos em nós um grande respeito para com Deus e Suas infinitas perfeições, e de lh’O manifestarmos com a nossa profunda devoção na oração e no lugar santo;

2.º De aborrecermos todo o pecado, e de tomarmos a peito a salvação da nossa alma.

O nosso ramalhete espiritual será a oração de Santo Agostinho:

“Senhor, conheça-Vos eu para Vos amar; conheça-me eu para me odiar” – Domine, noverim te, noverim me: noverim te ut amem te; noverim me ut oderim me

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A Cruz, Força e Glória do Cristão

Meditação para a Quarta-feira da Paixão. A Cruz, Força e Glória do Cristão

Meditação para a Quarta-feira da Paixão

SUMARIO

Consideraremos que devemos amar a cruz, porque achamos nela:

1.° A nossa fortaleza;

2.º A nossa glória.

— Tomaremos depois a resolução:

1.º De nos lembrarmos da cruz nas nossas fraquezas ou nos nossos desalentos, para nos animarmos;

2.° De não fazermos caso da vanglória do mundo, e de nos afeiçoarmos unicamente à sólida glória da cruz.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra de São Paulo:

“Nunca Deus permitia que eu me glorie senão na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo” – Mihi absit gloriari, nisi in cruce Domini nostri Jesu Christi (Gl 6, 14)

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A Cruz, Salvação e Consolação do Cristão

Meditação para a Terça-feira da Paixão. A Cruz, Salvação e Consolação do Cristão

Meditação para a Terça-feira da Paixão

SUMARIO

Meditaremos quanto devemos amar a cruz:

1.º Porque é a nossa salvação;

2.° Porque é a nossa consolação nas penalidades da vida.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De nos conservarmos habitualmente pelo pensamento ao pé da cruz durante estes santos dias e de a beijarmos muitas vezes;

2.° De recorrermos à cruz em todas as nossas tribulações.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra de São Paulo:

“Estou encravado com Cristo na cruz” – Christo confixus sum cruci (Gl 2, 19)

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