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Festa das Dores de Maria Santíssima

Compatimur ut et glorificemur — “Padecemos com ela para sermos também com ela glorificados” (cf. Rm 8, 17)

Sumário. Ó! Como aprouve a Deus glorificar já nesta terra as dores da Santíssima Virgem! Primeiro deu-lhe assim ocasião para patentear as suas belas virtudes, e especialmente a sua caridade para com Deus e o próximo. Em segundo lugar fê-la merecer o título glorioso de Rainha dos Mártires. Finalmente, foi pelas suas dores que Maria se tornou Mãe de todos os fiéis e Co-redentora do gênero humano. Se nos quisermos mostrar seus dignos filhos, alegremo-nos com a nossa boa Mãe e esforcemo-nos por a imitarmos, carregando com paciência as nossas cruzes. Assim virá também para nós o dia em que seremos glorificados com ela no céu. Continue reading

Festa da Exaltação da Santa Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo

Mihi absit gloriari, nisi in cruce Domini nostri Iesu Cristi; per quem mihi mundus crucifixus est, et ego mundo — “De mim esteja longe o gloriar-me, senão na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo; por quem o mundo está crucificado para mim, e eu para o mundo” (Gl 6, 14)

Sumário. Esta terra é um lugar de merecimentos e, portanto, também de sofrimentos. Para nos exortar à paciência, Jesus Cristo levou uma vida de sofrimentos contínuos, e é a exemplo de Jesus que todos os santos abraçaram as tribulações com alegria, de modo que nenhum deles chegou à glória senão por um caminho semeado de espinhos. Que vergonha para nós! Adoramos a santa Cruz, gloriamo-nos de combater sob este estandarte triunfante, de ser herdeiros dos santos, e somos-lhes tão dessemelhantes! Há de ser sempre assim ? Senhor, enviai-me as cruzes que as minhas culpas merecem, mas dai-me também força para carregá-las com paciência. Continue reading

Santo Afonso, modelo de Paciência e de Amor à Cruz

Santo Afonso Maria de Ligório, modelo das Virtudes Fundamentais

Santo Afonso Maria de Ligório, modelo das Virtudes Fundamentais

Devoção a Santo Afonso como modelo das Virtudes Fundamentais.
Mês de Dezembro

Melior est patiens viro forti, et qui dominatur animo suo expugnatore urbium — “O homem paciente é melhor do que o valoroso ; e o que domina o seu ânimo, melhor do que o expugnador de cidades” (Pv 16, 32)

Sumário. Foram numerosos os espinhos semeados no caminho que nosso santo percorreu, e ele, por ter a compleição biliosa, devia sentir sobremaneira as picaduras. Mas, querendo imitar a Jesus Cristo, manso e humilde, de coração, Afonso, por meio de esforços heróicos, chegou não só a sofrer com paciência, senão a desejar sempre sofrimentos maiores. Ah! Se nós também estudássemos o grande livro do Crucifixo, quão leves se nos afigurariam as cruzes que Deus nos envia! Continue reading

Diálogo entre a Sabedoria Eterna e um de seus servos

Capítulo 1. Diálogo entre a Sabedoria Eterna e um de seus servos - Bálsamo Espiritual
Sabedoria Eterna. — Não são discretos os que às vezes padece tribulações com pesar e queixas; pois meu paterno castigo e a vara com que os firo, procedem de profundo amor, o é suave e benigna, de forma que se pode considerar ditoso aquele que experimenta assim, pois sua aflição não procede de rigor e dureza, mas de meu terno amor; entenda-se isto, do qualquer gênero de cruz voluntariamente procurada, ou imposta, que gera virtudes; mas quando o aflito não se queira ver livre do mal contra minha vontade, antes o ofereça para minha glória eterna, com amorosa e humilde paciência; o grau desta é o quilate do seu prêmio. Grava o que te digo agora, escreve-o no íntimo do coração, e apareça sempre a teu espírito. Continue reading

Cruzes

Cruzes, Tesouros de Cornélio à Lápide

Necessidade das cruzes

Todos os que querem viver virtuosamente segundo Jesus Cristo hão de padecer perseguições, diz São Paulo: Omnes qui pie volunt viver in Christo Jesu persecutionem patientur (2 m 3, 12).

Perguntareis talvez o que significam estas palavras, pois, muitas almas piedosas e cristãs desfrutam, tranquilamente e sem perseguição, uma vida santa.

São João Crisóstomo responde que por perseguição devemos entender todas as dificuldades, os trabalhos, dores que experimentam aqueles que se aplicam à piedade, por causa dos esforços que se veem obrigados a fazer para pôr um freio às suas paixões, praticar a continência, a humildade, a temperança, e aplicar-se ao serviço e ao amor de Deus (Homil. de Cruce).

Jamais, diz São Leão, faltam cruzes nem perseguições, se somos fieis observadores da virtude: Numquam deest tribulatio persecutionis, si numquam desit observantia pietatis (De quadrag. IX, c. I). E como haveremos de viver em todos o tempo piedosamente, acrescenta este santo Doutor, também, em todo o tempo, temos de levar a Cruz: Sicut ergo totius est temporis pie vivere, ita totius temporis crucem ferre (Ut supra). Continue reading

Cruz

Cruz, Tesouros de Cornélio à Lápide

Poder da Cruz e graças que dela emanam

Vossa Cruz, ó meu Jesus, diz São Leão, é manancial de todas as bênçãos, causa de todas as graças; por Ela, aqueles que creem merecem achar forças em sua debilidade, glória no opróbrio, vida na morte[1].

O eloquente Doutor São João Crisóstomo enumera também os tesouros e as graças que nos vem da Cruz. Ele ensina que a Cruz é a esperança dos cristãos, a salvação dos desesperados, o báculo dos coxos, o consolo dos pobres, o freio dos ricos, a perdição dos orgulhosos, o castigo dos maus. Faz-nos triunfar, do demônio, doma o Inferno, instrui a juventude, sustenta aos débeis e aviva a esperança nos corações abatidos; é o piloto dos que sulcam as águas do mundo, o porto dos náufragos, um muro impenetrável que protege os cristãos contra as emboscadas de todos os seus inimigos. É mãe dos órfãos, defesa das viúvas, consolo dos justos, asilo dos aflitos e desamparados. É guarda das crianças, apoio da idade viril, socorro dos anciãos, para os quais alcança a graça de uma boa morte. É luz que ilumina aos que estão submersos nas trevas e sabedoria daqueles que o mundo estúpido, cego e ímpio mira como insensatos. Continue reading

Aflições

Aflições, Tesouros de Cornélio à Lápide

Excelências e vantagens das aflições

É muito melhor o sofrer por Jesus Cristo do que o ressuscitar mortos, diz São João Crisóstomo. Por meio deste, nós contraímos uma dívida com Deus. Por meio daquele, Jesus Cristo se converte em nosso devedor. Ó Maravilha! Jesus Cristo nos faz um obséquio, e por este obséquio ficará agradecido: Pati pro Christo, magis est quam suscitare mortos: hic enim debitor sum (Deo); illic autem debitorem habeo Christum. Ó rem admirandam! Et donat mihi, et super hoc, ipse debet mihi (Homil. IV in Epist. ad Philipp.).

Santo Egídio, discípulo de São Francisco, dizia:

“Ainda que o Senhor fizesse cair pedras e rochas do céu, nenhum dano nos fariam se soubéssemos sofrer as aflições” (Ribaden, in ejus vita).

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Dores de Maria Santíssima na Paixão e Morte de seu Divino Filho

Capítulo 22: Dores de Maria Santíssima na Paixão e Morte de seu Divino Filho
Acerbidade das penas de Maria

Consideremos que penetrantes e terríveis espadas de dor traspassaram o terno e sensibilíssimo coração de Maria, quando seu querido Filho se despediu dela para dar começo à Sua Paixão; quando O viu arrastado ignominiosamente pelas ruas de Jerusalém, pisado com pancadas, escarnecido, esbofeteado, coroado de espinhos e pregado na cruz entre dois facinorosos; quando O viu expirar e presenciou a lançada com que um soldado Lhe rompeu o peito para se certificar da Sua morte; quando recebeu nos braços o corpo morto e desfigurado do seu Jesus; e finalmente quando recolhido o cadáver ao sepulcro, ela ficou reduzida à mais amargosa soledade. Tudo o que sofreram os mártires todos juntos é muito pouco em comparação do que então sofreu a mais terna de todas as mães. Ah! Os nossos pecados são a causa das imensas dores desta santa Mãe, porque foram eles quem deu a morte a seu querido Filho. Detestemo-los, pois, de todo o coração, vamos ao pé da truz misturar as nossas lágrimas com as de Maria; peçamos-lhe que nos alcance uma viva contrição de todos os nossos pecados, e a graça de nunca mais os cometer. Continue reading

Do último fruto da última palavra

Capítulo 36: Do último fruto da última palavra
Resta o último fruto, que se colhe da consideração, da obediência, manifestada nas ultimas palavras e mesmo na morte de Cristo, pois o que o Apóstolo diz:

“Humilhou-se até morte, e morte de Cruz” (Fl 2)

Cumpriu-se principalmente, quando o Senhor, proferidas aquelas palavras

“Meu Pai, nas Tuas mãos entrego o meu espírito”

Imediatamente expirou. Será, porém conveniente ir buscar mais no seu começo o que pode e deve dizer-se da obediência de Cristo, para colhermos um fruto preciosíssimo da árvore da Santa Cruz, pois Cristo, Mestre e Senhor de todas as virtudes, prestou a seu Pai uma obediência tal, que não pode mesmo imaginar-se outra maior.

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Do quarto fruto da última palavra

Capítulo 35: Do quarto fruto da última palavra
Segue-se o quarto fruto, que se pode colher da felicíssima atenção com que foi ouvida a oração do Senhor, para que nós, animados com tão lisonjeiro resultado, mais nos inflamemos em Lhe encomendarmos o nosso espírito, pois com toda a verdade o Apóstolo deixou escrito (Hb 5) que Nosso Senhor Jesus Cristo fôra atendido pela Sua reverência. Tinha o Senhor pedido a seu Pai, como acima demonstramos que não fosse demorada a ressurreição do Seu corpo, foi ouvida aquela oração, para que a ressurreição se não demorasse mais tempo do que o preciso para se acreditar, que sem dúvida o corpo do Senhor morrera, pois se não pudesse provar-se que assim fôra, a Sua ressurreição, e a fé cristã ficava sem base. Continue reading

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