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Aflições

Aflições, Tesouros de Cornélio à Lápide

Excelências e vantagens das aflições

É muito melhor o sofrer por Jesus Cristo do que o ressuscitar mortos, diz São João Crisóstomo. Por meio deste, nós contraímos uma dívida com Deus. Por meio daquele, Jesus Cristo se converte em nosso devedor. Ó Maravilha! Jesus Cristo nos faz um obséquio, e por este obséquio ficará agradecido: Pati pro Christo, magis est quam suscitare mortos: hic enim debitor sum (Deo); illic autem debitorem habeo Christum. Ó rem admirandam! Et donat mihi, et super hoc, ipse debet mihi (Homil. IV in Epist. ad Philipp.).

Santo Egídio, discípulo de São Francisco, dizia:

“Ainda que o Senhor fizesse cair pedras e rochas do céu, nenhum dano nos fariam se soubéssemos sofrer as aflições” (Ribaden, in ejus vita).

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Dores de Maria Santíssima na Paixão e Morte de seu Divino Filho

Capítulo 22: Dores de Maria Santíssima na Paixão e Morte de seu Divino Filho
Acerbidade das penas de Maria

Consideremos que penetrantes e terríveis espadas de dor traspassaram o terno e sensibilíssimo coração de Maria, quando seu querido Filho se despediu dela para dar começo à Sua Paixão; quando O viu arrastado ignominiosamente pelas ruas de Jerusalém, pisado com pancadas, escarnecido, esbofeteado, coroado de espinhos e pregado na cruz entre dois facinorosos; quando O viu expirar e presenciou a lançada com que um soldado Lhe rompeu o peito para se certificar da Sua morte; quando recebeu nos braços o corpo morto e desfigurado do seu Jesus; e finalmente quando recolhido o cadáver ao sepulcro, ela ficou reduzida à mais amargosa soledade. Tudo o que sofreram os mártires todos juntos é muito pouco em comparação do que então sofreu a mais terna de todas as mães. Ah! Os nossos pecados são a causa das imensas dores desta santa Mãe, porque foram eles quem deu a morte a seu querido Filho. Detestemo-los, pois, de todo o coração, vamos ao pé da truz misturar as nossas lágrimas com as de Maria; peçamos-lhe que nos alcance uma viva contrição de todos os nossos pecados, e a graça de nunca mais os cometer. Continue reading

Do quinto fruto da sexta palavra

Capítulo 29: Do quinto fruto da sexta palavra
Um quinto fruto se há de colher daquela palavra, por ela significar também, que o edifício da Igreja se concluiu na Cruz, e que a mesma Igreja saiu do lado de Cristo moribundo, assim como Eva saíra da costela de Adão, quando este dormia. Este mistério nos ensina que amemos a cruz, que a honremos, e que dedicadamente nos afeiçoemos a ela. Quem há, pois, que não tenha afeição ao lugar da naturalidade de sua mãe? Admirável é sem dúvida a que todos os fiéis consagram à sacratíssima casa do Loreto, por nela ter nascido a Virgem Mãe de Deus, pois o Anjo diz a José:

“O que nela se gerou, é obra do Espírito Santo” (Mt 1)

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Do terceiro fruto da segunda palavra

Capítulo VII. Do terceiro fruto da segunda palavra
Um terceiro fruto se poderá colher da mesma palavra do Senhor, advertindo-se, que três foram os Crucificados, no mesmo lugar e na mesma hora; um inocente, Cristo, outro penitente, o bom ladrão; o terceiro obstinado, o mau ladrão: ou, se antes quiserem assim, que foram três os crucificados ao mesmo tempo; Cristo, sempre e excelentemente santo; um ladrão, sempre e excessivamente mau; outro ladrão mau numa época da sua vida, e santo na outra. Disto podemos entender, que não há neste Mundo ninguém, que possa viver sem cruz; e que baldados são os esforços dos que confiam, que podem absolutamente escapar-se a ela; e, que sensatos são os que aceitam a sua cruz da mão do Senhor, e, que até o fim da vida a levam não só com paciência, mas até com gosto. Continue reading

A Virtude da Paciência, a Abnegação e o Amor da Cruz

Mês de Dezembro: A Virtude da Paciência, a Abnegação e o Amor da Cruz

Mês de Dezembro

Breve introdução sobre a Paciência e o Apóstolo Patrono

Estamos na terra para fazermos penitência e merecermos; não é ela, portanto, lugar de repouso, mas de trabalhos e sofrimentos. As dores, adversidades e outras tribulações hão de ser as mais belas jóias da nossa corôa no paraíso. Pratiquemos a paciência:

1. Quando a morte nos arrebata os parentes ou amigos;

2. Na pobreza;

3. Nos desprezos e perseguições;

4. Nas desolações espirituais;

5. Nas tentações;

6. Nas doenças.

A resignação na morte, para fazer a vontade de Deus, é bastante para assegurar a nossa salvação eterna.

Pondera que nesta vida, quer queiras, quer não, terás necessariamente de padecer. Procura por isso padecer de maneira meritória, isto é, pacientemente; violenta-te e evita romper em queixas e lamentos. Se te venceres, Deus te fará experimentar durante a tribulação uma doçura desconhecida dos mundanos, mas muito conhecida daqueles que amam a Deus.

Se Deus te visitar com doenças, pobreza, perseguições e outras adversidades, humilha-te diante dEle, e dize com o bom ladrão:

“Recebemos o que mereciam nossas ações” (Lc 23, 41).

E mesmo que não tenhas perdido a inocência batismal, certamente já terás merecido um longo purgatório. Por isso alegra-te se fores castigado neste mundo e não no outro.

Consola-te também nos sofrimentos internos com a esperança do céu. Recorda-te das palavras de São Paulo:

“Os padecimentos deste mundo não tem comparação com a glória futura que será manifestada em nós” (Rom 8, 18)

“O que aqui é para nós uma tribulação momentânea e ligeira produz em nós, de um modo maravilhoso no mais alto grau, um peso eterno de glória” (2 Cor 4, 17)

Se tua vida te parecer insuportável, olha para teu divino Salvador, que te precede, carregando a cruz. Ouve o que Ele diz:

“Quem quiser vir após mim, renuncie a si mesmo e tome todos os dias a cruz sobre si” (Lc 9, 23)

Teu Salvador vai sempre adiante, e só pára ao chegar ao monte Calvário, para ai morrer por ti.

Acostuma-te a submeter-te já antecedentemente na oração a todos os sofrimentos que talvez te sobrevirão; assim procederam os santos e por isso estavam sempre prontos a abraçar todas as cruzes, mesmo as que lhes sobrevinham inesperadamente.

Suplica, finalmente, ao Senhor instantemente que te conceda a graça da paciência, pois, sem a oração, nunca obterás essa grande graça. Justamente na oração encontraram os santos mártires a coragem para suportar os mais atrozes tormentos e a morte mais ignominiosa. Se recorreres ao Senhor com confiança, Ele te livrará dos teus padecimentos ou então te concederá a graça de suportá- los com paciência. Ele mesmo disse:

“Vinde a mim todos que andais em trabalhos e vos achais carregados e eu vos aliviarei” (Mt 11, 28)

Sumário
I. A sua natureza
II. Da Paciência em Geral
III. Da Paciência nas Enfermidades
IV. Da Paciência nas Injúrias e Perseguições
V. Da Paciência na Desolações Espiritual
VI. Alguns avisos a respeito do Exercício da Paciência
VII. A Abnegação e o Amor da Cruz no Redentor
VIII. A Prática da Paciência
IX. Orações para alcançar a Virtude do Mês

Mês de Dezembro: A Virtude da Paciência, a Abnegação e o Amor da Cruz. Apóstolo Patrono: São Mateus

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Amor do Sofrimento

Meditação para a Quinta-feira da Segunda Semana da Quaresma. Amor do Sofrimento

Meditação para a Quinta-feira da Segunda Semana da Quaresma

SUMARIO

Consideraremos:

1.° No mistério da transfiguração um grande ensino acerca do amor do sofrimento;

2.° No mesmo sofrimento a fonte dos maiores benefícios.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De sofrermos sem descontentamento ou queixume todas as contrariedades e tribulações que sobrevierem;

2.° De não ouvirmos a delicadeza que, por cuidados excessivos, busca subtrair-se a tudo o que molesta ou incomoda.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra de São Paulo aos hebreus:

“Ponhamos os olhos no autor e consumador da fé, Jesus, que, havendo-lhe sido proposto gozo, sofreu a cruz, desprezando a ignominia” – Aspicientes in auctorem fidei et consummatorem Jesum, qui, proposito sibi gaudio, sustinuit crucem, confusione contempta (Hb 12, 31)

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Necessidade e Felicidade do Padecimento

Meditação para a Sexta-feira da 6ª Semana depois da Epifania. Necessidade e Felicidade do Padecimento

Meditação para a Sexta-feira da 6ª Semana depois da Epifania

SUMARIO

Temos, até aqui, considerado Jesus Cristo desde o momento da Encarnação até ao Seu Batismo por São João. Por toda a parte vimos o padecimento e o martírio. Meditaremos a profunda razão deste fato; é

1.° Porque padecer é uma necessidade;

2.° Porque padecer é uma felicidade.

— Tomaremos depois a resolução:

1.º De separarmos o nosso coração do amor do gozo e do prazer, e de o sacrificarmos a Deus, quando se oferecer a ocasião;

2.º De aceitarmos de boa vontade todas as penalidades da vida, sem murmurar nem queixarmo-nos.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do Evangelho:

“Bem-aventurados os que padecem” – Baeti qui… patiuntur (Mt 5, 10)

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Fecundidade do Sofrimento

Meditação para o Dia 29 de Dezembro

O sofrimento é fecundo.

“O sofrimento – escreve a admirável Elizabeth Leseur (1) – o sofrimento atua de um modo impetuoso em nós, primeiro, por uma espécie de renovamento íntimo, em outros também, talvez muito longe e sem que saibamos neste mundo o trabalho que fazemos por eles. O sofrimento é um ato. Cristo fez mais na cruz pela humanidade do que falando e trabalhando na Galileia ou em Jerusalém. O sofrimento faz a vida: ele transforma tudo o que toca e tudo o que atinge”

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É bom Sofrer para ser Bom

Meditação para o Dia 24 de Dezembro

“Quando se deseja saber o que vale uma alma – escreveu Lacordaire –, é mister tocá-la. E, se ela não dá o som do sacrifício, esteja ela coberta de púrpura, passai, passai! Não é uma alma!”

A dor é escola das almas, e não parece ter alma quem não sabe sofrer e se imolar. O sofrimento revela-nos as profundezas de nossa alma com toda a sua complexidade e mil delicadezas, e com isso nos revela também as profundezas de alma de nossos semelhantes. Saber sofrer é necessário, ao menos para se não fazer sofrer os outros. Continue reading

Almas Reparadoras

Meditação para o Dia 15 de Dezembro

Hoje, mais do que em tempo algum, o mundo, para se salvar, tem necessidade de almas generosas, de almas reparadoras.

“A necessidade de reparar – escreve o admirável Pe. Plus, S. J. (1) – não se impõe somente como dedução dos princípios sobre que assenta a nossa fé católica e, especialmente, a doutrina do Corpo Místico e o Dogma da Redenção, impõe-se também como consequência forçosa de um ensinamento formal, constante e muitas vezes repetido de Nosso Senhor! Não nos soa ao ouvido a palavra de Jesus: – Fazei penitência! Fazei penitência! Que é a penitência? Reparação. Continue reading

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