Capítulo 22: Do terceiro fruto da quinta palavra
O terceiro fruto que pode colher-se da quinta palavra é a imitação da paciência do Filho de Deus; pois não obstante, que na quarta tenha sobressaído a humildade com a paciência; com tudo na quinta parece ter brilhado, como em lugar próprio, no seu maior esplendor, e só a paciência de Cristo. Na verdade a paciência não só é uma das grandes virtudes, mas até muito mais necessária que as outras: a respeito dela diz São Cipriano (1):

«Não acho entre os outros caminhos que levam à sabedoria do Céu, algum, que seja ou mais útil para a vida, ou mais espaçoso para a glória, do que a paciência, a qual deve com todo o empenho fazer por conseguir, quem quiser firmar-se bem nos preceitos do Senhor por obséquio de temor e de devoção»

Antes, porém de dizermos alguma coisa da necessidade da paciência, é preciso distinguir a verdadeira da falsa. A verdadeira é a que nos manda sofrer o mal do prejuízo, para não nos vermos obrigados a cometer atos culpáveis (2). Tal foi à paciência dos mártires, que antes quiseram sujeitar-se aos tormentos dos algozes do que negar a fé de Cristo; e preferiam perder tudo quanto tinham a prestar culto aos falsos deuses. A falsa paciência é a que nos leva a sofrermos todos os males, para obedecermos às leis do apetite, e a perdermos os bens sempiternos, para conservarmos os temporais. Tal é a paciência dos mártires do diabo, que suportam facilmente a fome, a sede, o frio, o calor, a perda da boa reputação, e, o que mais admira, a do Reino do Céu, para acumularem riquezas, satisfazerem a luxúria, e subirem a cargos honoríficos.

Além disto, a paciência tem a propriedade de aperfeiçoar e conservar todas as virtudes; e é isto o que São Tiago exalta nos louvores desta virtude, dizendo: A paciência tem a perfeição das virtudes para serdes consumados e completos, e sem defeito em nenhuma delas (Tg 1), pois as outras virtudes não podem subsistir por muito tempo sem a paciência pelas dificuldades que se encontram na prática delas, quando, porém, ela as acompanha, vencem facilmente todas aquelas dificuldades, porque ela converte em ordem a desordem, e torna plano o escabroso, e é isto tão assim, que São Cipriano (3) diz da mesma rainha das virtudes, a caridade:

«A caridade é o vínculo da fraternidade, o fundamento da paz, a consolidação e firmeza da unidade; é mais excelente que a fé, e que a esperança; é de mais merecimento que o martírio, ela, que há de permanecer sempre conosco eterna junto a Deus no reino do Céu, tira-lhe a paciência, e verás que ela não pode durar; tira-lhe a força de sofrer e suportar e verás, que fica como uma árvore sem raízes e sem vigor»

Isto ainda mais facilmente o mesmo Santo o prova em relação à castidade, à justiça e à paz com o próximo, dizendo:

«Seja forte e permanente no teu coração a paciência; e nem o corpo santificado, o templo de Deus, é poluído pelo adultério; nem a justiça, que deve ser a protetora da inocência, é inficionada do contágio da traição, nem depois de recebida a Eucaristia, a mão é manchada com a espada e com o sangue, que ela faz derramar»

Isto diz São Cipriano, querendo dizer com isto, que nem a castidade, desacompanhada da paciência, pode resistir ao adultério, nem a justiça sem ela estar livre de traição, nem também sem ela a comunhão livrar de homicídio.

O que São Tiago escreve da virtude da paciência, ensinam-no por outras palavras o profeta Davi, o próprio Senhor e o seu Apóstolo. Davi, diz (Salmo 9): «A paciência do pobre não será perdida», porque sem dúvida a obra de perfeição, e não perderá nunca o seu merecimento, devido aos frutos que produz. Neste mesmo sentido costumamos dizer, que se perdeu o trabalho do lavrador, quando não produz fruto; e que se não perdeu quando o produz. Entra naquele versículo a expressão do pobre que neste lugar significa o humilde, que se reconhece pobre, o que nada pode fazer, nem sofrer, sem o auxílio de Deus. Assim explica Santo Agostinho no Livro da Paciência (4): pois não só os pobres, mas também os ricos podem ter a verdadeira paciência, contanto que não confiem em si mesmos, mas em Deus, a quem devem como realmente pobres das graças divinas, pedir a paciência. Isto mesmo quis o Senhor fazer conhecer, dizendo-nos no Evangelho (Lc 21): Na vossa paciência possuireis as vossas almas: pois só terão vida, e vida como propriedade, de que ninguém possa privá-los, os que com paciência sofrem todas as aflições, e até mesmo a morte, para não ofenderem a Deus, pois ainda que parecesse que perdem a vida, morrendo; contudo não a perdem; mas conservam-na eternamente; pois a morte do justo não é morte; é um sono, e um sono curtíssimo. Os impacientes que para não perderem a vida do corpo, não se importam de pecar, ou abjurando Cristo, ou prestando culto aos ídolos, ou sucumbindo à luxúria, ou cometendo outro qualquer pecado, parece que conservam a vida temporal; mas perdem para sempre a vida do corpo e da alma, e, assim como aos verdadeiros pacientes se diz com justiça:

«Não se perderá um cabelo da vossa cabeça» (Lc 21)

Do mesmo modo aos impacientes se deve dizer:

«Nem um só membro do vosso corpo será livre das chamas do inferno»

Isto finalmente confirma o Apóstolo dizendo:

“A paciência vos é necessária, para que fazendo a vontade de Deus, alcanceis a promessa” (Hb 10)

Palavras porque ele mostra que a paciência não só é útil, mas absolutamente necessária, para que façamos sempre a vontade de Deus, e fazendo-a, consigamos a promessa, isto é, a coroa da glória que o Senhor prometeu aos que O amarem, e cumprirem os seus preceitos (Zc 1):

“Se alguém me ama, guardará a minha palavra; o que me não ama não guarda a minha palavra” (Jo 14)

Vemos assim toda a Escritura, sem discrepância, pregar aos fiéis a necessidade de paciência, e é esta a causa porque Cristo, ao terminar esta vida, quis certificar-nos todos de um Seu tormento invisível, acerbíssimo, e muito demorado: a sede; para em vista de um tão grande exemplo nos resolver a termos paciência em todas as nossas aflições. Que a sede de Cristo foi um tormento atrocíssimo, já antecedentemente o provamos na explicação da palavra: Tenho sede, que foi prolongadíssimo, prova-se muito facilmente.

Principiando pela flagelação, diremos que estava Cristo quando a sofreu, já fatigado da prolongada oração e agonia, e derramamento de sangue no Horto; e além disto, do muito caminhar naquela noite e no dia seguinte do Horto para casa de Anás, desta para a casa de Caifás, da de Caifás para a de Pilatos, desta para a de Herodes, e desta outra vez para a de Pilatos; no que o Senhor andou muitas milhas sem ter tomado alimento algum desde a ceia do dia antecedente, e sem ter dormido; demais tinha sofrido em casa de Caifás muitos e cruelíssimos maus tratos, aos quais acresceu a cruelíssima flagelação, acompanhada de intensa sede, que, depois de flagelado, não cessou, mas progrediu. Seguiram-se a isto a coroação, o escárnio, e novos maus tratamentos, também acompanhados da sede; e acabada a coroação a sede aumentou. Depois, carregado com o patíbulo da Cruz, caminhou para o Calvário, apesar de cansado de tanto andar e tantos sofrimentos, dos quais era uma sede ardentíssima ao chegar ao Calvário ofereceram-Lhe vinho misturado com fel, que Ele, provando, não quis beber. Acabou o andar; porém a sede, que em todo Ele tinha atormentado o piedoso Senhor, exacerbou-se sem dúvida. Seguia-se a crucificação; e correndo-Lhe o sangue de quatro feridas, como de quatro fontes, cada um pode imaginar a que ponto ela chegaria. Finalmente quase se não acreditará a intensidade da sede, com que aquele sacratíssimo corpo foi atormentado nas três horas seguintes, da 6ª à 9ª, durante as horríveis trevas, e, posto que os algozes Lhe chegassem vinagre à boca, contudo, porque não foi vinho com água, mas uma bebida azeda e desagradável, e em pequena quantidade, porque tinha de sorver gotas da esponja, e estava quase a expirar; com toda a verdade se pode dizer que o nosso Redentor sofreu do princípio da sua Paixão até à sua morte, e com a maior paciência, aquele ansiosíssimo tormento, que entre nós é pouco conhecido porque a cada passo se encontra água, porém os que muitos dias caminham por desertos em que não há, esses sabem que tormento é a sede.

Diz Quinto Cúrcio na vida de Alexandre Magno (5), que, marchando ele com o seu exército por um deserto, encontraram um rio depois de uma longa marcha, em que sofreram muita sede; e que fora tal a avidez com que os soldados beberam, que muitos ali morreram logo asfixiados, perdendo ele ali mais gente do que em nenhuma batalha tinha perdido; pois o ardor da sede era tão intolerável, que não podiam os soldados ter força sobre si mesmos, para tomarem fôlego quando estavam a beber, assim morreu uma parte do exército de Alexandre. Tem também havido quem por causa de grande sede tenha achado saborosa água enlodada, azeite, ou sangue, e outra coisas ainda mais imundas e repugnantes, às quais ninguém beberia se não fosse obrigado por extrema necessidade. Disto devemos aprender quão tormentosa foi a Paixão de Cristo, e quão acrisolada nela foi a virtude da Sua paciência, ao qual por vontade de Deus nos foi dada a conhecer para imitarmos, sofrendo também com Cristo, a fim de sermos com Ele glorificados.

Parece-me que estou ouvindo algumas almas piedosas a dizerem, que de boa vontade aprenderiam a imitar a paciência de Cristo, e a puderem dizer com o Apóstolo:

“Estou cravado com Cristo na Cruz” (Gl 2)

E com o mártir Santo Inácio:

“O meu amor está crucificado” (6)

Isto não é tão difícil, como a muitos parece; pois não é preciso que todos durmam no chão, que se disciplinem até correr sangue, que jejuem todos os dias a pão e água, que tragam todos os dias ásperos cilicio, ou cadeia de ferro sobre a carne, nem que façam outras coisas assim, para domarem a carne, e crucificá-la juntamente com os seus vícios e desordenados apetites. São louváveis e proveitosas àquelas penitências, quando feitas por quem pode, e aconselhadas por diretor espiritual, mas eu quero mostrar aos meus piedosos leitores um modo de exercer a paciência, imitando a de Cristo; um modo, porém, que a todos convenha, sem extraordinários nem inovações; sem nada daquilo de onde possa suspeitar-se, que se faz para armar à popularidade.

Em primeiro lugar digo que, quem quiser conseguir a virtude da paciência, se deve, sem constrangimento, exercer naqueles trabalhos e macerações, de que não haja dúvida, que são do agrado de Deus, segundo o que diz o Apóstolo:

“A paciência é-vos necessária, para que, fazendo o que é da vontade de Deus consigais as suas promessas” (Hb 10)

Ora os trabalhos, a que Deus quer, que nós pacientemente nos sujeitemos, não são difíceis nem de ensinar, nem de aprender. Primeiramente como certo tenhamos que, o que nos determina a Igreja, nossa Mãe, se deve cumprir com obediência e paciência, ainda que seja custoso e difícil. Os jejuns da quaresma, das quatro têmporas, e das vigílias, que a Igreja nos prescreve, para serem satisfeitos, como deve ser, não podem dispensar a paciência. Se, porém o que em dia de jejum tiver na sua mesa delicadas iguarias, e numa ceia ou num jantar comer tanto, como costuma comer ao jantar e à ceia; e, antecipando a hora da refeição, comer, logo ao anoitecer uma consoada, que se possa chamar ceia; esse certamente nem terá fome nem sede; nem, por isso mesmo, precisará de paciência. Aquele que não tomar a refeição antes da hora prescrita, exceto por motivo de doença ou por algum outro justificado; que usar de comida porca e ordinária, própria para a penitência e, além disto, em quantidade que não exceda a que deve ser, e der aos pobres o que havia de comer na outra refeição, se não fosse dia de jejum, para, assim, como diz São Leão (7), a abstinência do que jejua se tornar alimento do pobre; e em outra parte:

“Fiquemos com alguma fome, meus muito amados; e tiremos da nossa ordinária comida alguma coisinha que sirva para remediar os pobres” (8)

E se finalmente ao anoitecer, a consoada, que muitos costumam tomar, for rigorosamente consoada; aquele, digo, precisa sem dúvida de paciência, para suportar a fome e a sede; e, jejuando assim, de alguma sorte imitará a paciência de Cristo, e com Ele estará também na Cruz ao menos em parte. Mas isto não é tudo preciso. Seja assim, porém para imitar a Paixão de Cristo, tudo isto é necessário. Manda, além disto, a Santa Mãe Igreja, que os eclesiásticos e regulares, rezem ou cantem, às sete horas canônicas, e que todos os fiéis rezem ao menos o Pai Nosso e Ave Maria. Esta sagrada lição e oração há de sem dúvida precisar do auxílio da paciência, para se fizer do modo, porque podia e devia fazer- se, mas não são poucos os que, para escusarem aquele auxílio, se esforçam em remover todas as dificuldades, primeiro, como tendo de cumprir alguma rigorosa obrigação, a que não possam faltar, corre com toda a velocidade, só para se livrarem o mais breve possível daquele peso; além disto, lêem as horas canônicas não direitos e em pé, ou de joelhos, porém sentados, ou passeando, para que o tédio da lição ou da oração se diminua com o descanso, ou se suavize com o passeio. Falo dos que lêem as horas em particular, e não dos que cantam os salmos em coro. Além disto, para não interromperem o sono, rezam não só as diurnas, mas também as noturnas quando ainda é sol. Não digo nada a respeito da atenção e elevação da alma, quando a Deus se dão louvores, ou se fazem súplicas; porque a maior parte em nada menos pensa do que naquilo, que, estão cantando ou lendo; e por isso tirada a dificuldade de consumir longo tempo na leitura ou na oração, e também a de deixar a cama, para ir à reza das horas noturnas; e pondo de parte o trabalho de estar em pé e de ajoelhar, e de reprimir a atenção, para não andar divagando de uma para outra parte, mas estar toda no que está lendo; não é de admirar que pareça que são muitos os que carecem do auxílio da paciência. Ouçam estes tais, com que devoção São Francisco lia as horas canônicas, e ficarão sabendo que esta piedosa obrigação não pode satisfazer-se sem que a paciência auxilie. São Boaventura na vida de São Francisco, diz assim:

«Costumava aquele Santo homem rezar as horas canônicas com grande respeito e devoção; pois, ainda que padecesse dos olhos, do estômago, do braço e do fígado, não se encostava, apesar disto, nem a muro, nem a parede, enquanto salmeava; mas rezava sempre as horas em pé, sem o capuz, e com os olhos nelas, e sem interrupção. Se alguma vez ia de jornada, parava, para rezar, não deixando de conservar este costume reverente e sagrado, posto que a chuva caísse a torrentes. Julgava que cometia um pecado grave se estando a rezar, estivesse interiormente distraído com vãs imaginações; e, quando tal lhe acontecia, confessava-se logo, para expiar aquela culpa. Salmeava com tanta atenção, como se estivesse na presença de Deus, e quando na reza tinha de pronunciar o nome do Senhor, lambia os beiços pela suavidade da sua doçura» (9)

Se alguém quiser rezar assim as horas canônicas e levantar-se também de noite, para rezar as noturnas, conhecerá sem dúvida, que sem trabalho e sem paciência não pode satisfazer-se ao ofício divino. Muitas outras coisas manda a Igreja, nossa Mãe, em conformidade com a vontade de Deus, às quais ela aprendeu dos Livros Sagrados, e que, sem paciência, não podem devidamente cumprir-se: tais são, dar aos pobres o supérfluo, perdoar a quem nos ofende, dar satisfação às pessoas que ofendermos, receber a sacrossanta Eucaristia, para o que é preciso grande preparação, e nenhuma destas coisas se pode cumprir, faltando à paciência. Não é isto tudo que a Igreja manda, mas este pouco quis eu apresentá-lo como exemplo.

Outra coisa, em que se reconhece a vontade de Deus, e que sem paciência não pode conseguir-se, é suportar quanto, ou os demônios, ou os homens, fazem para nos inquietarem, pois, ainda, que os maus, e os demônios, piores ainda, nenhum bom pensamento tem quando assim fazem; Deus, sem cuja permissão eles nada podem fazer, não permitiria o mal que nos fazem se não julgasse que assim nos é conveniente, por isso todo o mal que deles nos vier, se deve tomar, como vindo das mãos de Deus, e sofrer-se com paciência e boa vontade. Por isto, Jó, sincero e reto, não duvidando que da inveja do Diabo lhe proviera à calamidade de que foi vítima, perdendo num dia toda a sua riqueza, todos os seus filhos, e, além disto, a saúde de todo o corpo, dizia:

«O Senhor o deu, o Senhor o levou, seja bendito o nome do Senhor»

Porque conhecia que lhe não aconteceria àquela desgraça, se o Senhor não quisesse. Não quero com isto dizer que as pessoas a quem os seus semelhantes, ou os demônios tenham causado prejuízos, não tenham direito a ressarci-los, e não devam fazê-lo, nem medicar-se nas suas doenças, nem defender suas pessoas e bens, mas somente advirto que ninguém deve vingar-se, nem fazer mal por mal; porém sofrer com paciência o que Deus quiser que se sofra, para que se fazendo a Sua vontade, se alcancem as Suas promessas.

Devemos finalmente convencer-nos de que tudo aquilo, que parece acontecer imprevista ou casualmente, como excessiva cegueira, demasiada chuva, peste, fome, e outras coisas assim, não acontecem sem a vontade de Deus; e não devemos por isso queixar-nos nem dos elementos nem dEle; mas reconhecer nisto o castigo dos nossos pecados, e submissamente sofrê-lo com verdadeira humildade; pois, fazendo nós assim, Deus, aplacado, deixará atrás de si a Sua benção, castigando-nos como Seus filhos, com piedade de pai, e não nos privando, como adulterinos, da herança do Céu. Apresentarei um exemplo de São Gregório, do qual possa conhecer-se quão grande seja a, remuneração da paciência. Na homilia 35ª sobre os Evangelhos, diz ele, que houvera um indivíduo chamado Estevão, tão sofredor, que tinha por seus maiores amigos os que algum mal lhe fazia, e correspondia com agradecimentos às injúrias que recebia; que tinha em conta dos maiores lucros os prejuízos que lhe causavam, e reputava seus protetores e benfeitores todos os seus inimigos. O Mundo sem dúvida o julgaria, parvo e demente, porém ele tinha ouvido, e com atenção, o que diz o Apóstolo de Cristo (1Cor 3): Se algum de vós se tem por sábio neste mundo, faça-se insensato, para ser sábio, pois, como no mesmo lugar diz São Gregório, à hora da sua morte assistiram-lhe muitos Anjos, e levaram a sua alma direita ao Céu; e o mesmo Santo Doutor não teve dúvida de incluir o seu nome no martirológio pela sua assombrosa paciência.


Referências:

(1) Serm. de bono paticutiae
(2) Vid. Sanct. August. lib. de patientiae, cap. 1, 2 e 3
(3) Serm. de patientia
(4) Cap. 15
(5) Lib. 7
(6) Epist. ad Rom.
(7) Serm. 11, de jejum. 10 mensis
(8) Serm. 9, de jejum. 7 mensis
(9) Cap. 10

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(BELARMINO, Cardeal São Roberto. As Sete Palavras de Cristo na Cruz. Antiga Livraria Chadron, Porto, 1886, p. 183-200)