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Do primeiro fruto da primeira palavra proferida na Cruz

Capítulo II. Do primeiro fruto da primeira palavra proferida na Cruz
Explicamos, qual seja a inteligência da primeira palavra, que Cristo proferiu na Cruz. Agora, meditando, faremos por colher daquela palavra alguns frutos, e estes preciosos, e de muita utilidade para nós e para todos. Primeiro que tudo desta primeira parte do sermão, que Cristo pregou na cadeira da Cruz, aprendemos que a Sua caridade é muito mais ardente, do que nós podemos conhecer, ou imaginar, e é por isto, que o Apóstolo escrevendo aos Efésios, lhe diz:

“E conhecer também a caridade de Cristo, que excede todo o entendimento” (Ef 3, 19)

Com esta passagem da sua epístola dá ao Apóstolo a conhecer, que nós pelo mistério da Cruz podemos saber que a grandeza da caridade de Cristo é tamanha, que excede todo o saber humano, por ser maior do que a força da nossa inteligência pode compreender, pois nós, quando sofremos alguma grande dor, ou dos olhos, ou dos dentes, ou da cabeça, ou de outra alguma parte, tanto dela nos deixamos dominar, que a mais nada damos atenção; e por isso nem recebemos amigos, que venham visitar-nos, nem outros indivíduos, que por diversos motivos nos queiram falar. Continue reading

“Meu Pai, perdoa-lhes; pois não sabem o que fazem”

Capítulo I. "Meu Pai, perdoa-lhes; pois não sabem o que fazem". Explica-se literalmente a primeira palavra

Explica-se literalmente a primeira palavra de Cristo na Cruz

“Meu Pai perdoa-lhes; não sabem o que fazem” (Lc 23, 34)

Cristo, Jesus, Verbo do Pai Eterno, e de quem seu mesmo Pai disse claramente: Ouvi-o (Mt 17), e, que de Si mesmo disse também claramente: Um só é o vosso Mestre, o Cristo (Mt 23), para desempenhar cabalmente a Sua missão, não só nunca deixou de ensinar, enquanto viveu; porém, mesmo da cadeira da Cruz fez uma pregação curta, mas ardente, proveitosíssima, de muita eficácia e inteiramente digníssima de ser recolhida pelos cristãos no íntimo do coração, de lá ser guardada, meditada e posta em prática. A primeira sentença é esta: Jesus então dizia: Meu Pai perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem (Lc 23, 34), a qual quis o Espírito Santo, que como nova e insólita fosse profetizada por Isaías naquelas palavras:

“E rogou pelos transgressores” (Is 53, 12)

Com quanta verdade o Apóstolo São Paulo, disse (1Cor 13, 5): A caridade não busca os seus próprios interesses, pode facilmente conhecer-se da ordem daquelas sentenças; pois delas, três dizem respeito ao bem dos outros, três ao bem próprio, e uma é comum, o Senhor, porém, teve primeiramente cuidado dos outros, e em último lugar de Si. Continue reading

Mortificação das Paixões

Meditação para a Décima Sexta Segunda-feira depois de Pentecostes. Mortificação das Paixões

Meditação para a Décima Sexta Segunda-feira depois de Pentecostes

SUMARIO

O primeiro objeto sobre que devemos praticar a mortificação, são as nossas paixões. Veremos:

1.° A necessidade de as mortificar;

2.° A necessidade de mortificar principalmente a paixão dominante.

— Tomaremos a resolução:

1.° De aproveitarmos com alegria todas as ocasiões, que se ofereceram durante o dia, de mortificar-nos;

2.º De nos examinarmos cada dia acerca da paixão dominante.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra da Imitação:

“A medida dos vossos progressos será a medida das violências que a vós mesmos fizerdes” – Tantum proficies quantum tibi ipsi vim intuleris (1 Imitação 25, 11)

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Na Missa, Jesus renova a Sua Paixão

Na Missa, Jesus renova a Sua Paixão

Capítulo IV

Dentre os mistérios de Jesus, nenhum há de mais útil recordação e mais digno de respeito, que a dolorosa Paixão pela qual nos resgatou. Os Santos Padres não se cansam de a comemorar e prometem, da parte de Deus, grande recompensa aos que Lhe prestam homenagem. Ora, se bem que os meios de prestar homenagem à Paixão sejam numerosos, pensamos que nenhum é sequer comparável à devota audição da Santa Missa, pois aqui a mesma Paixão se renova sobre o altar.

É certo que não nos é dado ver por nossos próprios olhos a reprodução dos sofrimentos de Cristo; mas na Missa, tudo nos lembra estes sofrimentos, tudo os simboliza. O sinal da cruz, o mais expressivo dos símbolos, em tudo se nos depara. Encontra-se cinco vezes gravado sobre a sagrada pedra, encontra-se em cima do altar, está desenhado no missal na página que precede o Canon, bordada no amicto, no manipulo, na estola, na casula, cinzelado na patena. O padre faz dezesseis vezes o sinal da cruz sobre si próprio e trinta e nove vezes sobre a oferta. Significativa rememoração! Continue reading

A Cruz, Ciência do Cristão

Meditação para o Sábado da Paixão. A Cruz, Ciência do Cristão

Meditação para o Sábado da Paixão

SUMARIO

Prosseguiremos nas nossas meditações sobre a cruz considerada como o grande livro que nos instrui; e veremos que ela nos ensina:

1.º A tomarmos um terno interesse em tudo o que respeita ao próximo;

2.° De nos separarmos de todo o espírito de egoísmo.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De buscarmos em todas as coisas a glória de Deus e o bem do próximo;

2.° De desapegarmos o nosso coração de tudo o mais.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra de São Paulo:

“Julguei não saber coisa alguma entre nós senão a Jesus Cristo e este crucificado” – Non judicavi me acire aliquid inter vos, nisi Jesum Christum, et hunc crucifixum (1Cor 2, 2)

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Quanto devemos amar Jesus Crucificado

Meditação para a Segunda-feira da Paixão. Quanto devemos amar Jesus Crucificado

Meditação para a Segunda-feira da Paixão

SUMARIO

Depois de termos meditado quanto nos amou Jesus Crucificado, meditaremos agora quanto nós mesmos devemos amá-lO; e veremos que devemos amá-lO:

1.º Com um amor penitente, lembrando-nos do passado;

2.º Com um amor generoso e fervoroso quanto ao presente e ao futuro.

— Tomaremos depois a resolução:

1.º De dirigirmos frequentes vezes no dia piedosos suspiros de amor a Jesus padecendo e morrendo por nós;

2.º De fazermos todas as nossas ações por amor para com Ele, e de darmos, neste intuito, a cada uma dessas ações toda a perfeição de que formos capazes.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra de São Paulo:

“Cristo morreu por todos a fim de que todos vivamos para ele” – Pro omnibus mortuus est Christus: ut qui vivunt, jam non sibi vivant, sed ei qui pro ipsis mortuus est (2Cor 5, 15)

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Mãe das Lágrimas

Meditação para o Dia 15 de Setembro

Diz o canto litúrgico que aos pés da cruz estava a MÃE DOLOROSA. Lágrimas benditas de Maria! Lágrimas redentoras, que, com o sangue de Jesus, livraram-nos da culpa e nos abriram as portas do Céu! Quanto é bela a suave invocação de NOSSA SENHORA DAS DORES! Consola saber que Jesus e Maria choraram como choramos nós, pobres mortais, neste mundo de exilados. Hoje nos convida a Santa Igreja a honrar as dores de Maria, Mãe querida, aos pés da cruz, lacrimosa. Jesus sofreu no corpo, e Maria, no coração. Enquanto das feridas abertas do Redentor corria o sangue que nos remiu, dos angustiosos olhos de Maria jorravam lágrimas, sangue do coração, essas pérolas riquíssimas e preciosas que nos foram dadas como penhor de salvação eterna. Sangue de Jesus e lágrimas de Maria, sois nosso tesouro, nossa vida, nossa redenção! Continue reading

A Exaltação da Santa Cruz!

Meditação para o Dia 14 de Setembro

A venerável Mechtilde do Santíssimo Sacramento escreveu:

“A invenção da Santa Cruz é uma festa comum para todos os cristãos, pois o sofrer é coisa que todo dia nos sucede. A exaltação da Santa Cruz é, pelo contrário, uma festa muito rara, porque poucas são as almas que louvam e exaltam a cruz, com cuja imposição lhes manifesta Deus o poder da sua graça.”

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Amores da Juventude

Capítulo 30. Amores da Juventude - Livro Rumo à Felicidade, de Fulton Sheen
TODOS os jovens estão cheios de incertezas e de ansiedade latente, porque a vida não foi ainda reduzida à unidade. O imediato e o presente solicitam-nos com tal ímpeto que não se dão conta de uma meta e finalidade predominante. Para encobrir este penoso estado, o jovem, muitas vezes, imagina-se o que um psicólogo poderia chamar um «super-ego». Não é uma imagem diferente de si mesmo, mas antes a imagem de alguma coisa que o aperfeiçoará e reconduzirá à unidade. Este «super-ego» é o que desejamos ser, para completar a nossa personalidade e o que, por vezes, receamos nunca vir a ser. Continue reading

Amor Verdadeiro

Capítulo 19. Amor Verdadeiro - Livro Rumo à Felicidade, de Fulton Sheen
HÁ duas espécies de amor: o amor por causa do prazer que dá, ou o amor por causa de outrem; o primeiro é amor carnal, o segundo espiritual. O amor carnal conhece a outra pessoa só no momento biológico. O amor espiritual conhece-a, em todos os momentos. No amor erótico, as angústias do outro são consideradas dano da felicidade própria; no amor espiritual, as angústias dos outros são oportunidades para servir. Continue reading

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