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A Paciência

Meditação para o 22º Domingo depois do Pentecostes. A Paciência

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus 22, 15-21

Naquele tempo, 15 os fariseus reuniram-se para combinar como o haviam de surpreender nas suas próprias palavras. 16Enviaram-lhe os seus discípulos, acompanhados dos partidários de Herodes, a dizer-lhe: «Mestre, sabemos que és sincero e que ensinas o caminho de Deus segundo a verdade, sem te deixares influenciar por ninguém, pois não olhas à condição das pessoas. 17Diz-nos, portanto, o teu parecer: É lícito ou não pagar o imposto a César?»

18Mas Jesus, conhecendo-lhes a malícia, retorquiu: «Porque me tentais, hipócritas? 19Mostrai-me a moeda do imposto.» Eles apresentaram-lhe um denário. 20Perguntou: «De quem é esta imagem e esta inscrição?» 21«De César» – responderam. Disse-lhes então: «Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.»

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A Virtude da Oração

Mês de Novembro: A Virtude da Oração

Mês de Novembro

Breve introdução sobre a Oração e o Apóstolo Patrono

Jamais duvides que é só por meio da oração que podes alcançar a tua salvação e chegar à perfeição. Para vencer as tentações, praticar as virtudes e guardar perfeitamente os mandamentos da lei de Deus, precisas no momento decisivo de um especial auxílio da graça, o qual Deus te concede unicamente por meio da oração, e da oração perseverante. Especialmente no tempo da tentação deves recorrer a Deus, pedindo-Lhe seu auxílio, ao menos pela invocação dos santíssimos nomes de Jesus e Maria.

Antes de rezar prepara teu corarão. Pondera que vais falar com Deus para obter sua misericórdia; que os anjos olham para ti com turíbulos de ouro nas mãos e estão prontos a oferecer a Deus tua oração como um agradável incenso. Esforça-te, por isso, para rezar não só com os lábios, mas também com o coração, pois, contrariamente, em vez de obteres graças, só provocarias a ira de Deus contra ti. Procura rezar com especial devoção aquelas orações que mais se repelem, como o Pai-Nosso, a Ave-Maria e o Glória ao Pai. Dedica-te com grande zelo à prática das jaculatórias que não estão ligadas a lugar algum, nem a nenhum tempo.

Faze tuas orações com humildes sentimentos e com uma firme, constante e inabalável confiança. Se te parecer que Deus não quer te atender, continua a rezar e a confiar apesar disso, porque é certo que Deus ouve a todos que Lhe suplicam com confiança e perseverança.
Alimenta também um amor especial pela oração mental e consagra-lhe cotidianamente tanto tempo quanto te for possível. Liga toda a importância aos atos da vontade: faze atos de humildade, de confiança, de abnegação própria, de arrependimento e principalmente de amor. Não permitas que teus pensamentos vaguem a seu bel-prazer, mas, se involuntariamente sofreres distrações, não te inquietes por isso, não deixes a oração.

Igualmente não deves abandonar a oração por causa da aridez espiritual, ainda que ela dure toda a tua vida. Humilha-te então e dize, cheio de resignação na vontade de Deus:

Senhor, estou plenamente resignado com me privares das Vossas consolações, não as mereço e não as reclamo. Basta-me saber que não repelis uma alma que Vos ama. Estou satisfeito com tudo se puder dizer, em toda a verdade: Ó Deus, eu vos amo e quero amar-Vos sempre.

Sumário
I. A sua natureza
Da Oração Vocal
II. Excelência da Oração Vocal. Seus Requisitos
III.
Das fórmulas mais usuais da Oração Vocal
IV.
Das Orações Jaculatórias
Da Oração Mental
V.
Necessidade da Oração Mental para alcançarmos a Salvação
VI.
Da importância da Oração Mental para alcançarmos a Perfeição
VII.
Dos diversos fins da Oração Mental
VIII.
Dos assuntos principais de Meditação. Lugar e Tempo da mesma
IX.
Método para fazer a Meditação
X.
Das Provações da Oração Mental
V.
O Recolhimento do Redentor
VI.
A Prática do Recolhimento e do Silêncio
VII.
Orações para alcançar a Virtude do Mês

Mês de Novembro: A Virtude da Oração. Apóstolo Patrono: São Judas Tadeu
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2.º Meio de virmos a ser Humildes: A Humilhação

Meditação para o Décimo Segundo Sábado depois de Pentecostes. Segundo meio de virmos a ser Humildes: A Humilhação

Meditação para o Décimo Terceiro Sábado depois de Pentecostes

SUMARIO

Meditaremos sobre outro meio de vir a ser humildes, que é:

1.° Exercitarmo-nos na prática da humildade;

2.° Aplicar esta pratica a todos os atos da nossa vida.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De nos conservarmos muito humildes nas nossas orações;

2.º De empregarmos em todas as nossas relações com o próximo maneiras e palavras conformes à humildade.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do Sábio:

“A soberba é aborrecível a Deus e aos homens” – Odibilis coram Deo est et hominibus superbia (Ecl 10, 7)

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1.º Meio de virmos a ser Humildes: Tomar a peito sê-lo

Meditação para a Décima Segunda Sexta-feira depois de Pentecostes. Primeiro meio de virmos a ser Humildes: Tomar a peito sê-lo

Meditação para a Décima Terceira Sexta-feira depois de Pentecostes

SUMARIO

Depois de termos meditado sobre tantas razões de sermos humildes, meditaremos sobre os meios de vir a sê-lo; e consideraremos:

1.° Que o primeiro meio é tomarmos muito a peito adquirir a humildade;

2.º Que é este um trabalho de toda a vida.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De pedirmos frequentes vezes a Deus esta virtude, como a coisa do mundo mais necessária;

2.º De aceitarmos de boamente todas as ocasiões de nos humilharmos.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do Espírito Santo:

“Humilhai profundamente o vosso espírito” – Humilia valde spiritum tuum (Ecl 7, 19)

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O Amor-próprio é uma loucura e nos tira o juízo

Meditação para a Décima Segunda Quinta-feira depois de Pentecostes. Vigésima Primeira razão de sermos Humildes: O Amor-próprio é uma loucura e nos tira o juízo

Meditação para a Décima Terceira Quinta-feira depois de Pentecostes

Vigésima Primeira razão de sermos Humildes

SUMARIO

Meditaremos sobre uma vigésima primeira razão de sermos humildes, e é:

1.° Que o amor-próprio é uma loucura;

2.° Que esta loucura nos tira o juízo no modo de proceder.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De expulsar, logo que o advirtamos, toda a complacência em nós mesmos e todo o desejo da estima;

2.° De nunca faltarmos em nosso favor, e de aceitarmos de boamente as humilhações que nos sobrevierem.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra dos livros santos:

“Onde ha humildade, aí há igualmente sabedoria” – Ubi est humilitas, ibi est sapientia (Pr 11, 2)

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O Amor-próprio põe a salvação em grande perigo

Meditação para a Décima Segunda Quarta-feira depois de Pentecostes. Vigésima razão de sermos Humildes: O Amor-próprio põe a salvação em grande perigo

Meditação para a Décima Terceira Quarta-feira depois de Pentecostes

Vigésima razão de sermos Humildes

SUMARIO

Meditaremos sobre uma vigésima razão de sermos humildes; é, que o amor-próprio é:

1.° Um perigo de todos os instantes;

2.° Um perigo muitas vezes mais grave do que se pensa.

– Tomaremos depois a resolução:

1.° De nunca buscarmos os louvores e a estima;

2.° De não usarmos de nenhum meio para ocultar o que nos humilha.

O nosso ramalhete espiritual será o conselho do Espírito Santo:

“Humilhai o vosso coração” – Deprime cor tuum (Ecl 2, 2)

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A Humildade, mãe e encanto da Caridade

Meditação para o Undécimo Sábado depois de Pentecostes. Duodécima razão de sermos Humildes: A Humildade, mãe e encanto da Caridade

Meditação para o Undécimo Sábado depois de Pentecostes

Duodécima razão de sermos Humildes

SUMARIO

Meditaremos sobre a duodécima razão de sermos humildes; é:

1.° Porque a humildade é a mãe da caridade;

2.° Porque é o seu encanto.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De tratarmos toda a gente com deferência e bondade, e de pormos a nossa felicidade nas delicadas atenções e obséquios que a caridade inspira, e a humildade pratica.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra de São Paulo:

“Adiantai-vos em honrar uns aos outros” – Honore invicem praevenientes (Rm 12, 10)

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A Humildade, fundamento e guarda das Virtudes

Meditação para a Undécima Sexta-feira depois de Pentecostes. Undécima razão de sermos Humildes: A Humildade, fundamento e guarda das Virtudes

Meditação para a Undécima Sexta-feira depois de Pentecostes

Undécima razão de sermos Humildes

SUMARIO

Meditaremos sobre uma undécima razão de sermos humildes; e é que a humildade é o fundamento e a guarda da virtude.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De repelirmos toda a ideia de amor-próprio, e de sermos sempre humildes;

2.° De opormos às tentações de amor-próprio estes atos de humildade ou outros semelhantes:

“Meu Deus, compadecei-vos de mim que sou soberbo. A vós a glória, a mim a vergonha e o opróbrio”

O nosso ramalhete espiritual será a palavra de São Bernardo, que terá sido objeto de nossa meditação:

“A humildade é o fundamento e a guarda da virtude” – Humilitas est fundamentum custosque virtutem

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Segunda razão de sermos Humildes: Nihil habemus

Meditação para a Décima Terça-feira depois de Pentecostes. Segunda razão de sermos Humildes: Nihil habemus

Meditação para a Décima Terça-feira depois do Pentecostes

SUMARIO

Meditaremos sobre uma segunda razão de sermos humildes, que é, que nada possuímos – Nihil habemus, isto é:

1.º Nenhum bem há em nós de que possamos gloriar-nos;

2.° O bem alheio, que há em nós, só nos é confiado para a glória de Deus e de nenhum modo para a nossa.

— Depois destas reflexões, tomaremos a resolução:

1.° De separarmos com exação o que em nós pertence a Deus e o que é nosso; nada nos restará senão o mal, nada, por conseguinte, que não nos humilhe;

2.° Quando parecer que nos estimam, ou formos tentados a comprazer-nos em nós mesmos, de fazermos a repartição entre Deus e nós.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra de Nosso Senhor:

“Toma o que te pertence e vai-te” – Tolle quod tuum est, et vade (Mt 20, 14)

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Primeira razão de sermos Humildes: Nihil sumus

Meditação para a Décima Segunda-feira depois de Pentecostes. Primeira razão de sermos Humildes: Nihil sumus

Meditação para a Décima Segunda-feira depois do Pentecostes

SUMARIO

Aprofundaremos, em todas as nossas meditações desta semana, a verdade que apenas pudemos tocar de leve, a saber, que a humildade é eminentemente razoável; e meditaremos a sua primeira razão, que é, que nada somos – Nihil sumus; e consideraremos, em um segundo ponto, a consolação que uma alma fiel acha nesta verdade.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De nos lembrarmos muitas vezes da nossa origem, que é o nada, para combater as quimeras com que nos embala o nosso orgulho;

2.° De não enganarmos os outros buscando tornar-nos notáveis, e querendo que pensem em nós, que nos estimem e louvem.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do piedoso Alvares:

“Ó nada, nada, quanto desagradas a Deus, quando te ensoberbeces! Ó nada, que há de comum entre ti e o louvor?” – O nihil, nihil, quantum Deo displices, cum inflaris! O nihil, quid tibit et laudi?

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