Meditação para o Dia 22 de Outubro

Jesus, nos Evangelhos, aparece sempre rodeado de enfermos, pecadores e publicanos. Os judeus murmuravam:

– “Este recebe os pecadores”

“E a quem desejais então que Ele receba? – pergunta São Francisco de Sales. Não é honroso para um médico ser procurado pelos doentes, principalmente quando as suas doenças são incuráveis?”

Nosso Senhor, não tanto para repelir a temeridade dos fariseus, como para nos encorajar a aproximarmo-nos dele, atira para longe, por meio de parábolas, a consideração farisaica. A missão de Nosso Senhor é levar os pecadores à misericórdia. Se é admissível dureza bastante numa mãe para esquecer o filho, temos de Deus a promessa nos Livros Santos, de que jamais se esquecerá de nós.

“A bondade Divina e a alma verdadeira penitente – escreve o admirável Taulero – tão de acordo ficam que, após a reconciliação, nem parece ter havido ruptura. A Divina Providência não compreende o homem pelos seus desregramentos passados, preparando as coisas de tal forma que os pecados anteriores, quando serviram para humilhar-nos e encher-nos de arrependimento sincero, concorrem até para a nossa santificação, porque nos tornam vigilantes, firmes e resolvidos a nunca mais cometê-los”

Comentando o texto de São Paulo:

Diligentibus Deum omnia cooperantur in bonum, acrescentava Santo Agostinho – etiam peccata. – “Aos que amam a Deus tudo coopera para o bem, até os pecados”

Sim até os pecados, quando, depois da queda nos levantamos mais sinceramente arrependidos e sobretudo vigilantes e resolvidos a nunca mais ofender ao Senhor. Quanta misericórdia! Jesus é SALVADOR. “Vim para salvar o que estava perdido”, declara-nos Ele, cheio de bondade. O pecador, pois, não pode nem deve desanimar. Não é Jesus o Cordeiro de Deus que apaga os pecados do mundo?

Confiança! Confiança!

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(Brandão, Ascânio. Breviário da Confiança: Pensamentos para cada dia do ano. Oficinas Gráficas “Ave-Maria”, 1936, p. 316)