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Conversão

Conversão, Tesouros de Cornélio à Lápide

A conversão vem da graça e da bondade de Deus

O Senhor livrar-me-á de todas as más obras, diz São Paulo, e me conduzirá a seu reino celestial. A Ele seja dada a glória pelos séculos dos séculos. Amém: Liberavit me Dominus ab omni opere malo, et salvum faciet in regnum coeleste, cui glória in secula seculorum. Amen. (2 Tm 4, 18).

Adão, Davi, Madalena, Paulo, Agostinho etc. e todos os pecadores que se convertem não se convertem senão pela graça e pela misericórdia de Deus.

Diz São Paulo que Deus é Quem, por um efeito de sua boa vontade, opera em vós, não somente o querer, senão também o executar: Deus est enim qui operatur in vobis et vele, etperficere, pro bona voluntate (Fl 2, 13).

Sem mim, diz Jesus Cristo, nada podeis fazer: Sine me nihil potestis facere (Jo 15, 5). Aquele que está em pecado mortal, morreu; assim, pois, aquele que está morto, não pode naturalmente ressuscitar; somente Deus o pode fazer.

Perdemo-nos sem Deus; porém, não podemos voltar à vida, não podemos nos converter, sem o auxílio de Deus. Continue reading

Confissão

Confissão, Tesouros de Cornélio à Lápide

Divindade da Confissão

No dia da Ressurreição, Jesus Cristo apresentou-Se no meio de seus discípulos e disse-lhes: A paz esteja convosco! E repetiu-lhes: A paz esteja convosco! Assim como o Pai me enviou, assim Eu vos envio: Sicut missit me Pater, et ego mitto vos (Jo 20, 19-21). E, depois, que pronunciou estas palavras, soprou sobre eles, e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo; ficarão perdoados os pecados daqueles a quem vós os perdoardes; e ficarão retidos os de quem retiverdes: Haec cum dixisset, insuflavit, et dixit eis: Accipite Spiritum Sanctum; quórum remisseritis peccata, remittuntur eis; et quoum retinueritis, retenta sunt (Jo 20, 22-23).

Conta-nos São Marcos que Jesus Cristo disse a seus discípulos: Empenho- vos minha palavra que tudo o que atardes sobre a terra será atado no céu; e tudo o que desatares sobre a terra, será isso mesmo desatado nos céus: Amen dico vobis, quaecumque ligaveritis super terram, erunt ligata et in coelho, et quaecumque solveritis super terram, erunt soluta in coelo (Mc 17, 18).

Daqui infere-se que, para perdoar ou reter os pecados, para atar ou desatar as consciências, é necessário conhecer as faltas que foram cometidas. E como conhecê-las sem a Confissão? Continue reading

Felicidade que dá a Mortificação

Meditação para a Décima Oitava Segunda-feira depois de Pentecostes. Felicidade que dá a Mortificação

Meditação para a Décima Oitava Segunda-feira depois de Pentecostes

SUMARIO

Concluiremos as nossas meditações sobre a mortificação, considerando:

1.° A felicidade que goza a alma mortificada nas suas relações com o próximo;

2.° A felicidade que acha em si mesma.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De não deixarmos um só dia de praticar algum ato de mortificação, seja da vontade, seja do gênio ou do amor-próprio; e fixaremos dois desses atos para o dia;

2.° De obedecermos ao Espírito Santo praticando todos os atos que nos sugerir, como sacrificar um capricho, um desejo, um prazer.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra da Imitação:

“Deixai tudo e achareis tudo. Abandonai a vossa concupiscência e tereis a paz” – Dimitte omnio et invenies omnia. Relinque cupodinem et invenies requiem (III Imitação 32, 1)

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Nossa Senhora do Rosário de Fátima

Meditação para 13 de Outubro: Nossa Senhora do Rosário de Fátima

Mensagem do Rosário

Em menos de um século Maria Santíssima baixa à terra duas vezes com duas mensagens do Rosário. Lourdes e Fátima são essencialmente revelações do Rosário. Em Massabielle Nossa Senhora quer dizer ao mundo:

Eu sou a Imaculada Conceição, e traz o Rosário e com Bernadete passa-o entre os dedos, graciosamente.

Em Fátima toda a revelação é exclusivamente do Rosário. Pergunta a criança ingênua a doce visão:

— Quem é vosmicê?

Eu sou a Senhora do Rosário, responde Maria Santíssima, já depois de haver recomendado nas cinco aparições precedentes a recitação do Terço.

Em 13 de Maio de 1917 aparece a Bela Senhora pela primeira vez aos olhos dos inocentes pastorinhos de Portugal. Continue reading

Mortificação do Gosto e do Tato

Meditação para a Décima Sétima Sexta-feira depois de Pentecostes. Mortificação do Gosto e do Tato

Meditação para a Décima Sétima Sexta-feira depois de Pentecostes

SUMARIO

Continuaremos a meditar sobre a mortificação dos sentidos, e em particular:

1.° Sobre a mortificação do gosto;

2.° Sobre a mortificação do tato.

– Tomaremos depois a resolução:

1.° De não buscarmos nas refeições satisfazer a nossa sensualidade, e de somente atendermos à vontade de Deus, que nos alimenta como Lhe apraz, sem que tenhamos direito a alegrar-nos, se as iguarias são do nosso gosto, nem a entristecer-nos, se o não são;

2.° De aceitarmos de bom grado todos os padecimentos que sobrevierem ao nosso corpo, e de nunca procurarmos causar-lhe prazer.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do Apóstolo:

“Castigo o meu corpo e o reduzo à servidão para que não suceda venha eu mesmo a ser reprovado” – Castigo corpus meum et in servitutem redigo, ne… reprobus efficiar (1Cor 9, 27)

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Obrigação de nos Mortificarmos

Meditação para o Décimo Quinta Sábado depois de Pentecostes. Obrigação de nos Mortificarmos

Meditação para o Décimo Quinta Sábado depois de Pentecostes

SUMARIO

Depois de termos meditado sobre a penitência, meditaremos sobre a mortificação, que é a sua consequência, e consideraremos:

1.° O preceito;

2.° A prática.

— Tomaremos a resolução:

1.° De combater em nós a paixão do gozo, o amor das nossas comodidades, e de nada fazermos por motivos tão pouco dignos de um discípulo de Jesus Crucificado;

2.° De sacrificarmos hoje a Nosso Senhor alguma coisa que nos agrade, ou alguma repugnância que sobrevier no cumprimento dos nossos deveres.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra de Nosso Senhor:

“Se alguém quer vir após de mim, negue-se a si mesmo” – Si quis vuit venire post me, abneget semetipsum (Mt 16, 24)

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Espírito de Penitência

Meditação para a Décima Quinta Quarta-feira depois de Pentecostes. Espírito de Penitência

Meditação para a Décima Quinta Quarta-feira depois de Pentecostes

SUMARIO

Meditaremos sobre o espírito de penitência e veremos que consiste:

1.° Na dor e pesar dos nossos pecados e das nossas misérias presentes;

2.º No firme propósito de emenda.

— Tomaremos a resolução:

1.° De nos entregarmos de toda a alma ao espírito da penitência, chorando amargamente o nosso triste passado, e lamentando humildemente as nossas culpas e misérias presentes;

2.° De fazermos alguns atos particulares de penitência.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do Salmista:

“O meu pecado diante de mim está presente” – Peccatum meum contra me est semper (Sl 50, 5)

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Excelência da Virtude da Penitência

Meditação para a Décima Quinta Terça-feira depois de Pentecostes. Excelência da Virtude da Penitência

Meditação para a Décima Quinta Terça-feira depois de Pentecostes

SUMARIO

Consideraremos na nossa oração:

1.º A excelência da virtude da penitência;

2.° As vantagens que os verdadeiros penitentes tiram das suas quedas.

— Tomaremos a resolução:

1.° De examinarmos, depois de cada obra, os defeitos que tem, e de os repararmos fazendo melhor a obra seguinte;

2.° De aceitarmos de boamente e por penitência todas as tribulações que sobrevierem durante o dia.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do Evangelho:

“Fazei frutos dignos de penitência” – Facite fructus dignos paenitentiae (Lc 3, 8)

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Necessidade da Penitência

Meditação para a Décima Quinta Segunda-feira depois de Pentecostes. Necessidade da Penitência

Meditação para a Décima Quinta Segunda-feira depois de Pentecostes

SUMARIO

Depois de termos feito consistir na humildade cristã a base de todas as virtudes, assentaremos sobre esta base os primeiros elementos do edifício, que são a penitência e a mortificação, a que os santos chamam virtudes próprias da vida purgativa, porque tem por fim purificar a alma dos vícios passados e das más tendências futuras. Veremos portanto:

1.º A necessidade da penitência;

2.° A sua urgência.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De oferecermos todas as nossas obras a Deus em expiação e penitência das nossas culpas passadas;

2.° De aceitarmos de bom grado com o mesmo intuito todos os trabalhos e desgostos que nos sobrevierem durante o dia.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra de Nosso Senhor:

“Se não fizerdes penitência, todos perecereis” – Si paenitentiam non egeritis, omnes similiter peribitis (Lc 13, 5)

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A Virtude da Mortificação

Mês de Setembro: A Virtude da Mortificação

Mês de Setembro

Breve introdução sobre a Mortificação e o Apóstolo Patrono

Nunca percas de vista esta bela sentença de Santa Teresa:

“Quem julga que Deus admite à sua amizade pessoas que amam a comodidade, engana-se redondamente”

“Os que são de Cristo, crucificaram sua carne com seus vícios e concupiscência”, diz o Apóstolo (Gl 5, 24). Por isso considera como uma dádiva divina toda a ocasião de te mortificares e não deixes passar nenhuma sem te aproveitares dela.

Reprime teus olhos e não os detenhas em coisas que satisfazem unicamente a curiosidade. Evita toda conversação em que se trata unicamente de novidades ou de outras coisas mundanas. Esforça-te sempre em mortificar o paladar: nunca comas e bebas unicamente para contentar tua sensualidade, mas só para sustentar teu corpo. Renuncia voluntariamente aos prazeres lícitos e dize generosamente, quando ouvires falar das alegrias do mundo:

“Meu Deus, só a Vós eu quero e nada mais”

Faze com fervor todas as mortificações externas que a obediência e as circunstâncias permitirem. Se não puderes mortificar teu corpo com instrumentos de penitência, pratica ao menos a paciência nas doenças, suporta alegremente toda incomodidade que consigo traz a mudança do calor e do frio; não te queixes quando te faltar alguma coisa, alegra-te antes quando te faltar até o necessário.

Mas principalmente a mortificação interna é que deves praticar, reprimindo tuas paixões e nunca agindo por amor-próprio, por vaidade, por capricho, ou por outros motivos humanos, mas sempre com a única intenção de agradar a Deus. Por isso, enquanto, possível, deves te privar daquilo que mais te agradar e abraçar o que desagrada a teu amor-próprio. Por exemplo: quererias ver um objeto: renuncia a isso justamente por te sentires levado a contemplá-lo; sentes repugnância por um remédio amargo: toma-o justamente por ser amargo; repugna-te fazer benefícios a uma pessoa que se mostrou ingrata para contigo: faze-o justamente porque tua natureza se rebela contra isso. Quem quer pertencer a Deus, deve se violentar incessantemente e exclamar sem interrupção:

“Quero renunciar a tudo, contanto que agrade a Deus”

Em resumo, portanto:

Pela mortificação interior nos aplicamos a domar as nossas paixões, principalmente a que mais predomina em nós. Não vencer uma paixão dominante é pôr-se em grande perigo de se perder.

Pela mortificação exterior negamos aos sentidos as satisfações que desejam. É necessário, portanto, mortificar:

1. Os olhos, abstendo-nos de ver objetos perigosos.

2. A língua, fugindo das maledicências, palavras injuriosas ou impuras.

3. A boca, evitando todo o excesso no comer e beber, e praticando até algum jejum e abstinência.

4. O ouvido, negando-nos a dar ouvidos a discursos que ferem a modéstia ou a caridade.

5. O tato, usando de precaução quer conosco quer nas relações com outros.

Sumário
I. A sua natureza
II. Da Mortificação Externa
III. Da Mortificação Interna
IV. A Mortificação e o Redentor
V. A Prática da Mortificação
VI. A Prática da Mortificação Externa
VII. Orações para alcançar a Virtude do Mês

Mês de Setembro: A Virtude da Mortificação. Apóstolo Patrono: São Mateus

Mês de Setembro: A Virtude da Mortificação. Apóstolo Patrono: São Mateus

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