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Primeira preparação para o Natal

Meditação para o Sábado da 1ª Semana do Advento. Primeira preparação para o Natal

Meditação para o Sábado da 1ª Semana do Advento

Sumário

Para dispor a nossa alma para o nascimento do Salvador, consideraremos, na nossa próxima oração, que a preparação mais urgente é:

1.° Renunciar ao pecado;

2.° Expiar o pecado pela penitência.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De vigiar sobre nós para evitar o pecado;

2.° De aceitar, por espirito de penitencia, todos os trabalhos e incômodos que possam sobrevir-nos.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra de Isaías:

“Preparai o caminho do Senhor” – Parate viam Domini (Is 40, 3)

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Sermão da Penitência

1º Domingo da Quaresma - Sermão da Penitência

Sermão para o 1º Domingo da Quaresma

SUMÁRIO ESCRITO POR BOSSUET

Exordio. — Tempo. — Sua perda. — Três dificuldades que atrasam a sua conversão.

1.º Ponto. — Espírito do homem sempre extremo. — Da presunção do perdão ao desespero do mesmo perdão: Spe desperati. Do fato da misericórdia e da justiça serem infinitos resulta de serem aparentemente compatíveis. Qual é a misericórdia divina? Justiça na graça. A remissão dos pecados. Cada um deve fazer uma confissão sincera, e não procurar meios vis para se eximir das culpas. Devemos alegar defesa perante um juiz, e confessarmo-nos na presença dum padre. Maneira diferente de alegar defesa perante um e outro.

2.º Ponto. — Não há coisa que mais se deixe subjugar do que a vontade individual. Força do temperamento e do hábito. Muro impassibilitatis, Santo Agostinho. Um e outro podem vencer-se pelo temor. A penitência demanda sacrifício. Exemplo de Davi: Motiva poenitendi, Santo Agostinho. Penitência com sacrifício, porque é um ato de geração: In dolore paries filios tuos (G 3, 16). Geração própria.

3.º Ponto. — Do tempo, Dies mali, São Paulo. O tempo é uma ilusão. A vida ora nos parece longa, ora nos parece curta. A ciência do tempo constitui um dos segredos de Deus. O homem deseja penetrar nessa ciência. Nec filius hominis.

Contra os que aguardam o último momento. Tempo dos Testamentos: São João Crisóstomo, São Gregório Nazianzeno.

Exortação a uma rápida penitência.

Adjuvantes autem exhortamur ne in vacuum gratiam Dei recipiatis
E nós, como cooperadores, vos exortamos que não recebais a graça de Deus em vão (2Cor 6, 1)

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Sermão sobre a Lei de Deus

Domingo da Quinquagésima - Sermão sobre a Lei de Deus

Domingo da Quinquagésima

Pode ver-se na edição de Gandar, p. 92, alguns fragmentos duma nova redação do mesmo sermão, pregado em Paris, numa casa religiosa, pelo ano de 1661. – Ms. Tomo XI, p. 416 – Déforis, IV, 572 – Lachat, VIII, 463 – Gandar, p. 49

Pregado em Metz, entre os anos de 1653 e 1656.

SUMÁRIO ESCRITO POR BOSSUET

Cogitam vias meas.

Exordio. — Diversidade de ações entre os homens. Animais de maior uniformidade. Ocupações servis, ou inúteis, ou estultas, ou criminosas. Um guia para as minhas culpas, uma norma para os meus desvarios e um repouso para as minhas inconstâncias.

1.º Ponto. — Ignorância humana. Nós não sabemos o que nos convém. Concilium meum justificationes tuae — Intellectum dat parvulis — Super senes intellexi.
O acaso dirige os negócios.
Aproximemo-nos de Jesus Cristo para recebermos os Seus ensinamentos.

2.º Ponto.Ordinatione tua perseverat dies… Nisi quod lex tua… Grande coisa é ser dirigido pela sabedoria divina.

3.º Ponto. — Perturbação da vista. Esperança falaz. Repouso em Deus.

Peroração. — Carnaval.
2ª redação. — A natureza deu por limites: a fraqueza às crianças, e a razão aos homens. O mau: Robustus puer — Posse quod velis… Velle quod oportet.

«Os homens sentem maior prazer com o que alcançam do que com o que já possuem»

Cogitavi vias meas, et converti pedes meos in testimonia tua
Estudei os meus caminhos, e finalmente segui aquele que me foi indicado pelos vossos testemunhos (Sl 118, 59)

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Jesus Cristo estabelecido para Ruína e Ressurreição de Muitos

Dia de Natal - II. Jesus Cristo estabelecido para Ruína e Ressurreição de Muitos

II. Sermão para o Dia de Natal

Pregado em Meaux, no dia 25 de dezembro de 1667.

Não existe manuscrito. —Déforis, IV, p. 877. – Lachat, VIII, 279. Foi por uma cópia do abade Ledieu, a quem Bossuet o tinha ditado para uma religiosa de Jouarre, que Déforis publicou este sermão. Como Sermão da Paixão, tem ele a vantagem de manifestar na sua forma definitiva o pensamento de Bossuet.

SUMÁRIO

Exordio. —Desenvolvimento do texto: Positus est hic…

Proposição e divisão. — Um dos caracteres do Messias prometido a nossos pais era ser ao mesmo tempo um motivo de consolação e um motivo de contradição; uma pedra angular e uma pedra de escândalo. O que nos desagrada é:

1° a profunda humilhação da sua pessoa;

2.° a verdade inexorável da sua doutrina e a grandeza da sua misericórdia.

1.º Ponto. — Os filósofos da antiguidade tanto se aproximavam de Deus pela sua inteligência, como se afastavam dEle pelo seu orgulho… É o que hoje fazem muitos cristãos. A exemplo de Jesus, aniquilemos tudo o que somos, pois isso não nos causará ruína, mas dá-nos a ressurreição.

2.º Ponto. — Jesus Cristo apresentando aos homens a verdade que os condenava, e apresentando-a de mais perto do que nenhum dos profetas, fizera-o com mais vivo esplendor, sublevava necessariamente contra si todos os espíritos, até aos últimos excessos.

«Amado irmão, é Jesus Cristo que te ilumina ainda… caminha, pois, com o auxílio dessa luz»

3.º Ponto. — Como na instituição dos Seus Sacramentos, sobretudo na instituição do Batismo e da Penitência, Jesus Cristo não quis limitar a Sua bondade, também os cristãos não quiseram limitar os seus crimes; não receiam pecar porque esperam arrepender-se um dia.

«Tremei… e temei… de cometer… esse pecado contra o Espírito Santo, que não se perdoa neste mundo nem no outro»

Peroração.«Vinde contemplar os mistérios do Salvador; olhai para o lugar por onde eles vos podem causar ruína e para aqueles por onde vos podem dar consolação»

Ecce positus est hic in ruinam et in resurrectionem multorum in Israel.
Eis que este é enviado para queda e ressurreição de muitos em Israel. (Lc 2, 34)

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Necessidade da Penitência

3º Domingo do Advento - I. Necessidade da Penitência

I. Sermão para o 3º Domingo do Advento

Pregado na capela real de Saint-Germain-en-Laye, em 1669.

SUMÁRIO ESCRITO POR BOSSUET

Os pecadores adormecem, porque imaginam estar muito longínquo o seu infortúnio, mas Jesus Cristo prova que está disposto a ferir dois golpes: um tira a vida, o outro a esperança.

O pecado sai da vontade humana contra a vontade divina. Duplamente contrário: a Deus, porque é ofensivo, ao homem, porque é prejudicial.

Porque é prejudicial? Inimigos impotentes provam a sua inimizade: Deo resistendi voluntate, non potestate Iaedendi (S. Agost., De Civit Dei, liv. XII, cap. III). O pecado não caiu em Deus, a quem ataca; deixa todo o seu veneno em quem o comete. Comparação com a terra e as nuvens: Arcus eorum confringatur (Sl 36, 15). A empresa contra Deus é inútil. Gladius eorum intret in corda ipsorum (Ibid.); ele próprio se manifesta…

O pecado é o próprio indivíduo: Ne putemus illam tranquillitatem et ineffabile lumen Dei de se proferre unde peccata punientur (S. Agost., Enar. in Psal., V. I, n. 16). Provas pela Escritura (Ez 7).

A separação, a pena do sentimento. A primeira, pelo pecado; a segunda, perducam ignem de medio tui qui comedat te (Ez 28, 18).

Os pecadores insensatos na sua certeza, tendo neles o principiam desse fogo.

Contrariedade entre a lei e o pecador. Moisés e as Tábuas.

Acerca da lei de justiça: Quod faceris patieris. Vós destruís a lei; a lei aufert eam de hominum vita (S. Agost., Epist., C. II, n. 24); a justiça divina sempre armada contra o pecador. Jam enim securis.

Jam enim securis ad radicem arborum posita est: omnis ego arbor non faciens fructum bonum, excidetur et in ignem mittetur.
O machado já chegou à raiz da árvore; portanto, toda a árvore que não der bons frutos será cortada e lançada ao fogo (Lc 3, 9).

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A Verdadeira Conversão

4º Domingo do Advento - I. A Verdadeira Conversão

I. Sermão para o 4º Domingo do Advento

Pregado em 22 de dezembro de 1669.

SUMÁRIO

Exordio. — Assim como sucedeu aos judeus, informados por São João Batista cerca do verdadeiro Messias, assim sucede que a paixão não nos deixa conhecer a verdade quando ela nos confunde.

Proposição e divisão. — Tal como São João Batista, assim é o pregador: Vox clamantis in deserto: parate viam Domini. Resta compreendermos:

1.° O que é o deserto onde ela clama;

2.° Que preparação nos exige;

3.° Que equidade nos prescreve.

1.º Ponto. — O deserto em que deve achar-se o pecador que se quis converter é o retiro do mundo, ao menos pelo espírito, e um positivo regresso à própria individualidade, visto que o mundo nos conduz ao mal: Ipsumque aerem… scelestis vocibus constupratum. Foi para chorar os nossos pecados que Deus nos concedeu a faculdade do arrependimento e o dom das lágrimas.

2.º Ponto. — É preciso sofrermos provações, porque a conversão é coisa difícil, o bem custa mais do que o mal e certas afeções viciosas nas quais se envelheceu, não desaparecem com um único esforço.

3.º Ponto. —A pureza de coração que Deus exige ao pecador é a caridade: Diligere incipiunt… ac propter a moventur adversus peccata per odium aliquod ac detestationem. O temor não faz desaparecer o mal, porque é o efeito do amor.

Peroração. — Despertemos nos nossos corações um princípio de amor, e cultivemo-lo, a fim de que ele estenda os seus ramos para toda a parte, e receemos a tentação.

Ego vox clamantis in deserto.
Eu sou a voz daquele que clama no deserto (Jo 1, 23)

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Divindade da Religião

2º Domingo do Advento - II. A Divindade da Religião

II. Sermão para o 2º Domingo do Advento

Nota: Ms. t. XI, p. 164. – Déforis, IV, 200. – Lachat, VIII, 177. — Este magnífico sermão deve ser estudado de muito perto sob todos os pontos de vista; haveria grande proveito em o comparar com os Pensamentos de Pascal; é, por assim dizer, o resumo eloquentíssimo dessa Apologia do cristianismo. O discurso da Divindade da Religião seria talvez, se o discurso da Unidade da Igreja não existisse, a obra prima de Bossuet, como autor de Sermões

Pregado no Louvre no dia 6 de dezembro de 1665.

SUMÁRIO

Exordio. — O Salvador passou, fazendo bem e curando todas as enfermidades. Os milagres eram os sinais sagrados dos prodígios sobrenaturais que a sua religião devia realizar.

Proposição e divisão. — Jesus Cristo quis na fé «que as verdades fossem sublimes; na regra dos costumes que o caminho fosse estreito; na remissão dos pecados que o meio fosse fácil».

1.º Ponto.«A doutrina do Salvador estabeleceu-se no mundo e mantem-se nele como uma rainha no seu império; ora a sublimidade das verdades cristãs» leva-nos a sublevar-nos «contra a autoridade de Jesus Cristo».

2.º Ponto. — A moral do Salvador disciplinou maravilhosamente o indivíduo, a família, as amizades e a sociedade; ora, a exatidão da regra cristã leva-nos a queixar-nos do rigor da Igreja.

3.º Ponto. — As portas da penitência estão sempre abertas, o que nos arrasta a abusar da paciência da Igreja.

Peroração. — Nós devemos viver de tal maneira que as instituições da clemência divina não venham a ser para nós uma causa de condenação.

Caeci vident, claudi ambulant, leprosi mundantur, etc., e quase em seguida: Beatus qui non fuerit scandalizatus in me!
Os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são purificados, e bem-aventurado é aquele que em mim se não escandalizar! (Mt 11, 5 e 6).

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Jesus e os Pecadores

Meditação para o Dia 22 de Outubro

Jesus, nos Evangelhos, aparece sempre rodeado de enfermos, pecadores e publicanos. Os judeus murmuravam:

– “Este recebe os pecadores”

“E a quem desejais então que Ele receba? – pergunta São Francisco de Sales. Não é honroso para um médico ser procurado pelos doentes, principalmente quando as suas doenças são incuráveis?”

Nosso Senhor, não tanto para repelir a temeridade dos fariseus, como para nos encorajar a aproximarmo-nos dele, atira para longe, por meio de parábolas, a consideração farisaica. Continue reading

Feliz Penitência que me deu tanta Glória!

Meditação para o Dia 19 de Outubro

São Pedro de Alcântara, prodígio de penitência e de oração, viveu sofrendo. É de apavorar o que dele escreveram os seus biógrafos. Quanto não padeceu de disciplinas, jejuns, calúnias, perseguições, maus tratos, martírios cruciantes! Viveu no Calvário, observou toda a austeridade dos anacoretas. Nosso Senhor não se deixa vencer em generosidade. O Céu é recompensa tão grande e tão desproporcionada aos maiores sofrimentos desta vida, que tudo é pouco para tão grande glória! Continue reading

A Calúnia

Meditação para o Dia 16 de Outubro

Ah! Como dói a calúnia! Como é duro viver sob o peso duma infâmia,humilhado, abatido, coberto de vergonha! Mas olhemos para a cruz! “Jesus Crucificado! Eis a verdadeira serpente de bronze que nos cura as mordeduras das línguas de áspides maldizentes”, dizia São Francisco de Sales (1). Nosso Senhor, caluniado – “Jesus autem tacebat” – diz o Evangelho – calava-se. Quando nos calamos, Deus fala por nós. Que é, afinal, essa reputação pela qual tanto sofremos? Uma opinião, uma sombra, uma fumaça! Deus sabe tudo e Ele nos há de julgar! Nada valem os juízos dos homens. Tenhamos confiança e não seremos abandonados. Continue reading

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