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Blasfêmia

Blasfêmia, Tesouros de Cornélio à Lápide

O que é a blasfêmia e sua atrocidade

A blasfêmia é uma palavra injuriosa feita a Deus, à Sagrada Virgem, aos Santos, ou às coisas santas. Não profaneis o nome do vosso Deus: Nec pollues nomem Dei tui (Lv 18, 21). Seja castigado com a pena de morte o blasfemo do nome do Senhor: Qui blasphemaverit nomem Domini, morte moriatur (Lv 24, 16).

Sabeis, diz Isaías, de quem blasfemastes, e contra quem levantastes a voz? Contra o Santo de Israel: Quem blasphemasti, et super quem exaltasti vocem? Ad Sanctum Israel (Is 32, 23).

Aqueles que blasfemam de Jesus Cristo que reina no céu não são menos pecadores que aqueles que O crucificaram na terra, diz Santo Agostinho[1]. Continue reading

Da Ofensa que o Pecado faz a Deus

Meditação para a Quarta-feira da Terceira Semana da Quaresma. Da Ofensa que o Pecado faz a Deus

Meditação para a Quarta-feira da Terceira Semana da Quaresma

SUMARIO

Como a contrição, para ser válida, deve fundar-se em motivos de fé, como vimos na nossa última oração, meditaremos sobre o primeiro destes motivos, e veremos:

1.° Quanto o pecado, considerado como ofensa de Deus, é um mal digno de todas as nossas lágrimas;

2.° Quanto mais horrendo ainda o tornam as circunstâncias em que o pecador o comete.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De nos penetrarmos bem deste grande motivo de contrição antes de nos apresentarmos no sagrado tribunal;

2.º De o recordarmos cada dia, de manhã e à tarde, para nos excitarmos ao horror do pecado.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do filho pródigo:

“Meu Pai, pequei contra o céu e diante de vós, já não sou digno de ser chamado vosso filho” – Pater, peccavi in caelum et corum te: jam non sum dignus vocari filius tuus (Lc 15, 18.19)

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Recaída em Culpa

Meditação para o Terceiro Domingo da Quaresma. Recaída em Culpa

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo São Lucas 11, 14-28

14Jesus estava a expulsar um demónio mudo. Quando o demónio saiu, o mudo falou e a multidão ficou admirada. 15Mas alguns dentre eles disseram: «É por Belzebu, chefe dos demónios, que Ele expulsa os demónios.» 16Outros, para o experimentarem, reclamavam um sinal do Céu. 17Mas Jesus, que conhecia os seus pensamentos, disse-lhes:

«Todo o reino, dividido contra si mesmo, será devastado e cairá casa sobre casa. 18Se Satanás também está dividido contra si mesmo, como há-de manter-se o seu reino? Pois vós dizeis que é por Belzebu que Eu expulso os demónios. 19Se é por Belzebu que Eu expulso os demónios, por quem os expulsam os vossos discípulos? Por isso, eles mesmos serão os vossos juízes. 20Mas se Eu expulso os demónios pela mão de Deus, então o Reino de Deus já chegou até vós.

21Quando um homem forte e bem armado guarda a sua casa, os seus bens estão em segurança; 22mas se aparece um mais forte e o vence, tira-lhe as armas em que confiava e distribui os seus despojos. 23Quem não está comigo está contra mim, e quem não junta comigo, dispersa.»

Perigo da recaída (Mt 12,43-45) – 24«Quando um espírito maligno sai de um homem, vagueia por lugares áridos em busca de repouso; e, não o encontrando, diz: ‘Vou voltar para minha casa, de onde saí.’ 25Ao chegar, encontra-a varrida e arrumada. 26Vai, então, e toma consigo outros sete espíritos piores do que ele; e, entrando, instalam-se ali. E o estado final daquele homem torna-se pior do que o primeiro.»

A verdadeira bem-aventurança – 27Enquanto Ele falava, uma mulher, levantando a voz do meio da multidão, disse: «Felizes as entranhas que te trouxeram e os seios que te amamentaram!»

28Ele, porém, retorquiu: «Felizes, antes, os que escutam a Palavra de Deus e a põem em prática.»

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Primeira preparação para o Natal

Meditação para o Sábado da 1ª Semana do Advento. Primeira preparação para o Natal

Meditação para o Sábado da 1ª Semana do Advento

Sumário

Para dispor a nossa alma para o nascimento do Salvador, consideraremos, na nossa próxima oração, que a preparação mais urgente é:

1.° Renunciar ao pecado;

2.° Expiar o pecado pela penitência.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De vigiar sobre nós para evitar o pecado;

2.° De aceitar, por espirito de penitencia, todos os trabalhos e incômodos que possam sobrevir-nos.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra de Isaías:

“Preparai o caminho do Senhor” – Parate viam Domini (Is 40, 3)

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Meus Pecados e a Misericórdia

Meditação para o Dia 03 de Dezembro

Quantas vezes o inferno não nos vem segredar maliciosamente aos ouvidos:

“Hás de morrer e serás reduzido a pó. Nada existe além-túmulo. Deixa-te de ilusões e loucas fantasias! Goza as delícias da vida antes que teu corpo seja um monturo de vermes”

E os pensamentos do mais estúpido materialismo nos assaltam furiosamente. A pobre alma resiste com um ato de fé. A tentação agora é outra:

“És uma alma condenada – diz-nos Satã – nada fizeste para a vida eterna. Estás coberta de pecados e misérias que só merecem o inferno. Já não terás o perdão. Teus pecados e o abuso da graça te hão de condenar eternamente”

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Jesus e os Pecadores

Meditação para o Dia 22 de Outubro

Jesus, nos Evangelhos, aparece sempre rodeado de enfermos, pecadores e publicanos. Os judeus murmuravam:

– “Este recebe os pecadores”

“E a quem desejais então que Ele receba? – pergunta São Francisco de Sales. Não é honroso para um médico ser procurado pelos doentes, principalmente quando as suas doenças são incuráveis?”

Nosso Senhor, não tanto para repelir a temeridade dos fariseus, como para nos encorajar a aproximarmo-nos dele, atira para longe, por meio de parábolas, a consideração farisaica. Continue reading

O Inimigo Infernal

Meditação para o Dia 25 de Setembro

1. E logo que saltou em terra, veio ter com Ele um homem que estava possuído do demônio havia já muito tempo, e não vestia roupa alguma, nem habitava em casa, senão nos sepulcros“… “gritando e ferindo-se com pedras“. Assim é que o demônio trata os homens; mas, não obstante isso, sujeitam-se-lhe pelo pecado. O pecado despe a veste da inocência; prende a alma, vulnera-a; profana o sangue de Jesus, afronta a Deus e leva ao inferno. Quantas vezes, cego por uma paixão ou extremamente leviano, não preferiste todos estes males ao amor de teu Deus! Continue reading

O pecado renova a Paixão de Jesus Cristo

Paixão de Cristo

Rursum crucifigentes sibimet ipsis Filium Dei, et ostentui habentes – “Eles outra vez crucificam o Filho de Deus para si próprios e o expõem à ignomínia” (Hb 6, 6)

Sumário. Quem comete o pecado, contraria todos os desígnios amorosos de Jesus Cristo, inutiliza para si os frutos da Redenção, e, como diz São Paulo, pisa o Filho de Deus aos pés, despreza e profana seu sangue e renova a sua paixão e morte. Portanto, especialmente neste tempo de carnaval o Senhor é cada dia crucificado milhares de vezes. Imagina que são tantos os Calvários quantos são os antros do pecado. Ai, meu pobre Senhor!
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O pecador aflige o Coração de Deus

Coração de Jesus desprezado

Exacerbavit Dominum peccator: secundum multitudinem irae suae non quaeret – “O pecador irritou ao Senhor: não se importa da grandeza de sua indignação” (Sl 9, 24)

Sumário. Não há dissabor maior do que ver-se pago com ingratidão por uma pessoa amada e beneficiada. Daí infere quanto deve estar amargurado o Coração sensibilíssimo de Jesus, que, não obstante os imensos e contínuos benefícios concedidos aos homens, é tão vilmente ultrajado pela maior parte deles, especialmente neste tempo de carnaval. Jesus não pode morrer; mas, se o pudesse, havia de morrer só de tristeza. Procuremos nós ao menos desagravá-Lo um pouco com os nossos obséquios.
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A eternidade do Inferno

Meditação para o Dia 16 de Maio

1. A eternidade das penas do inferno é tão terrível, que Jesus muitas vezes repetiu esta verdade, para cortar qualquer dúvida. O encarcerado, o doente, o mutilado espera, se não por outro alívio, ao menos pela morte, como libertadora. O condenado jamais morrerá. Sua vida sem fim é suplício sem fim. A longa duração já por si é incômoda, até em diversões, espetáculos, música, etc, quanto mais ao tratar-se de dores, de uma incisão feita pelo médico, etc. No inferno o castigo é horroroso, as dores excessivas e a duração sem fim. Quem o aguentará?

2. Quanto durará a eternidade? Escreve um número de duas léguas de comprimento: os condenados o lerão aos poucos, ainda que cada algarismo significasse milhares de séculos. pergunta ao infeliz traidor de Jesus, Judas, quanto tempo já sofre, e quando, enfim, se livrará. Os 1900 anos passados são um momento, comparados com os que lhe restam ainda (1).

Sofrimentos sem fim, na mais abominável e repugnante companhia, sem um momento sequer de alívio – eis o castigo do pecado. Ainda o menosprezarás?

(1) Conta realizada desde a fundação da Igreja Católica sob Pedro e os discípulos até a época de publicação deste livro.

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(Sinzig, Frei Pedro. Breves Meditações para todos os Dias do Ano. 8ª Ed. Editora Vozes, 1944, p. 151)

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