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Salvação das Almas

Meditação para o 3º Domingo depois do Pentecostes. Salvação das Almas

Evangelho de Nosso Senhora Jesus Cristo segundo São Lucas 15, 1-10

1Aproximavam-se dele todos os cobradores de impostos e pecadores para o ouvirem. 2Mas os fariseus e os doutores da Lei murmuravam entre si, dizendo: «Este acolhe os pecadores e come com eles.»

3Jesus propôs-lhes, então, esta parábola:

4«Qual é o homem dentre vós que, possuindo cem ovelhas e tendo perdido uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto e vai à procura da que se tinha perdido, até a encontrar? 5Ao encontrá-la, põe-na alegremente aos ombros 6e, ao chegar a casa, convoca os amigos e vizinhos e diz-lhes: ‘Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida.’

7Digo-vos Eu: Haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não necessitam de conversão.»

8«Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas, se perde uma, não acende a candeia, não varre a casa e não procura cuidadosamente até a encontrar? 9E, ao encontrá-la, convoca as amigas e vizinhas e diz: ‘Alegrai-vos comigo, porque encontrei a dracma perdida.’

10Digo-vos: Assim há alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte.»

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Maria, Rainha de Misericórdia para os miseráveis

Meditação para o dia 07 de Maio. Maria, Rainha de Misericórdia para os miseráveis

Meditação para o dia 07 de Maio

Maria é Rainha de Misericórdia até para com os mais miseráveis

Podemos porventura temer que Maria desdenhe empenhar-se pelo pecador, por vê-lo tão carregado de pecados? Ou acaso nos devem intimidar a majestade e a santidade desta grande Rainha? Não, diz o Papa São Gregório; porque quanto ela é mais excelsa e mais santa, tanto é mais doce e mais piedosa para com os pecadores, que se querem emendar e a ela recorrem. A majestade dos reis e das rainhas causa temor e faz com que os súditos temam chegar à presença deles. Mas onde estão, pergunta São Bernardo, os infelizes que podem ter medo de apresentar-se a esta Rainha de misericórdia? Nela nada há de terrível nem de severo. É toda benigna e amável para os que a procuram. Maria não só dá quanto lhe pedimos, mas ela mesma nos oferece a todos nós leite e lã. Leite de misericórdia para animar-nos à confiança, e lã de refúgio para nos defender dos raios da justiça divina. Continue reading

O Trono da Misericórdia

Meditação para o dia 06 de Maio. O Trono da Misericórdia

Meditação para o dia 06 de Maio

Durante sua vida na terra, tinha a Virgem um coração cheio de piedade e ternura para com os homens, observa São Jerônimo; mas tinha-o de tal forma que ninguém pode sentir tão vivamente suas próprias aflições, como Maria sentia as alheias. Bem o mostrou nas bodas de Caná, de que já temos falado. Na falta de vinho, diz São Bernardino de Sena, a Senhora assumiu espontaneamente o ofício de compassiva consoladora. Compadecida da aflição dos noivos, empenhou- se junto ao Filho e obteve o milagre que fez abundar o vinho nas talhas de água. Continue reading

Maria, Santíssima Rainha de Misericórdia

Meditação para o dia 05 de Maio. Maria, Santíssima Rainha de Misericórdia

Meditação para o dia 05 de Maio

Maria é Rainha de Misericórdia

Maria é, Rainha. Mas saibamos todos, para consolação nossa, que é uma Rainha cheia de doçura e de clemência, sempre inclinada a favorecer e fazer bem a nós pobres pecadores. Quer por isso a Igreja saudemo-la nesta oração com nome de Rainha de misericórdia. O próprio nome de rainha, considera Santo Alberto Magno, denota piedade e providencia para com os pobres, enquanto que o de imperatriz dá ares de severidade e rigor. A magnificência dos reis e das rainhas consiste em aliviar os desgraçados, diz Sêneca. Enquanto que os tiranos governam tendo em vista apenas seu interesse pessoal, devem os reis procurar o bem de seus vassalos. Por isso na sagração dos reis se lhes unge a testa com óleo. É o símbolo da misericórdia e benignidade de que devem estar animados para com seus súbditos. Continue reading

A Misericórdia de Deus

Meditação para o 6º Domingo depois da Epifania. A Misericórdia de Deus

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus 13, 31-

Naquele tempo, Jesus propôs-lhes outra parábola: «O Reino do Céu é semelhante a um grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo. É a mais pequena de todas as sementes; mas, depois de crescer, torna-se a maior planta do horto e transforma-se numa árvore, a ponto de virem as aves do céu abrigar-se nos seus ramos.»

Jesus disse-lhes outra parábola: «O Reino do Céu é semelhante ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha, até que tudo fique fermentado.»

Tudo isto disse Jesus, em parábolas, à multidão, e nada lhes dizia sem ser em parábolas.

Deste modo cumpria-se o que fora anunciado pelo profeta:

Abrirei a minha boca em parábolas e proclamarei coisas ocultas desde a criação do mundo.

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A Virtude da Esperança

Mês de Fevereiro: A Virtude da Esperança

Mês de Fevereiro: A Virtude da Esperança

Mês de Fevereiro

Breve introdução sobre a Esperança e o Apóstolo Patrono

Quoniam in me speravit, liberabo eum, protegam eum, quoniam cognovit nomen meum – Porquanto em mim esperou, livrá-lo-ei; protegê-lo-ei, porquanto conheceu o meu nome (Sl 90, 14)

A esperança é uma virtude sobrenatural, pela qual, firmados nas promessas de Deus, esperamos confiadamente a salvação eterna e todas as graças que necessitamos para consegui-la. Para nos persuadirmos de grande valor desta virtude e nos estimularmos à sua prática, consideremos os motivos, os objetos, as propriedades e os efeitos da esperança.

A nossa esperança de conseguir a salvação e os meios necessários para isto deve ser certa da parte de Deus. Os fundamentos desta certeza são o poder, misericórdia e fidelidade de Deus: mas destes três motivos de confiança, o mais firme e certo é a fidelidade infalível de Deus na promessa que nos fez, por causa dos méritos de Jesus Cristo, de nos salvar e conceder-nos as graças necessárias à salvação… Todavia esta promessa é condicional, pois exige, da nossa parte, que correspondamos à graça e oremos. Aquele que ora com certeza se salva.

Crê firmemente “que ninguém esperou no Senhor e foi confundido” (Eclo 2, 11). Pondera que Deus te ama mais do que tu a ti mesmo. Davi achava consolação no pensamento:

“O Senhor cuida de mim” (SI 39, 18)

Dize também tu ao Senhor:

Senhor, lanço-me nos Vossos braços; só quero pensar em amar-Vos e agradar-Vos; Vós não só desejais o meu bem, mas cuidais igualmente de mo assegurardes. Em Vós, pois, confio, porque quereis que ponha em Vós só toda a confiança: ‘Ponde no Senhor toda a vossa solicitude, porque ele tem cuidado de vós” (Pd 5, 7)

Para te firmares mais na confiança em Deus, lembra-te muitas vezes da maneira carinhosa com que te tratou até agora e dos meios compassivos de que usou para ganhar-lo a Seu amor. Agora que estás resolvido a amar a Deus quanto possível, deves temer unicamente mostrar pouca confiança no trato com Deus. Sua misericórdia para contigo é a mais segura prova de Seu amor. A falta de confiança naquelas almas que O amam ternamente e são por Ele amadas, O desagrada sumamente. Se queres, pois, agradar Seu amoroso coração, mostra-lhe então, no futuro, a maior e mais íntima confiança que te for possível.

Um ato especial de confiança, que agrada de um modo todo particular a Deus, consiste em lançar-se a Seus pés e pedir-Lhe perdão logo depois de se ter cometido uma falta. Pondera que Deus está tão inclinado a perdoar, que Ele deplora vivamente a desgraça do pecador que vive longe dEle, privado de Sua graça. Se caíres, pois, em algum pecado, eleva imediatamente teus olhos a Deus, espera confiadamente o perdão, e dize:

“Senhor, aquele a quem amais está doente” (Jo 11, 3)

“Curai a minha alma, porque contra Vós pequei” (SI 40, 5)

O mal está feito; que devo fazer? Não quereis que eu desespere; amais-me ainda, apesar de meu pecado. Arrependo-me de todo o coração de Vos ter desagradado; perdoai- me, pois, e fazei-me ouvir as palavras que dissestes a Madalena: “Teus pecados te são perdoados” (Lc 7, 48)

Ainda que recaias cem vezes no dia no mesmo pecado, não deves deixar de recorrer a Deus depois de cada queda. Se tua alma permanecer abatida e pusilânime, teu amor arrefecerá dentro em breve; se, porém, recorreres a Deus imediatamente pedindo-Lhe perdão e prometendo-Lhe emenda, tuas faltas te servirão para maior progresso no amor de Deus.

Apóstolo Patrono para o Mês de Fevereiro: Santo André.

Sumário
I. A sua natureza
II. Dos objetos da Esperança
III. Dos motivos da nossa Esperança
IV. Das propriedades de nossa Esperança
V. Dos Efeitos da Esperança
VI. A Esperança e o Redentor
VII. A Prática da Esperança
VIII. Orações para alcançar a Virtude do Mês

Mês de Janeiro: A Virtude da Esperança. Apóstolo Patrono: Santo André

Mês de Fevereiro: A Virtude da Esperança. Apóstolo Patrono: Santo André

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Abismo sobre Abismo

Meditação para o Dia 14 de Dezembro

Meditemos com Santa Margarida Maria os abismos insondáveis do Coração de Jesus. Eis como ela nos fala, com tanta eloquência, desses abismos:

“O Coração de Jesus é um abismo de amor, onde havemos de abismar todo o amor-próprio que em nós existe, com todas as suas produções más, isto é, respeitos humanos e desejos de nos satisfazer. Se estais no abismo da pobreza e desnudados de vós mesmos, ide abismar-vos no Coração de Jesus. Ele vos enriquecerá. Se vos achais num abismo de fraqueza e caís a cada instante, ide abismar-vos na forçado Sagrado Coração, que vos fortificará e vos livrará. Continue reading

No Jardim da Misericórdia

Meditação para o Dia 11 de Dezembro

“Quando tivermos deixado esta terra de exílio – escreve piedoso autor – e nossos olhos se entreabrirem aos esplendores e encantos do além, tudo nos será revelado. Como nos havemos de felicitar então pela nossa confiança obstinada em Nosso Senhor! Como nos alegraremos por ter tido uma confiança tão imensa como a nossa imensa miséria”

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Crer sem Ver e Compreender

Meditação para o Dia 05 de Dezembro

Esmagada sob o peso das mais horrorosas tentações contra a fé, Soror Benigna, a confidente da Misericórdia Divina, ouviu a doce voz de Nosso Senhor:

“Coragem, minha esposa, coragem! Embora não O vejas, embora não O ouças, o teu Deus está sempre junto de ti. O sentimento, ainda que dê a certeza, diminui a fé. Retiro a consolação sensível à alma que quero exercitar perfeitamente na virtude da fé. É preciso crer sem ver, crer sem compreender. Assim é que se sujeita a razão e se glorifica a Deus. Queres agradar a Deus? Não te metas a perscrutar os seus desígnios a teu respeito. Deixa que Ele te trate como melhor Lhe apraz. Continue reading

Sermão sobre a Impenitência Final

Sermão sobre a Impenitência Final

SUMÁRIO ESCRITO POR BOSSUET

Exordio. — A vida e a morte são menos dissemelhantes do que se diz e pensa.

Proposição e divisão. 

1°. O homem mundano, insensível à miséria dos pobres e estranho ao pensamento da salvação, morre aterrorizado e cercado de dores cruéis;

2.° Cai nas mãos de Deus sem ter o espírito preparado;

3°. Vai à presença do Juiz sem ter quem o defenda.

1.º Ponto. — O habito de não nos contentarmos com o que é lícito conduz em breve a afouteza de perseguirmos o que é verdadeiramente ilícito. E para depois modificar tão profundas inclinações, seria preciso um milagre.

2.º Ponto. — As ambições, as inquietações e as curiosidades absorvem e tiranizam o homem mundano e o cortesão até ao último momento da vida.

3.º Ponto. — O homem desmedidamente egoísta não ama o próximo; é cúpido, avaro, sente-se dominado pela embriaguez das paixões satisfeitas, até ao dia em que seja entregue ao tribunal divino por aqueles de quem ele se não compadeceu.

Peroração. — Sejamos caritativos, principalmente numa época em que é mais horrível a miséria dos pobres.

Mortuus est autem et dives
O rico também morreu (Lc 16, 22)

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