Meditação para o Dia 12 de Agosto

1. Não é suficiente não odiar a ninguém. Dirás: “Não quero mal, mas também nada tenho que ver com quem me ofendeu”? Palavra é essa detrás da qual se escondem aversão e rancor. Deus não exige indiferença e sim amor ao inimigo. Por ti, Jesus crucificado, embora tenhas ofendido grave e repetidamente, orou:

“Pai, perdoa-lhe, pois não sabe o que faz”

Queres o teu direito? Pois Deus quer o seu; quer que não seja ofendido por implacabilidade e quer que por ti seja amado todo aquele que Ele não exclui de seu amor.

2. Há alguma coisa que te desagrade em teu próximo? Lembra-te que também tu tens fraquezas, e que outros precisam de resignação e paciência, para aguentá-las. Foste ofendido? Pagar o bem com o mal é diabólico; o bem com o bem, é humano; o mal com o bem, é divino. Imita a Deus na imensidade de Seu amor. Examina o teu íntimo. Não há nele nenhum susceptibilidade? Nenhuma aversão prolongada?

“Não deixes entrar o sol sobre a tua ira”

Perdoa, para que aches um juiz que também a ti te perdoe. Ser-te-á mais fácil quando te lembrares da brevidade da vida e da aproximação do dia das contas finais. Fazer agora o que então desejarás ter feito.

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(Sinzig, Frei Pedro. Breves Meditações para todos os Dias do Ano. 8ª Ed. Editora Vozes, 1944, p. 239)