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Recorrer a Deus nas aflições

Meditação para o 18º Domingo depois do Pentecostes. Recorrer a Deus nas aflições

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus 9, 1-7

1Depois disto, subiu para o barco, atravessou o mar e foi para a sua cidade. 2Apresentaram-lhe um paralítico, deitado num catre. Vendo Jesus a fé deles, disse ao paralítico: «Filho, tem confiança, os teus pecados estão perdoados.» 3Alguns doutores da Lei disseram consigo: «Este homem blasfema.»

4Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: «Porque alimentais esses maus pensamentos nos vossos corações? 5Que é mais fácil dizer: ‘Os teus pecados te são perdoados’, ou: ‘Levanta-te e anda’? 6Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem, na terra, poder para perdoar pecados – disse Ele ao paralítico: ‘Levanta-te, toma o teu catre e vai para tua casa.»

7E ele, levantando-se, foi para sua casa. 8Ao ver isto, a multidão ficou dominada pelo temor e glorificou a Deus, por ter dado tal poder aos homens.

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Deus recompensa desde a vida presente as Almas Mortificadas

Meditação para o Décimo Sétimo Sábado depois de Pentecostes. Deus recompensa desde a vida presente as Almas Mortificadas

Meditação para o Décimo Sétimo Sábado depois de Pentecostes

SUMARIO

Meditaremos:

1.° Sobre a felicidade que Deus concede, desde este mundo, às almas mortificadas;

2.° Sobre a desgraça a que entrega as almas imortificadas.

— Tiraremos destas reflexões a resolução:

1.° De sermos generosos no serviço de Deus, e de fazermos de boa vontade os sacrifícios que sobrevierem;

2.° De impormos a nós mesmos com frequência, por amor de Deus, sacrifícios voluntários, ainda que só seja de um desejo, de um lance de olhos, de uma sensualidade.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do Apóstolo:

“Exubero de gozo em toda a minha tribulação” – Superabundo gaudio in omni tribulatione nostra (2Cor 7, 4)

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Mortificação do Gosto e do Tato

Meditação para a Décima Sétima Sexta-feira depois de Pentecostes. Mortificação do Gosto e do Tato

Meditação para a Décima Sétima Sexta-feira depois de Pentecostes

SUMARIO

Continuaremos a meditar sobre a mortificação dos sentidos, e em particular:

1.° Sobre a mortificação do gosto;

2.° Sobre a mortificação do tato.

– Tomaremos depois a resolução:

1.° De não buscarmos nas refeições satisfazer a nossa sensualidade, e de somente atendermos à vontade de Deus, que nos alimenta como Lhe apraz, sem que tenhamos direito a alegrar-nos, se as iguarias são do nosso gosto, nem a entristecer-nos, se o não são;

2.° De aceitarmos de bom grado todos os padecimentos que sobrevierem ao nosso corpo, e de nunca procurarmos causar-lhe prazer.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do Apóstolo:

“Castigo o meu corpo e o reduzo à servidão para que não suceda venha eu mesmo a ser reprovado” – Castigo corpus meum et in servitutem redigo, ne… reprobus efficiar (1Cor 9, 27)

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Mortificação da Vista e do Ouvido

Meditação para a Décima Sétima Quinta-feira depois de Pentecostes. Mortificação da Vista e do Ouvido

Meditação para a Décima Sétima Quinta-feira depois de Pentecostes

SUMARIO

Como todos os nossos sentidos são outras tantas portas por onde o pecado ameaça entrar na nossa alma, meditaremos sobre dois dos nossos principais sentidos: a vista e o ouvido.

– Tomaremos depois a resolução:

1.° De não perdermos o tempo a olhar e ver de uma porta ou janela os que passam, ou a visitar as vãs curiosidades do mundo;

2.° De evitarmos todas as novidades que sempre distraem, quando não causam algum desgosto.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do Espírito Santo:

“O olho não se farta de ver, nem o ouvido se enche de escutar” – Non saturatur oculos visu, nec auris auditu impletur (Ecl 1, 8)

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Quarto remédio para os extravios da Imaginação

Meditação para a Décima Sétima Quarta-feira depois de Pentecostes. Quarto remédio para os extravios da Imaginação

Meditação para a Décima Sétima Quarta-feira depois de Pentecostes

SUMARIO

Meditaremos sobre o quarto remédio que devemos opor aos extravios da imaginação, que consiste em uma diversão:

1.° Pronta;

2.º Humilde;

3.° Pacifica.

– Tomaremos depois a resolução:

1.° De nunca nos desconsolarmos, quaisquer que sejam as divagações da nossa imaginação, e de termos sempre paciência e ânimo;

2.° De-lhes opormos constantemente uma diversão pronta, humilde e pacifica.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra de Jó:

“Os meus pensamentos se desvaneceram, sendo verdugos do meu coração” – Cogitationes meae dissipatae sunt, torquentes cor (Jó 17, 11)

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Dois outros remédios para os extravios da Imaginação

Meditação para a Décima Sétima Terça-feira depois de Pentecostes. Dois outros remédios para os extravios da Imaginação

Meditação para a Décima Sétima Terça-feira depois de Pentecostes

SUMARIO

Meditaremos sobre dois outros remédios que devemos opor aos extravios da imaginação, que consistem em corrigir:

1.° A frivolidade do espírito;

2.º As inclinações do coração.

— Tomaremos depois a resolução:

1.º De repelirmos todos os pensamentos inúteis, e de os substituirmos pelos doces pensamentos a respeito de Jesus Cristo e de seus mistérios;

2.° De nos desprendermos daquilo a que temos mais apego, a fim de evitar as preocupações que distraem a imaginação.

O nosso ramalhete-espiritual será a observação que os evangelistas fizeram acerca da Santíssima Virgem:

“Maria conservava todas as coisas edificantes que ouvia, conferindo lá no fundo do seu coração umas com, outras” – Maria conservabat omnia verba baec, conferens in corde suo (Lc 2, 19)

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Primeiro remédio para os extravios da Imaginação

Meditação para a Décima Sétima Segunda-feira depois de Pentecostes. Primeiro remédio para os extravios da Imaginação

Meditação para a Décima Sétima Segunda-feira depois de Pentecostes

SUMARIO

Meditaremos sobre o primeiro remédio que se deve aplicar aos extravios da imaginação, o qual consiste em reprimir o desejo de ver, de conhecer e de ouvir tudo. Para nos decidirmos a isto, provaremos:

1.° A influência da curiosidade sobre os extravios da imaginação;

2.° A necessidade e a maneira de a corrigir.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De sermos mais modestos nas vistas e mais reservados nas perguntas acerca do que não precisamos de saber;

2.° Se nos derem notícias sem as pedirmos, e as recebermos com moderação, quase com indiferença, sem essa avidez que perturba o interior.

O nosso ramalhete espiritual será o conselho do Espírito Santo:

“Tende cobro em vós, e ouvi com atenção o que vos disserem” – Cave tibi, et attende diligentur auditui tuo (Ecl 13, 16)

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O amor de Deus

Meditação para o 17º Domingo depois do Pentecostes. O amor de Deus

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus 22, 34-46

34Constando-lhes que Jesus reduzira os saduceus ao silêncio, os fariseus reuniram-se em grupo. 35E um deles, que era legista, perguntou-lhe para o embaraçar: 36«Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?» 37Jesus disse-lhe:

Amarás ao Senhor, teu Deus,
com todo o teu coração,
com toda a tua alma
e com toda a tua mente.
38Este é o maior e o primeiro mandamento. 39O segundo é semelhante: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. 40Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.»

41Estando os fariseus reunidos, Jesus interrogou-os: 42«Que pensais vós do Messias? De quem é filho?» Responderam-lhe: «De David.» 43Disse-lhes Ele: «Como é, então, que David, sob a influência do Espírito, lhe chama Senhor, dizendo:

44Disse o Senhor ao meu Senhor:
‘Senta-te à minha direita,
até que Eu ponha os teus inimigos por estrado de teus pés’?
45Ora, se David lhe chama Senhor, como é seu filho?» 46E ninguém soube responder-lhe palavra. A partir de então, ninguém mais se atreveu a interrogá-lo.

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Mortificação da Imaginação

Meditação para o Décimo Sexta Sábado depois de Pentecostes. Mortificação da Imaginação

Meditação para o Décimo Sexto Sábado depois de Pentecostes

SUMARIO

Meditaremos sobre a mortificação da imaginação, e veremos:

1.° Que a nossa felicidade neste mundo depende do governo da nossa imaginação e da repressão de seus extravios;

2.° Que a nossa salvação eterna não depende disto menos.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De manhã, ao acordar, de ocuparmos o nosso espírito em santos pensamentos e o nosso coração em piedosos afetos, para evitar os extravios da imaginação;

2.° De nos recolhermos dentro em nós a diversas horas do dia, para ver se não cedemos à nossa imaginação, e renovar a resolução de a combater.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do Espírito Santo:

“Não ponhais o vosso coração nas vossas imaginações” – Ne dederis in illis (phantasis) cor tuum (Ecl 34, 6)

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Mortificação do Próprio Espírito

Meditação para a Décima Sexta Sexta-feira depois de Pentecostes. Mortificação do Próprio Espírito

Meditação para a Décima Sexta Sexta-feira depois de Pentecostes

SUMARIO

Meditaremos sobre a mortificação do próprio espírito, e consideraremos os seus três principais desvarios, que são:

1.° Os pensamentos inúteis;

2.° Os pensamentos estranhos;

3.° Os arrojos do próprio juízo.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De nos aplicarmos unicamente à obra que temos a fazer a cada momento, e a fazê-la com o fim de agradar a Deus;

2.° De expulsarmos os pensamentos inúteis ou estranhos, logo que os advirtamos;

3.° De desconfiarmos do nosso próprio juízo.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra da Imitação:

“Fazei o que fazeis” – Age quod agis

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