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A Eternidade, o Mundo, a Vontade de Deus

Meditação para o Dia 02 de Fevereiro

A uma jovem que ia deixar o mundo para receber, num convento, o hábito religioso, disse Santa Catarina de Gênova:

“Que a eternidade esteja em vosso espírito, o mundo sob vossos pés, a Vontade de Deus em todas as vossas ações e que o Amor Divino brilhe em vosso coração!”

A meditação destas palavras não será para nós grande incentivo, poderoso estímulo no sofrimento e tribulações da vida? Quem pensa na eternidade não vive de ilusões e compreende o que Bossuet chamava a pavorosa seriedade da vida humana. Continue reading

A Aridez Espiritual na Meditação

Parte II
Capítulo IX

Se acontecer que não aches prazer na meditação, nem sintas aí consolo algum para a tua alma, eu te conjuro, Filotéia, a não te perturbares com isso, mas procura remediar o mal com os alvitres seguintes: Recita algumas das orações vocais em que teu coração se compraz de preferência; queixa-te amorosamente a Jesus Cristo; chama-O em teu socorro; beija respeitosamente a Sua imagem, se a tens a mão, confessa-Lhe a tua indignidade; dize-Lhe com Jacob: De modo algum, Senhor, me afastarei, se não me abençoardes ou então como a mulher cananéia: Assim é, Senhor, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa de seus donos. Continue reading

Bendito Seja o Nome do Senhor!

Meditação para o Dia 01 de Fevereiro

O príncipe poderoso e rico, que era Jó, viu-se batido pelas maiores adversidades. No mesmo dia lhe deram a infausta notícia da morte de todos os filhos e da perda de todos os seus haveres. Para completar o doloroso quadro, viu-se ele coberto de lepra e desprezado por todos, até pelos mais caros amigos e pela própria esposa. Calmo, sereno, em paz, o pobrezinho não proferiu uma só blasfêmia. Limitou-se a pronunciar estas palavras que se tornaram célebres:

“O Senhor me deu, o Senhor me tirou. Seja bendito o seu santo nome!”

E o Senhor, depois delonga e cruciante prova, recompensou generosamente a paciência do seu servo. Jó recuperou tudo quanto perdera e morreu feliz e rico de bens do Céu e dos bens da terra. Deus nos fere para salvar-nos. Quanto maior for a adversidade, tanto maior será a recompensa. E o Céu está reservado para os que sofrem e sabem dizer como Jó:

“O Senhor me deu, o Senhor me tirou. Bendito seja o nome do Senhor”

O Céu, dizia o Pe. Baltazar Álvares, é o reino dos tentados, dos aflitos, dos desprezados, dos indigentes. Lá não se entra sem provações”.

Longe de lamentar a nossa sorte e de nos queixarmos da Bondade Divina, deveríamos, nas aflições da vida, olhar para o Alto, imitar o profeta da Iduméa e glorificar o nome do Senhor. Oh! Como é agradável a Deus a alma que, na adversidade, ainda com lágrimas nos olhos, sabe dizer: Bendito seja o nome de Jesus!

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(Brandão, Ascânio. Breviário da Confiança: Pensamentos para cada dia do ano. Oficinas Gráficas “Ave-Maria”, 1936, p. 42)

Santo Afonso, modelo de Fé Viva

Santo Afonso Maria de Ligório, modelo das Virtudes Fundamentais

Santo Afonso Maria de Ligório, modelo das Virtudes Fundamentais

Devoção a Santo Afonso como modelo das Virtudes Fundamentais.
Mês de Janeiro

Iustus autem ex fide vivit – “O justo, porém, vive da fé” (Rm 1, 17)

Sumário. Com razão se pode dizer que o Santo Doutor viveu da fé porque foi ela o sustento quotidiano de toda a sua vida espiritual. O Santo apreciava extremamente a felicidade de ser católico, continuamente dava por isso graças a Deus e protestava que estava pronto a sacrificar o sangue e a vida para a propagação e conservação da Religião Católica entre os fiéis. Imitando tão grande Pai, façamos nós também frequentes atos de fé; e se não nos é dado fazer mais pela propagação do Evangelho, roguemos ao menos por todos os Missionários.
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Avisos Utilíssimos acerca da Meditação

Parte II
Capítulo VIII

Cumpre, Filotéia, que no correr do dia tenhas tão presente no espírito e no coração as tuas resoluções, que, sobrevindo a ocasião, as ponhas efetivamente em prática. Este é o fruto da meditação, sem o qual ela, além de não servir para nada, pode ser até prejudicial. É certo que a meditação assídua sobre as virtudes, sem que as pratiquemos, ensoberbece o espírito e o coração e nos faz pensar insensivelmente que somos de fato aquilo que resolvemos ser. De certo que assim o seria, se nos propósitos tivéssemos força e solidez; mas, porque lhes faltam essas qualidades, permanecem vãos e, porque não produzem efeito algum, são até perigosos. Convém servir-se de todos os meios para os por em prática; deve-se mesmo ir em busca de ocasiões, tanto pequenas como grandes. Por exemplo: resolvi atrair pela brandura certas pessoas que costumam me ofender; hei de as procurar hoje, para as saudar com ares de estima e amizade; e, se não as posso achar, ao menos falarei bem delas e rezarei a Deus em sua intenção. Continue reading

A Conclusão e o Ramalhete Espiritual

Parte II
Capítulo VII

Afinal, deve-se terminar a meditação por três atos que requerem uma profunda humildade. O primeiro é agradecer a Deus por nos ter dado profundo conhecimento de Sua misericórdia ou de outra de Suas perfeições, assim como pelos santos afetos e propósitos que Sua graça incutiu em nós.

O segundo consiste em oferecer à Sua divina majestade toda a glória que pode provir de Sua misericórdia ou duma de Suas perfeições, ofertando-lhe também todos os nossos afetos e resoluções, em união com as virtudes de Jesus Cristo, Seu Filho, e dos merecimentos de Sua morte. Continue reading

Terceira parte da Meditação: Os Afetos e as Resoluções

Parte II
Capítulo VI

Por esta viva atenção de sua mente, a meditação excita na vontade inúmeras moções boas e santas, como o amor de Deus e ao próximo, o desejo da glória celeste, o zelo pela salvação das almas, o ardor para imitar a vida de Jesus Cristo, a compaixão, a admiração, a alegria e o temor de desagradar a Deus, o ódio ao pecado, o temor do juízo ou do inferno, a confusão dos pecados, o amor a penitência, a confiança na misericórdia de Deus e tantas outras em que te deves exercer e comover, quanto puderes, a tua alma. Se quiseres usar de algum livro, para te instruíres mais sobre este ponto, aconselho-te o primeiro tomo das “Meditações”, de D. André Capiglia, em cujo prefácio ele expõe a arte de exercitar-se nesta prática, ou então o Pe. Arias, que o faz ainda mais difusamente no seu “Tratado de Oração”. Continue reading

Segunda parte da Meditação: As Considerações

Abelha extraindo o mel da flor

“(…) se achares gosto, luzes e utilidade numa das considerações, demora-te nela, imitando as abelhas, que não largam a flor em que pousaram, enquanto acham aí mel que ajuntar.”

Parte II
Capítulo V

A esta atividade da fantasia deve seguir-se a do entendimento, que se chama meditação e que consiste em aplicá-lo as considerações capazes de elevar a nossa vontade a Deus e de afeiçoá-la a coisas santas e divinas. Esta é a grande diferença entre a meditação e o estudo, porque o fim do estudo é a ciência, e o da meditação é o amor a Deus e a prática das virtudes. Assim, tendo prendido a tua fantasia ao objeto da meditação, procura aplicar o entendimento as considerações que lhe são como que a substância e a exposição; e, se achares gosto, luzes e utilidade numa das considerações, demora-te nela, imitando as abelhas, que não largam a flor em que pousaram, enquanto acham aí mel que ajuntar. Mas, se uma consideração causa dificuldades a tua mente e não tem atrativos para o teu coração, depois de ter-lhe aplicado por algum tempo o teu coração e a tua mente, podes passar adiante, a outra consideração, precavendo-te somente para que não te deixes levar por curiosidade ou precipitação.

Voltar para o Índice de Filoteia ou a Introdução à Vida Devota

(SALES, São Francisco de. Filoteia ou a Introdução à Vida Devota. Editora Vozes, 8ª ed., 1958, p. 90-91)

Terceiro ponto da Preparação: Propor-se um Mistério

Crucificação

Parte II
Capítulo IV

Existe ainda um terceiro prelúdio da oração mental, o qual, no entanto, não é comum a toda espécie de meditações e se chama geralmente “composição” ou representação do lugar. Consiste numa certa atividade da fantasia, pela qual nos representamos o mistério ou fato que queremos meditar, como se os acontecimentos se estivessem sucedendo realmente ante os nossos olhos. Por exemplo, se queres meditar sobre a morte de Jesus crucificado no Calvário, farás uma ideia de todas as circunstâncias, como os evangelistas no-las descrevem, quanto aos lugares, pessoas, ações e palavras; o mesmo te proporei acerca dos outros objetos que os sentidos percebem, como a morte e o inferno, como já vimos; tratando-se, porém, de objetos inteiramente espirituais, como a grandeza de Deus, a excelência das virtudes, o fim da nossa criação, essa prática não é tão conveniente. Continue reading

Breve método de Meditação. Primeiro ponto da Preparação: Pôr-se na Presença de Deus

Pássaros voando

Parte II
Capítulo II

Poderá ser, Filotéia, que não saibas como se faz a oração mental; pois, infelizmente, poucos o sabem nos nossos tempos. Por isso torna-se necessário que resuma aqui em algumas regras um método proveitoso, deixando para os bons livros dedicados a esta matéria e principalmente para a prática a tua instrução mais completa.

A primeira regra tem em vista a preparação, que consiste nestes três pontos: pôr-se na presença de Deus, pedir-lhe o auxílio de suas luzes e inspirações, propor-se o mistério que se quer meditar.
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