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O Juízo

1º Domingo do Advento - II. O Juízo

II. Sermão para o 1º Domingo do Advento

Pregado em São Tomé do Louvre em 1668.

SUMÁRIO

Exordio. — A Igreja, sabendo que o receio vem antes do amor, mostra-nos Jesus Cristo terrível nos seus juízos antes de no-lo mostrar condescendente para com as nossas misérias.

Proposição, divisão. — Os que desprezarem a bondade do Senhor, hão de suportar a Sua justa cólera. Se se sublevarem contra o Seu poder, ela há de abatê-los; se desprezarem a Sua bondade, experimentarão os Seus rigores; se não quiserem viver num império suave e legítimo, ficam sujeitos a uma dura e insuportável tirania.

1.° Ponto — Devemos usar da nossa liberdade para nos submetermos filialmente a Deus a quem pertencemos absolutamente.

2.° Ponto — O amor de Deus enche-nos de favores, e se nós desconhecemos os benefícios do Senhor e as liberdades infinitas de Jesus Cristo, sofreremos as Suas terríveis consequências.

3.° Ponto — Visto que não quisestes servir o Senhor alegremente, haveis de sofrer o jogo do vosso inimigo. Não há império mais suave e mais legítimo do que o de Deus sobre o homem.

Peroração — Os nossos inimigos preferem antes corromper-nos do que atormentar-nos. Envergonhemo-nos de suportar a sua tirania e de sermos algemados, depois de Jesus Cristo nos ter feito reis.

Justus es Domine, et rectum judicium tuum
Senhor, vós sois justo e o vosso juízo é reto. (Sl 118, 134)

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Um Amor Brando, Sossegado e Terno

Meditação para o Dia 26 de Outubro

São Francisco de Sales, que é mestre incomparável na arte do Amor Divino, diz que o Senhor quer que O amemos, mas com um amor brando, sossegado e terno.Nada de inquietações e desespero! Caímos? Não é para admirar uma coisa tão comum à fragilidade humana. Esforcemo-nos por fazer tudo com perfeição. A confiança não dispensa o esforço – e um esforço grande – para a perfeição. Se, entretanto, cairmos, a despeito de nossos esforços e boa vontade, que fazer? Continue reading

Nesta vida ninguém está livre de Tentações

Meditação para o Dia 24 de Agosto

Segundo a Imitação de Cristo, Cap. XXXV – L. III

Jesus Cristo: Filho, nunca estarás seguro nesta vida, por isso, enquanto viveres, sempre te serão necessárias as armas espirituais. Andas cercado de inimigos: à direita e à esquerda te acometem. Se, pois, não te cobrires por todos os lados, com o escudo da paciência, não estarás por muito tempo sem feridas. Além disto, se teu coração não se fixar irrevogavelmente em Mim, com a firme vontade de sofrer tudo por Meu Amor, não poderás aguentar tão renhida batalha nem alcançar a palma dos bem-aventurados. Continue reading

Tempo de Merecer

Meditação para o Dia 06 de Agosto

Segundo a Imitação de Cristo, Cap. XX

“Quando estás atribulado e aflito, então é tempo de merecer. “Convém que passes por fogo e por água antes que chegues ao lugar de descanso”, diz o salmista. Senão te fizeres violência, não vencerás o vício. Enquanto estamos neste frágil corpo, não podemos estar sem pecado, nem viver sem fadiga e dor. De boa vontade queríamos o descanso sem miséria alguma. Continue reading

Ainda há Esperança

Capítulo 59. Ainda há Esperança - Livro Rumo à Felicidade, de Fulton Sheen
O MUNDO de hoje está cheio de profetas da desgraça, e eu seria um deles se não acreditasse em Deus e na Sua Providência. Há trinta anos, a única palavra que andava nos lábios de toda a gente era a palavra «progresso». Agora falar de derrota e da bomba atômica. Esta atitude de pessimismo varia na razão direta e na proporção da frequência com que se seguem os noticiários do mundo. Não se dá isto, apenas, porque as notícias do mundo sejam desanimadoras, mas porque raramente há tempo para contrabalançar as notícias de guerra com outros fatores. Como resultado, a gente leva vida política, não vida espiritual.

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Do Proveito das Adversidades

Meditação para o Dia 01 de Agosto

Segundo a Imitação de Cristo, Cap. XII

“Bom é que, de tempos em tempos, sucedam-nos coisas adversas e nos venham trabalhos, porque fazem recolher o homem dentro do seu coração, para que, conhecendo que vive em desterro, não ponha a sua esperança em coisa alguma do mundo. Continue reading

Momentos Preciosos

Meditação para o Dia 31 de Julho

“Os momentos de sofrimento – diz Bossuet – são momentos preciosos”

É que, no sofrimento, cumpre-se a Vontade de Deus. Só tem méritos para o Céu o que fazemos dentro dos limites da Vontade Santíssima de Deus. Ora, se Deus nos permite a enfermidade, aceitemo-la, assim como tudo o que Ele quiser, e resignemo-nos. Continue reading

Senhor, Vós me Enganastes!

Meditação para o Dia 30 de Julho

“Deus – escreveu Lacordaire – ocultou no sofrimento um bálsamo reparador e misterioso. A alegria de sofrer, que experimentaram os verdadeiros amigos de Nosso Senhor, o mundo jamais será capaz de a entender”

Santa Teresa disse:

“Este sentimento, sentimento simultâneo de alegria e de dor, é uma alegria apenas nascente, algo de incompreensível para mim. O prazer e a dor que sinto ao mesmo tempo, são para mim um mistério” (1)

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A Escola dos Santos

Meditação para o Dia 28 de Julho

A escola dos santos foi a escola da cruz. Não se encontrará um só que não tenha passado por muitas e grandes tribulações para chegar à glória. E todos abençoaram e amaram apaixonadamente a cruz.

“Os santos – diz a Imitação (1) – e amigos de Cristo serviram o Senhor em fome, em sede, em frio e nudez, em trabalhos e fadigas, em vigílias e jejuns, em orações e santas meditações, em perseguições e muitos opróbrios. Oh! Quantas e quão graves tribulações padeciam os apóstolos, os mártires, os confessores, as virgens e todos os demais que quiseram seguir as pisadas de Cristo! Pois aborreceram neste mundo suas vidas para as possuírem na eternidade” (2)

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O Purgatório da Terra

Meditação para o Dia 25 de Julho

Podemos expiar nossos pecados aqui e pagar vantajosamente a nossa pena pela penitência. E o sofrimento, suportado pacientemente, ajuda-nos a fazer o purgatório neste mundo. Diz a Imitação de Cristo:

“Aqui tem grande e saudável purgatório o homem paciente, que, recebendo injúrias, mais se dói da maldade do injuriador que da sua própria ofensa; que roga a Deus, sinceramente, por seus inimigos, e de coração perdoa os agravos e, se alguém o ofendeu, não tarda em pedir-lhe perdão; que mais facilmente se compadece do que se ira; que se faz violência a si mesmo e trabalha por sujeitar de todo a carne ao espírito. Melhor é purgar agora os pecados do que deixá-los para os purgar na outra vida” (1)

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