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Santidade do tempo da Septuagésima

Meditação para o Sábado da 6ª Semana depois da Epifania. Santidade do tempo da Septuagésima

Meditação para o Sábado da 6ª Semana depois da Epifania

SUMARIO

Como amanhã, nas primeiras vésperas, começa o tempo da Septuagésima, veremos:

1.° As razões que há para passar santamente esta época do ano;

2.° A maneira de a passar santamente.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De nos entregarmos especialmente ao espírito de meditação e de oração;

2.° De mortificarmos alguma coisa a vontade de comer e de beber.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do Apóstolo:

“Eis aqui agora o dia da salvação” – Ecce nunc dies salutis (2Cor 6, 2)

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Vida laboriosa de Jesus em Nazaré

Meditação para o Sábado da 5ª Semana depois da Epifania. Vida laboriosa de Jesus em Nazaré

Meditação para Sábado da 5ª Semana depois da Epifania

SUMARIO

Depois de termos visto Jesus adolescente, em Nazaré, crescendo em sabedoria e em graça, o consideraremos hoje chegado à idade do homem feito; e veremos:

1.° Que Ele tinha na Sua pobre morada uma vida laboriosíssima;

2.° Como santificava o Seu trabalho.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De não perdermos o tempo, mas de o empregarmos assiduamente no trabalho;

2.° De oferecermos o nosso trabalho a Deus, rogando-Lhe que o abençoe e nos ajude a fazê-lo bem;

3.° De unirmos o nosso trabalho e as nossas intenções ao trabalho e às intenções de Jesus Cristo.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra que Jesus Cristo disse de Si próprio:

“Tenho trabalhado desde a minha mocidade” – In laboribus a juventute mea (Sl 88, 16)

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Peregrinação de Jesus a Jerusalém

Meditação para a Terça-feira da 5ª Semana depois da Epifania. Peregrinação de Jesus a Jerusalém

Meditação para a Terça-feira da 5ª Semana depois da Epifania

SUMARIO

Consideraremos Jesus Cristo, na idade de doze anos, indo a Jerusalém entregar-Se no templo aos exercícios da piedade, usados durante os oito dias que durava a festa da Páscoa; admirável lição, que nos ensina que todo o cristão deve ter certos exercícios de piedade regulares, que cumpra fielmente. É:

1.º O  que ensina o exemplo de Jesus Cristo;

2.º O que exige o interesse da nossa salvação.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De compormos um regulamento de vida, que fixe a hora e o modo de fazer cada um dos nossos exercícios;

2.º De nunca nos afastarmos deste regulamento sem verdadeira necessidade, e neste caso, de anteciparmos o exercício, se podemos prever o transtorno; senão, de o continuarmos no primeiro momento livre.

O nosso ramalhete será a palavra de Nosso Senhor a Maria:

“Importa ocupar-me nas coisas que são do serviço de meu Pai” – In his quae Patris mei sunt oportet me esse (Lc 2, 49)

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Escola do Terceiro Grau de Humildade

Meditação para a Quinta-feira da 3ª Semana depois da Epifania. Escola do Terceiro Grau de Humildade

Meditação para a Quinta-feira da 3ª Semana depois da Epifania

SUMARIO

Meditaremos o terceiro grau de humildade, que consiste em alegrarmo-nos de ser conhecidos e julgados conforme o que somos, isto é, pouco dignos de estima; e veremos que este grau de virtude nos é:

1.° Ensinado pelo exemplo de Jesus Cristo;

2.° Confirmado pela razão.

– Tomaremos depois a resolução:

1.° De nunca buscarmos com subterfúgios ou mentiras, encobrir aos outros os nossos defeitos ou pecados;

2.º De não nos justificarmos, quando nos censurarem, à menos que não tenhamos uma sólida razão para o fazer.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do Apóstolo:

“Sinto complacência no desprezo” – Placeo mihi… in contumeliis (2Cor 12, 10)

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Escola do Segundo Grau de Humildade

Meditação para a Quarta-feira da 3ª Semana depois da Epifania. Escola do Segundo Grau de Humildade

Meditação para a Quarta-feira da 3ª Semana depois da Epifania

SUMARIO

Meditaremos o segundo grau de humildade, que consiste em tratarmo-nos com desprezo e em reputarmos o último lugar sempre suficientemente bom para nós. Veremos:

1.° Que Nosso Senhor nos ensina esta verdade com o Seu exemplo;

2.° Que a só razão no-la persuade.

– Tomaremos depois a resolução:

1.° De deixarmos em tudo o primeiro lugar aos outros, e de tomarmos o último para nós;

2.º No governo da vida como no exercício das virtudes, de evitarmos o mais possível atrair a atenção, e de desejarmos que não pensem em nós.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do Evangelho:

“Tomai o último lugar” – Recumbe in novissimo loco (Lc 14, 10)

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A Virtude da Fé

Mês de Janeiro: A Virtude da Fé

Mês de Janeiro

Breve introdução sobre a Fé e o Apóstolo Patrono

Ego sum lux mundi; qui sequitur me, non ambulat in tenebris, sed hablit lumen vitae – Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não anda nas trevas, mas terá o lume da vida (Jo 8, 12)

Santa Teresa dizia que todos os pecados nascem de falta de fé. A Santa tinha razão, pois é impossível viver separado de Deus, quando tem continuamente diante dos olhos as verdades da fé, grandeza de Deus, amor que Ele nos tem, benefícios de que nos há cumulado, e especialmente a obra da Redenção, Paixão de Jesus Cristo e o dom do Santíssimo Sacramento; o mesmo acontece quando se medita muitas vezes na morte, no juízo, no inferno, na eternidade. Pelo que, importa muito avivar cada um em si com frequência o espírito de fé, lembrando-se das máximas eternas. Assim fizeram os Santos, por isso alcançaram a coroa da glória.

Agradece, portanto, incessantemente ao Senhor por ter-te iluminado com a luz da santa fé e feito nascer em um país católico. Que seria de ti se tivesses nascido no meio de pagãos ou de hereges? Mostrado, portanto, reconhecido a Deus por essa graça e, suplica-Lhe que aumente em ti a fé, te assista para que correspondas a um tão grande favor, qual o da vocação à verdadeira fé, pois aumentarás tua culpa no dia das contas, à medida que não viveres conforme a fé.

Quando uma tentação te assaltar, arma-te, para tua defesa, com as máximas da fé: considera a presença contínua de Deus por toda parte; a desgraça que causa o pecado; as contas que devemos dar a Deus no dia do juízo; o castigo eterno, resultado do pecado; a gratidão que devemos a Jesus Cristo, etc…

Apóstolo Patrono para o Mês de Janeiro: São Pedro e São Paulo.

Sumário
I. A sua natureza
II. Da natureza e do grande valor da Fé
III. Do Sacrifício do entendimento que a Fé exige
IV. Como é razoável essa submissão do entendimento
V. Da vida conforme aos preceitos da Fé
VI. A Fé e o Redentor
VII. A Prática da Fé
VIII. Máximas da Fé dignas de  frequente ponderação
IX. Avisos práticos para o exercício de uma Fé viva
X. Orações para alcançar a Fé

Mês de Janeiro: A Virtude da Fé. Apóstolo Patrono: São Pedro e São Paulo

Mês de Janeiro: A Virtude da Fé. Apóstolo Patrono: São Pedro e São Paulo

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O Juízo

1º Domingo do Advento - II. O Juízo

II. Sermão para o 1º Domingo do Advento

Pregado em São Tomé do Louvre em 1668.

SUMÁRIO

Exordio. — A Igreja, sabendo que o receio vem antes do amor, mostra-nos Jesus Cristo terrível nos seus juízos antes de no-lo mostrar condescendente para com as nossas misérias.

Proposição, divisão. — Os que desprezarem a bondade do Senhor, hão de suportar a Sua justa cólera. Se se sublevarem contra o Seu poder, ela há de abatê-los; se desprezarem a Sua bondade, experimentarão os Seus rigores; se não quiserem viver num império suave e legítimo, ficam sujeitos a uma dura e insuportável tirania.

1.° Ponto — Devemos usar da nossa liberdade para nos submetermos filialmente a Deus a quem pertencemos absolutamente.

2.° Ponto — O amor de Deus enche-nos de favores, e se nós desconhecemos os benefícios do Senhor e as liberdades infinitas de Jesus Cristo, sofreremos as Suas terríveis consequências.

3.° Ponto — Visto que não quisestes servir o Senhor alegremente, haveis de sofrer o jogo do vosso inimigo. Não há império mais suave e mais legítimo do que o de Deus sobre o homem.

Peroração — Os nossos inimigos preferem antes corromper-nos do que atormentar-nos. Envergonhemo-nos de suportar a sua tirania e de sermos algemados, depois de Jesus Cristo nos ter feito reis.

Justus es Domine, et rectum judicium tuum
Senhor, vós sois justo e o vosso juízo é reto. (Sl 118, 134)

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Um Amor Brando, Sossegado e Terno

Meditação para o Dia 26 de Outubro

São Francisco de Sales, que é mestre incomparável na arte do Amor Divino, diz que o Senhor quer que O amemos, mas com um amor brando, sossegado e terno.Nada de inquietações e desespero! Caímos? Não é para admirar uma coisa tão comum à fragilidade humana. Esforcemo-nos por fazer tudo com perfeição. A confiança não dispensa o esforço – e um esforço grande – para a perfeição. Se, entretanto, cairmos, a despeito de nossos esforços e boa vontade, que fazer? Continue reading

Nesta vida ninguém está livre de Tentações

Meditação para o Dia 24 de Agosto

Segundo a Imitação de Cristo, Cap. XXXV – L. III

Jesus Cristo: Filho, nunca estarás seguro nesta vida, por isso, enquanto viveres, sempre te serão necessárias as armas espirituais. Andas cercado de inimigos: à direita e à esquerda te acometem. Se, pois, não te cobrires por todos os lados, com o escudo da paciência, não estarás por muito tempo sem feridas. Além disto, se teu coração não se fixar irrevogavelmente em Mim, com a firme vontade de sofrer tudo por Meu Amor, não poderás aguentar tão renhida batalha nem alcançar a palma dos bem-aventurados. Continue reading

Tempo de Merecer

Meditação para o Dia 06 de Agosto

Segundo a Imitação de Cristo, Cap. XX

“Quando estás atribulado e aflito, então é tempo de merecer. “Convém que passes por fogo e por água antes que chegues ao lugar de descanso”, diz o salmista. Senão te fizeres violência, não vencerás o vício. Enquanto estamos neste frágil corpo, não podemos estar sem pecado, nem viver sem fadiga e dor. De boa vontade queríamos o descanso sem miséria alguma. Continue reading

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