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A necessidade de Revolução

Capítulo 10. A necessidade de Revolução - Livro Rumo à Felicidade, de Fulton Sheen
NIETZSCHE, filósofo do século XIX, tentou exprimir a índole da sua época, afirmando:

«Deus morreu»

E, com isto, quis dizer que, neste período, os homens iam perdendo a fé. Lançou também olhar profético para o futuro e predisse que o século XX seria de guerras e revoluções. Estas duas afirmações estão ligadas por lógica mais profunda do que o inventor da filosofia do «super-homem» imaginava. Na verdade, os homens que deixaram de amar a Deus, não amarão, por muito tempo, o próximo, e encontrarão particular dificuldade em procurar amar este próximo especial, que é o seu inimigo. Continue reading

Afetos gerais sobre as considerações precedentes, para concluir este exercício

Parte V
Capítulo XV

Ó santas resoluções, contemplo-vos como a santa árvore de vida que Deus plantou no meio de meu coração e que Nosso Senhor veio regar
com o Seu sangue, para que produza frutos abundantes. Antes mil mortes do que permitir que a arranquem de meu coração. Não, nem as vaidades, nem as delícias da vida, nem as riquezas, nem as aflições me obrigarão a mudar de intenções.

Ah! Senhor, é a Vossa bondade paternal que acolheu meu coração, por pior que seja, para trazer frutos dignos de Vós, a quem eu devo tudo isso. Quantas almas não tiveram esta felicidade! Quando, pois, poderei me humilhar bastante perante Vossa misericórdia? Continue reading

Quinta Consideração: o Amor Eterno de Deus por nós

Parte V
Capítulo XIV

Considera o amor eterno que Deus tem tido por nós. Antes da encarnação e da morte de Jesus Cristo a Majestade divina te amava infinitamente e te predestinava para o Seu amor. Mas quando é que Ele começou a te amar? Começou a fazê-lo quando começou a ser Deus. E quando começou a ser Deus? Nunca, porque sempre o foi sem começo nem fim; e Seu amor por ti, que nunca teve começo, preparou-te desde toda a eternidade as graças e favores que tens recebido. Continue reading

Quarta Consideração: o Amor de Jesus Cristo por nós

Parte V
Capítulo XIII

Considera o amor com o qual Jesus Cristo tanto sofreu neste mundo, principalmente no Jardim das Oliveiras e no Calvário. Esse amor tinha a nós em mira e nos impetrava do Pai eterno, por tantos sofrimentos e trabalhos, as boas resoluções e protestos que fizemos de coração e as graças necessárias para as nutrir, fortificar e realizar. Ó santas resoluções, quão preciosas sois, sendo o fruto da paixão de Nosso Senhor! Oh! Quanto minha alma Vos deve apreciar, pois que tanto custastes a Jesus! Ó Senhor de minha alma, Vós morrestes para me conceder a graça de fazê-Ias; dai-me, pois, a graça de antes morrer do que perdê-las! Continue reading

Terceira Consideração: o Exemplo dos Santos

Parte V
Capítulo XII

Considera os exemplos dos santos de todos os tempos, de ambos os sexos, de todos os estados! Que não fizeram eles para amar a Deus com um devotamento completo? Considera os mártires inquebrantáveis em suas resoluções; quantos tormentos preferiram eles sofrer a transigir num só ponto! Olha para essas pessoas tão belas e florentes, ornamentos do sexo devoto, mais cândidas que o lírio, por sua pureza, e mais rubicundas que a rosa, por sua caridade. Umas na idade de doze, treze e quinze anos, outras com vinte e cinco anos, sofreram diversos martírios por não mudar de resolução, não só em matéria de fé, mas também no tocante à devoção, seja quanto a virgindade ou ao serviço dos pobres desamparados, seja quanto ao consolar os condenados ao suplício ou ao sepultar os mortos! Ó meu D eus, que constância mostrou esse sexo fraco em ocasiões semelhantes! Continue reading

Primeira Consideração: a Excelência da nossa Alma

Parte V
Capítulo X

Considera a nobreza e excelência de tua alma em vista do seu conhecimento deste mundo visível, dos anjos, de Deus, o Senhor soberano e infinitamente bom, da eternidade e em geral de tudo o que é necessário para viveres neste mundo, para te associares aos anjos no paraíso e para gozares eternamente de Deus.

Tua alma tem uma vontade capaz de amar a Deus e incapaz de odiá-Lo nele mesmo. Vê quão nobre é teu coração, que, nada achando entre as criaturas que o possa saciar plenamente, só encontra o seu repouso em Deus. Lembra-te vivamente dos prazeres mais queridos e procurados que outrora ocuparam teu coração e julga agora imparcialmente se não eram misturados de muita inquietação, pesar, aborrecimento e amargura, de sorte que teu pobre coração só achava aí misérias. Continue reading

Considerações próprias para se Renovar os Bons Propósitos

Parte V
Capítulo IX

Depois de teres conferenciado com o teu diretor sobre as tuas faltas e os meios de remediá-las, toma cada dia uma das considerações seguintes para torná-las objeto de tuas orações, conforme o método de meditação expedido na primeira parte, quanto a preparação e afetos, pondo-te antes de tudo na presença de Deus e pedindo-Lhe graça para te firmares sempre mais no amor a Ele e no seu serviço.

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(SALES, São Francisco de. Filoteia ou a Introdução à Vida Devota. Editora Vozes, 8ª ed., 1958, p. 353-353)

Afetos que se devem seguir a este Exame

Parte V
Capítulo VIII

Depois de reconheceres o teu estado, excita em tua alma estes afetos:

Se fizeste algum progresso, por pouco que seja, agradece a Deus e reconhece que O deves unicamente a Sua misericórdia.

Humilha-te diante de Deus, protestando que é por tua culpa que não tens adiantado mais, porque não correspondeste com fidelidade, ânimo e constância as suas inspirações, luzes e moções, quer na oração quer fora dela. Continue reading

Exame sobre as Paixões

Parte V
Capítulo VII

Demorei-me mais nos pontos antecedentes, que servem para conhecer os progressos feitos na vida espiritual; porque o exame dos pecados tem em mira a confissão daqueles que não aspiram a perfeição. Entretanto, é bom deter-se em cada um desses pontos, considerando o estado da alma e as faltas maiores que se poderão ter cometido.

Mas, para resumir tudo, limitemos este exercício ao exame das paixões e consideremos unicamente o que temos sido e como nos temos comportado quanto aos pontos seguintes: Continue reading

Exame do Estado da Alma para com o Próximo

Parte V
Capítulo VI

Cumpre amar a um marido ou a uma esposa com um amor suave e tranquilo, firme e contínuo, e isso porque Deus assim o quer. O mesmo.
digo dos filhos, dos parentes próximos e amigos, segundo o grau dos laços que nos unem.

Mas, para falar em geral, quais são as disposições do teu coração para com o próximo? Amas sinceramente a todos por amor a Deus? Para o conheceres, relembra-te de algumas pessoas desagradáveis, enfadonhas e mal asseadas; é exatamente aqui onde se mostra o amor ao próximo, por Deus, ainda mais quando se tratam bem aqueles que nos ofenderam por suas ações ou palavras. Continue reading

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