Meditação para o Dia 16 de Dezembro

São tantas e tão consoladoras as vantagens da paciência nas enfermidades que impossível seria enumerá-las todas. Vejamos algumas.

“A paciência – diz o Pe. Lapuente (1) – coloca-nos no auge da vida cristã, porque ela, segundo o apóstolo São Tiago, é a que faz a obra perfeita e dela, como diz a Glosa, nasce a perfeição, à qual se chega pelos oito degraus das bem-aventuranças que Cristo Nosso Senhor pregou na Montanha. E, dessas bem-aventuranças, a última consiste na paciência”

A paciência é, pois, a pedra de toque para conhecer os graus da santidade, conforme o que diz o sábio:

“A doutrina do varão se conhece na paciência, porque, sabendo sofrer, descobre que tem a verdadeira sabedoria e conforma a vida com ela”

A paciência é o sinal certo do amor que temos a Deus. Torna-nos semelhantes a Jesus Cristo Nosso Senhor, cuja vida foi toda um exercício de paciência. Faz ainda mártires, porque não pequeno martírio é superior, sem queixas, blasfêmias e ira, tantas dores da enfermidade.

“A paciência – diz Santo Agostinho – vence todas as coisas adversas, não lutando,não sofrendo, não murmurando, mas dando graças a Deus por tudo!”

A paciência livra dos males eternos, alcança a coroa de glória, fecha a porta do inferno e abre a do Paraíso. É a doença uma boa escola de santidade, porque, sofrendo, exercita a alma na paciência e a paciência leva à perfeição do Amor.

Referências:

(1) La perfecion en las enfermedades – c. X. p. 142

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(Brandão, Ascânio. Breviário da Confiança: Pensamentos para cada dia do ano. Oficinas Gráficas “Ave-Maria”, 1936, p. 375)