Tag: vida cristã (page 1 of 22)

Meios de adquirir a Vida Interior

Meditação para o Sábado da 3ª Semana depois da Páscoa

SUMARIO

Terminaremos as nossas meditações sobre a vida interior, considerando três meios de adquiri-la e de aperfeiçoá-la em nós, a saber:

1.° A vida regrada;

2.° A repressão dos sentidos;

3.° O uso frequente das orações jaculatórias.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De não deixarmos ao capricho o emprego do nosso tempo, mas de seguirmos uma norma de vida que assine a cada dever o seu momento;

2.° De nos guardarmos dos pensamentos inúteis, da curiosidade que quer ver tudo e saber todas as novidades;

3.° De nos exercitarmos, de dia e de noite, na santa prática das orações jaculatórias.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do cântico de Zacarias:

“Sirvamos Deus em santidade e justiça diante d’ele por todos os dias da nossa vida” – Serviamus illi in sanctitate et justitia coram ipso omnibus diebus nostris (Lc 1, 74)

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Felicidade da Vida Interior

Meditação para a Sexta-feira da 3ª Semana depois da Páscoa. Felicidade da Vida Interior

Meditação para a Sexta-feira da 3ª Semana depois da Páscoa

SUMARIO

Para nos penetrarmos cada vez mais da excelência da vida interior, consideraremos a sua influência na nossa felicidade, até neste mundo, e veremos:

1.° A felicidade da alma, que tem uma vida interior;

2.° A desgraça da alma que não tem esta vida divina.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De vigiarmos sobre os nossos sentidos, a nossa imaginação e os nossos pensamentos inúteis, para não cedermos à distração;

2.º De nos acostumarmos à prática das orações jaculatórias, que unem a alma a Deus.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra dos patriarcas:

“Viva o Senhor, em cuja presença estou” – Vivit Dominus… in cujus conspectu sto (1Sm 17, 1)

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Excelência da Vida Interior

Meditação para a Quinta-feira da 3ª Semana depois da Páscoa. Excelência da Vida Interior

Meditação para a Quinta-feira da 3ª Semana depois da Páscoa

SUMARIO

Meditaremos sobre a excelência da vida interior, e para a compreender:

1.° A compararemos com a vida exterior, que é a vida mundana;

2.º Veremos que ela eleva o cristão à altura da vida divina em Jesus Cristo.

— Tomaremos depois a resolução:

1.º De evitarmos tudo o que nos distrai ou atrai, como certas companhias ou certas conversações;

2.º De nos penetrarmos do espírito de Jesus Cristo, perguntando a nós mesmos muitas vezes:

É assim que falaria ou obraria Jesus Cristo?

É este o espírito ou a intenção que dirigiria as Suas palavras ou os Seus atos?

O nosso ramalhete espiritual será a palavra de São João:

“Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo para que nós vivamos por ele” – Filium suum unigenitum misit Deus in mundum, ut vivamus per ilium (1Jo 4, 9)

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Obrigação da Vida Interior

Meditação para a Quarta-feira da 3ª Semana depois da Páscoa. Obrigação da Vida Interior

Meditação para a Quarta-feira da 3ª Semana depois da Páscoa

SUMARIO

Depois de termos aprendido do exemplo de Nosso Senhor em que consiste a vida interior, veremos que esta vida é:

1.° Um dever de razão;

2.º Um dever de fé.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De evitarmos tudo o que distrai, e de nos lembrarmos de tempos a tempos da presença de Deus com um momento de recolhimento de espírito e de reflexão;

2.° De juntarmos às nossas diversas ocupações o frequente uso das orações jaculatórias, e principalmente a prática de oferecer a Deus cada uma das nossas ações.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra de Jacó:

“Em verdade que o Senhor está neste lugar, e eu não o sabia” – Vere Dominus est in loco isto, et ego nesciebam (Gn 28, 16)

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As três virtudes das ovelhas do Bom Pastor

Meditação para o Sábado da 2ª Semana depois da Páscoa. As três virtudes das ovelhas do Bom Pastor

Meditação para o Sábado da 2ª Semana depois da Páscoa

SUMARIO

Meditaremos sobre as três virtudes especiais, que Jesus, o Bom Pastor, exige das Suas ovelhas, a saber:

1.° A Inocência;

2.° A Mansidão;

3.° A Docilidade.

— Tomaremos depois a resolução:

1.º De empregarmos muita simplicidade e mansidão em todas as nossas relações com o próximo;

2.° De gostarmos de consultar outrem e de juntarmos assim a ciência dos outros à nossa própria ciência.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra de Nosso Senhor:

“Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração” – Discite a me quia mitis sum et humilis corde (Mt 11, 29)

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Meios de ter a Paz: a Conformidade com a Vontade de Deus

Meditação para o Sábado da Pascoela. Meios de ter a Paz: a Conformidade com a Vontade de Deus

Meditação para o Sábado da Pascoela

SUMARIO

Meditaremos sobre outro meio de alcançar a paz interior, que é a perfeita conformidade da nossa vontade com a de Deus; e para o compreender, veremos:

1.° Que nenhuma paz é possível com o apego à vontade própria;

2.° Que a perfeita conformidade com a vontade de Deus dá uma deliciosa paz.

– Tomaremos depois a resolução:

1.° De não desejarmos nem outros talentos, nem outra condição, nem outra fortuna senão a que Deus nos deu;

2.° De seguirmos com amor em todas as circunstâncias da vida a vontade de Deus, como os magos que seguiam a estrela que os conduzia a Belém.

Como ramalhete espiritual repetiremos muitas vezes a Deus:

“Pai, seja feita a vossa vontade” – Pater, fiat voluntas tua

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Meios de ter a Paz: a Humildade e a Renúncia à Vida Sensual

Meditação para a Sexta-feira da Pascoela. Meios de ter a Paz: a Humildade e a Renúncia à Vida Sensual

Meditação para a Sexta-feira da Pascoela

SUMARIO

Depois de havermos meditado sobre os obstáculos à paz interior, meditaremos agora sobre dois meios de estabelecer essa paz em nós, a saber:

1.º De opormos aos pensamentos de amor-próprio, que nos perturbam, humildes sentimentos a respeito de nós mesmos;

2.° De renunciarmos a todos os regalos da vida sensual, que preocupam e induzem a buscar-nos a nós mesmos.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra de Deus a Isaías:

“Derivarei sobre a alma humilde e fiel um como rio de paz” – Ecce ego declinabo super eam quasi fluviam paueis (Is 66, 12)

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Obstáculo à Paz: as Tentações e os Escrúpulos

Meditação para a Quinta-feira da Pascoela. Obstáculo à Paz: as Tentações e os Escrúpulos

Meditação para a Quinta-feira da Pascoela

SUMARIO

Meditaremos sobre dois outros obstáculos à paz interior, a saber:

1.° As tentações;

2.° Os escrúpulos.

— Tomaremos depois a resolução:

1.º De nos distrairmos tranquilamente das nossas tentações, logo que as descobrirmos;

2.° De servirmos a Deus com desafogo, confiança e amor, sem nos inquietarmos com o temor de Lhe desagradar.

O nosso ramalhete espiritual será a petição da oração dominical:

“Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal” – Ne nos inducas in tentationes, sed libera nos a malo

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A Virtude da Pobreza de Espírito ou do Desapego

Mês de Maio: A Virtude da Pobreza de Espírito ou do Desapego

Mês de Maio

Breve introdução sobre a Pobreza de Espírito e o Apóstolo Patrono

Há pessoas que querem santificar-se, mas a seu modo; querem amar a Jesus Cristo, mas seguindo as suas inclinações, isto é, sem renunciar aos seus divertimentos, à vaidade dos trajes, às delícias da mesa; amam a Deus, mas se não conseguem tal emprego, vivem inquietas; se lhes tocam na reputação, irritam-se; se não saram de tal doença, perdem a paciência; amam a Deus, mas não se desapegam das riquezas, honras do mundo, vaidade de passar por nobres, sábias, melhores do que as outras. Essas pessoas fazem oração, frequentam os Sacramentos, mas, como têm o coração cheio de afeições terrenas, logram pouco fruto das suas devoções. O Senhor nem sequer lhes fala, porque vê que seria em vão.

Não invejes os grandes do mundo, suas riquezas e honras. Feliz de quem nada mais deseja senão Deus só, podendo dizer, com São Paulino:

“Tenham os ricos suas riquezas, os reis os seus reinos: para mim toda a minha riqueza, todo o meu reino é Cristo”

Podes estar certo de que ninguém vive no mundo mais contente do que aquele que menospreza todas as coisas terrenas e só cuida em cumprir com a vontade de Deus.

Não poucos ricos, não poucos príncipes não encontram a paz no meio da abundância dos bens terrenos, enquanto que muitos irmãos leigos, que vivem recolhidos, pobres e escondidos em sua cela, gozam de uma indescritível satisfação.

“Experimentai e vede quão doce é o Senhor” (SI 33, 9)

Quando, pois, quiserem as criaturas entrar em teu coração para participar daquele amor que deves inteirinho a Deus, repele-as imediatamente, fecha-lhes a porta e exclama:

“Afastai-vos de mim e procurai aqueles que vos desejam: eu entreguei meu coração inteiro e sem reserva a Jesus Cristo, de forma que não há nele mais lugar para vós”

Desapega-te de toda a afeição às coisas terrenas; toda a tua riqueza consiste na virtude, que te protegerá aqui na terra contra os inimigos de tua salvação e além constituirá tua glória no céu. Dize, por isso, muitas vezes ao divino Salvador:

Ó Deus de minha alma: Sois um bem infinitamente maior do que todos os outros bens; Sois o único objeto de todo o meu amor. Nada desejo aqui na terra; mas se me fosse permitido desejar alguma coisa, quereria possuir todos os tesouros deste mundo para renunciá-los imediatamente por amor de Vós. Destruí em mim toda a inclinação que não tiver a Vós por objeto e fazei que eu viva unicamente para Vos agradar

Sumário
I. A sua natureza
II. Do Desapego dos Bens da Terra
III. Do Desapego das Honras do Mundo
IV. Do Desapego dos Homens
V. Do Desapego de Si Mesmo
VI. A Pobreza do Redentor
VII. A Prática da Pobreza e do Desapego
VIII. Orações para alcançar a Virtude do Mês

Mês de Maio: A Virtude da Pobreza de Espírito ou do Desapego. Apóstolo Patrono: São Tomé

Mês de Maio: A Virtude da Pobreza de Espírito ou do Desapego. Apóstolo Patrono: São Tomé

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Obstáculo à Paz: a Vã Alegria e a Má Tristeza

Meditação para a Quarta-feira da Pascoela

SUMARIO

Meditaremos sobre dois outros obstáculos à paz da alma, a saber, a vã alegria e a má tristeza.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De não cedermos à alegria, que embota e distrai a alma, mas de a moderarmos com alguns momentos de reflexão diante de Deus;

2.° Nos acessos de tristeza, de reanimarmo-nos com a confiança em Deus e a esperança do céu.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra da Santíssima Virgem:

“O meu espírito se alegrou por extremo em Deus meu Salvador” – Exultavit spiritus meus in Deo salutari meo (Lc 1, 47)

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