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Preparação próxima ao Natal

Meditação para o 4º Domingo do Advento. Preparação próxima ao Natal

Meditação para o 4º Domingo do Advento

Evangelho segundo São Lucas 3, 1-6

No décimo quinto ano do reinado do imperador Tibério, quando Pôncio Pilatos era governador da Judeia, Herodes, tetrarca da Galileia, seu irmão Filipe, tetrarca da Itureia e da Traconítide, e Lisânias, tetrarca de Abilena, sob o pontificado de Anás e Caifás, a palavra de Deus foi dirigida a João, filho de Zacarias, no deserto.

Começou a percorrer toda a região do Jordão, pregando um batismo de penitência para remissão dos pecados, como está escrito no livro dos oráculos do profeta Isaías:

«Uma voz clama no deserto: ‘Preparai o caminho do Senhor e endireitai as suas veredas. Toda a ravina será preenchida, todo o monte e colina serão abatidos; os caminhos tortuosos ficarão direitos e os escabrosos tornar-se-ão planos. E toda a criatura verá a salvação de Deus.’»

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Coração-Abismo

Meditação para o Dia 22 de Dezembro

O coração humano é abismo insondável. Nada o satisfaz na terra. A Escritura o compara às profundezas do oceano – Abyssum, et cor hominum investigavit (Ecle 42, 18). Esse coração busca a felicidade e nunca, ainda que lhe deem tudo que deseja e a que aspira, e tudo que é desejável e possível neste mundo, nunca estará satisfeito. Continue reading

O Deserto que Chora

Meditação para o Dia 20 de Dezembro

Contam os viajantes, que à noite, quando os vendavais sopram furiosamente as areias do deserto, ouve-se ao longe como que um soluço, um gemido angustiado.

“Escuta – diz o árabe – escuta o deserto! Não ouves como ele chora? Chora, coitado, porque desejaria tanto ser uma campina, um prado verdejante!”

“Eis aí o coração do homem”, diz com felicidade um Autor. O pecado fez do nosso coração, outrora campo florido e embalsamado, um enorme, árido e triste deserto. Uma solidão horrorosa. Mas esse deserto vivo tem consciência de sua enorme desgraça e quer reverdecer e reflorir. E se queixa, e chora desolado. Continue reading

Imitar o Verbo Encarnado

Meditação para a Terça-feira da 3ª Semana do Advento. Imitar o Verbo Encarnado

Meditação para a Terça-feira
da 3ª Semana do Advento

Sumário

Meditaremos o nosso terceiro dever para com o Verbo Encarnado, que consiste em imitá-Lo; e veremos:

1.° Que o desígnio de Deus, decretando a Encarnação, foi dar-nos o Verbo Encarnado por modelo;

2.° Que a excelência deste modelo nos convida a imitá-Lo.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De comparar muitas vezes os sentimentos de Jesus Cristo com os nossos, particularmente com relação ao amor da cruz, da pobreza, da preeminência;

2.° De entrar dentro em nós antes de cada ação ou de cada determinação, para fazer esta pergunta a nós mesmos:

Que faria ou que pensaria Jesus Cristo?  – Quid nunc Christus?

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do Salvador:

“Dei-vos o exemplo, para que como eu fiz assim, façais vós” – Exemplum dedi vobis, ut quem admodum ego feci vobis, ita et vos faciatis (Jo 13, 15)

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Vida, minha vida, por que te Perturbas?

Meditação para o Dia 17 de Dezembro

Nos dias que antecederam a vinda do Salvador, contam as tradições, o templo de Jerusalém se enchia de rumores e sinais estranhos. Um doutor da lei, testemunha desses prodígios, exclamou:

“Templo, ó Templo, que tens? Por quete perturbas?” – ‘E, falando eu de outro templo – diz Lacordaire – maior que o de Jereusalém, o templo da vida humana, digo também, com o mesmo acento melancólico: ‘Ó vida! Ó vida! por que te perturbas? Não encontrarás jamais repouso? Não te acalmas?'”

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Vantagens da Paciência nas Enfermidades

Meditação para o Dia 16 de Dezembro

São tantas e tão consoladoras as vantagens da paciência nas enfermidades que impossível seria enumerá-las todas. Vejamos algumas.

“A paciência – diz o Pe. Lapuente (1) – coloca-nos no auge da vida cristã, porque ela, segundo o apóstolo São Tiago, é a que faz a obra perfeita e dela, como diz a Glosa, nasce a perfeição, à qual se chega pelos oito degraus das bem-aventuranças que Cristo Nosso Senhor pregou na Montanha. E, dessas bem-aventuranças, a última consiste na paciência”

A paciência é, pois, a pedra de toque para conhecer os graus da santidade, conforme o que diz o sábio:

“A doutrina do varão se conhece na paciência, porque, sabendo sofrer, descobre que tem a verdadeira sabedoria e conforma a vida com ela”

A paciência é o sinal certo do amor que temos a Deus. Torna-nos semelhantes a Jesus Cristo Nosso Senhor, cuja vida foi toda um exercício de paciência. Faz ainda mártires, porque não pequeno martírio é superior, sem queixas, blasfêmias e ira, tantas dores da enfermidade.

“A paciência – diz Santo Agostinho – vence todas as coisas adversas, não lutando,não sofrendo, não murmurando, mas dando graças a Deus por tudo!”

A paciência livra dos males eternos, alcança a coroa de glória, fecha a porta do inferno e abre a do Paraíso. É a doença uma boa escola de santidade, porque, sofrendo, exercita a alma na paciência e a paciência leva à perfeição do Amor.

Referências:

(1) La perfecion en las enfermedades – c. X. p. 142

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(Brandão, Ascânio. Breviário da Confiança: Pensamentos para cada dia do ano. Oficinas Gráficas “Ave-Maria”, 1936, p. 375)

Almas Reparadoras

Meditação para o Dia 15 de Dezembro

Hoje, mais do que em tempo algum, o mundo, para se salvar, tem necessidade de almas generosas, de almas reparadoras.

“A necessidade de reparar – escreve o admirável Pe. Plus, S. J. (1) – não se impõe somente como dedução dos princípios sobre que assenta a nossa fé católica e, especialmente, a doutrina do Corpo Místico e o Dogma da Redenção, impõe-se também como consequência forçosa de um ensinamento formal, constante e muitas vezes repetido de Nosso Senhor! Não nos soa ao ouvido a palavra de Jesus: – Fazei penitência! Fazei penitência! Que é a penitência? Reparação. Continue reading

Sermão sobre o Amor pelos Prazeres

Sermão sobre o Amor pelos Prazeres

Sermão para o 3º Domingo da Quaresma

SUMÁRIO

Exordio. — A história do Filho pródigo é um quadro da vida humana e uma perfeita imagem das graças da penitência.

Proposição e divisão.1.° Os prazeres são mananciais de dores; 2.° As dores são mananciais de prazeres.

1.º Ponto. Como sucedeu com o pródigo, os cristãos que se entregam aos prazeres caem, pelo próprio excesso desses prazeres, num abismo de dores; e o corpo e a alma desses infelizes são vítimas de perniciosos efeitos; são como que escravos de si mesmos.

2.º Ponto. A semelhança do pródigo, podem por meio da dor, estar na posse tranquila duma perfeita alegria. As tristezas da Penitência são salutares, e são fecundas em consolações e alegrias.

Peroração. O homem desprendido dos prazeres não achará a morte inexorável, nem cruel.

Homo quidam habuit duos filios, et dixit adolescentior ex illis patri: Pater, da mihi portionem substantiœ quœ me contingit.

Um homem tinha dois filhos, e o mais novo disse um dia ao pai: Meu pai, dê-me a parte da herança que me cabe.

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Confiança-Barômetro

Meditação para o Dia 12 de Dezembro

“Nossa confiança – diz o Pe. Paulo de Jaeguer, S.J. – é, infelizmente, como um barômetro: abaixa com a chuva e sobe com o tempo bom” (1)

Sentimos na oração, na santa comunhão, um fervor delicioso, um recolhimento doce, lágrimas de ternura: sobe nossa confiança. Depois, vêm logo, muitas vezes, uma aridez torturante, fadiga, distrações na oração, provações, etc. Que frieza! Julgamo-nos tíbios e indiferentes. A tempestade, a chuva, a borrasca, as trevas. Nossa confiança desce e desce muito. Continue reading

No Jardim da Misericórdia

Meditação para o Dia 11 de Dezembro

“Quando tivermos deixado esta terra de exílio – escreve piedoso autor – e nossos olhos se entreabrirem aos esplendores e encantos do além, tudo nos será revelado. Como nos havemos de felicitar então pela nossa confiança obstinada em Nosso Senhor! Como nos alegraremos por ter tido uma confiança tão imensa como a nossa imensa miséria”

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