Meditação para o Dia 16 de Novembro

Escuta, filho querido e saudoso, a voz de tua santa mãe, agora no seio da vida eterna. Ela ainda te ensina a amar e a servir a Deus, ainda te fala da virtude e do bem. Não queiras manchar a tua alma no pecado nem trair a respeitável memória de tua santa mãe. Escreveu o Padre Perreupe a um amigo que houvera perdido a mãe:

“Meu caro: a terra é a cidade da ilusão, do sonho, da dúvida. As realidades verdadeiramente dignas deste nome estão num mundo melhor. Quando os entes que amamos vão dormir no Senhor, não ficam perdidos para nós, e a palavra “órfão” não me parece cristã. Sei o que são as dores que te afligem. Só o tempo e a Mão da Providência as podem mitigar. Abraço-te, meu filho, e apraz-me dizer-teque tua mãe, como um anjo da guarda, protege, por ordem de Deus, a tua juventude. Ela te fala ainda ao coração. Quando, na tua alma, ouvires o eco de um bom desejo, de uma boa inspiração, de uma resolução generosa, fica atento: ele reflete a voz que tanto amavas. Se, quando és tentado pelo pecado ou seduzido pelas coisas proibidas, ouves, dentro de ti, como que o murmúrio de uma reprovação, acata-o: é a voz de tua mãe. Se um dia essa voz te convidar a te chegares com mais ternura a esse Deus que abençoou a tua infância e se te repreender por te afastares do altar de tua primeira comunhão; se ela avivar em ti recordações que fazem chorar e que triunfam sempre nos corações nobres, ouve-a, e te salvarás. É a voz de tua mãe”

Como é bom ouvir sempre no coração a voz de uma santa mãe!

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(Brandão, Ascânio. Breviário da Confiança: Pensamentos para cada dia do ano. Oficinas Gráficas “Ave-Maria”, 1936, p. 343)