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Não está Morta, mas Dorme!

Meditação para o Dia 11 de Junho

“Falando-lhe ainda, veio um príncipe da sinagoga, dizendo-lhe: Morreu a tua filha, para que afadigas mais o Mestre? Não queiras incomodá-lO. Mas Jesus, tendo ouvido o que diziam, disse ao príncipe da sinagoga, ao pai da menina: Não temas; crê somente e será salva. E não consentiu que alguém O seguisse senão Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago. Chegando, pois, à casa do príncipe da sinagoga, vê os tocadores de flauta e uma turba de povo fazendo barulho, e todos chorando e fazendo grandes prantos. Havendo, pois, entrado, disse-lhes: Para que vos turbais e estais chorando? Não choreis, retirai-vos, porque não está morta a menina, mas dorme” (1)

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Agora e na Hora de nossa Morte!

Meditação para o Dia 25 de Maio

A mãe não assiste indiferente à agonia de um filho. Nossa Senhora, a melhor e mais santa e perfeita das mães, há de ser indiferente para conosco nos últimos e terríveis momentos de nossa vida? São João de Deus, nas lutas de uma agonia dolorosa, queixou-se à Virgem Santíssima:

“Ó minha Mãe, não Vos sinto ao meu lado para amparar-me!”

– “Oh! Meu filho, responde Maria, não é meu costume abandonar, em tal hora, os meus servos fiéis. Quem todos os dias repetiu na “Ave-Maria”: Rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte, poderá morrer sem a proteção da Mãe de Deus?”

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Onde Cai a Árvore, aí Fica!

Meditação para o Dia 12 de Abril

Quando se vive na casa de Deus e ao lado de Nosso Senhor, é preciso ter confiança, principalmente na hora da morte. Das almas devotas do seu Coração, disse Nosso Senhor a Santa Margarida Maria:

“Serei, na hora da morte, seu Refúgio seguro”

Por que tremer? Nossos pecados? Oh! Basta um olhar de amor e de arrependimento e firme propósito. E o Bom Ladrão e Madalena, e o Publicano, e o Filho Pródigo? A hora da morte é a última hora do tempo da misericórdia. Não seremos abandonados. Confiança! Continue reading

Hora Solene!

Meditação para o Dia 11 de Abril

Soror Elisabete da Trindade dizia na hora da morte:

“Como é solene a hora em que me acho!”

Solene, sim, porque era a de sua passagem para a Eternidade, era a hora de se apresentar à Justiça Divina.

“Experimento – acrescentou ela – um sentimento indefinível, algo da Justiça e da Santidade de Deus. Acho-me tão pequenina e desprovida de méritos! Como é preciso dar confiança aos agonizantes!” (1)

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Partiram Antes…

Meditação para o Dia 10 de Fevereiro

Não choremos os nossos mortos como quem não crê na ressurreição da carne, como os que não têm esperança. A saudade é amarga e dolorosa, e as lágrimas não podem deixar de correr quando o golpe da morte nos vem arrebatar os que tanto amamos. Chorar os nossos mortos não é um mal. Nosso Senhor não chorou sobre a sepultura de Lázaro? A fé não nos condena à insensibilidade, à dureza de coração. Sim, deixemos que corram essas lágrimas saudosas e irreprimíveis. Choremos, sim, os nossos mortos, mas choremos como quem tem fé. Um dia os veremos na verdadeira Pátria, onde não haverá mais luto nem dores. Olhemos para o Céu e enchamos o coração de esperanças. Também nós partiremos, um dia, e tornaremos a ver aqueles que tanto amamos neste mundo. Os que partiram, não os que perdemos para sempre. São Cipriano escreveu,numa bela carta de consolação, este pensamento:

“Não choreis desesperadamente os que o Senhor livrou deste mundo. Eles partiram antes, numa viagem que também havemos de fazer”

Entre os que viajam neste mundo, por terra ou por mar, uns chegam antes, e outros, depois. Uns vêm adiante, e outros, atrás. Os que morreram, meus caros, partiram antes, apenas. Consolemo-nos! Não iremos também depois e não veremos os nossos que já chegaram?

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(Brandão, Ascânio. Breviário da Confiança: Pensamentos para cada dia do ano. Oficinas Gráficas “Ave-Maria”, 1936, p. 51)

Meditação sobre a Morte

Capítulo XIII

PREPARAÇÃO

1. Põe-te na presença de Deus.
2. Pede a Deus que te inspire.
3. Imagina que te achas enfermo, no leito de morte, sem nenhuma esperança de vida.

CONSIDERAÇÃO

I. Considera, minha alma, a incerteza do dia da morte. Um dia sairás do teu corpo. Quando será? Será no inverno ou no verão ou em alguma outra estação do ano? No campo ou na cidade, de noite ou de dia? Será dum modo súbito ou com alguma preparação? Será por algum acidente violento ou por uma doença? Terás tempo e um sacerdote para te confessares? Tudo isto é desconhecido, de nada sabemos, a não ser que havemos de morrer indubitavelmente e sempre mais cedo que pensamos. Continue reading

Os Esquecidos

A Morte: como são esquecidas as almas!

Como são Esquecidos os Mortos!

Meditação para o dia 09 de Novembro

Santo Agostinho se queixava de que os mortos são muito esquecidos. Realmente. Vai-se logo a memória dos defuntos com os últimos dobres do sino e as derradeiras flores lançadas sobre a sepultura. Quando morremos, partimos para aquela região que a Escritura chama terra oblivionis — a terra do esquecimento. Não tenhamos muita vaidade nem ilusões. Seremos esquecidos!

Quem se lembrará de nós alguns anos após a nossa morte? Talvez uma lembrança vaga, uma evocação de saudade muito apagada. E como somos orgulhosos hoje! Tanto nos fere a mágoa um esquecimento mesmo involuntário! Felizes os que se desiludem e se desapegam das amizades e vanglorias da terra antes que chegue a Mestra e Doutora da Vida — a Morte!

Como se compadecem todos dos enfermos! Que carinho e solicitude e mil sacrifícios em torno do leito de um pobre doente que geme! Porém, veio a morte. Pranto, homenagens sentidas, flores, túmulos, necrológios, e… esquecimento. Hoje afastam a ideia da morte como se fôssemos todos imortais. É mister esquecer os defuntos, deixá-los no túmulo, evitar esta preocupação doentia da morte e da eternidade. Continue reading

Depois da Morte…

Cemitério de São Patrício, em Londres

Cemitério de São Patrício, em Londres (St. Patrick’s Cemetery)

Com a morte tudo se acaba?

Meditação para o dia 03 de Novembro

Sim, é verdade, com a morte tudo se acaba. Lá se vão as riquezas, as honras, o luxo, as glórias terrenas e até nosso pobre corpo tão miserável se transforma num monturo asqueroso e horrível. Vamos ao pó donde viemos. Tu és pó e em pó te hás de tornar. Seremos quanto ao corpo, nada, pó, um punhado de lodo. Todavia, temos uma alma imortal, criada à imagem e semelhança de Deus, e esta não se acaba. É espiritual. Separa-se do corpo que ela vivificou, mas não morre. A morte não é mais do que a separação da alma do corpo. Então nem tudo se acaba na morte. Fica o principal, a alma.

Fica tudo — uma alma remida pelo Sangue de um Deus.

Não somos um bruto que nasce, cresce, morre e desaparece num monturo para sempre.

Um amigo de Sócrates, o célebre filósofo grego condenado à morte, perguntou-lhe antes que o veneno da cicuta arrebatasse a preciosa vida:

— Tem algum deseja para que o cumpramos? Porventura alguma disposição sobre o enterro?

— Que querem? Meu amigo, pensam então em me sepultar? Podem enterrar meu corpo, mas a mim não poderão sepultar.

Resposta de um pagão consciente da sua imortalidade. Continue reading

Morte duma Menina

Meditação para o Dia 30 de Setembro

1. Senhor, nesta hora acaba de expirar minha filha; mas vem, impõe tua mão sobre ela, e viverá“. A única filha de pais nobres e ricos teve de morrer na flor dos anos. Não confies jamais em juventude, robustez, saúde e recursos. A morte sempre te acompanha, e este ou outro dia, talvez já próximo, será teu último. Não será provável que seja o de hoje? Pode ser, mas não é impossível. Estás preparado para morrer? Aguardar-te-á, pelo menos, um longo purgatório? Que loucura, não fazer tudo para aplacar neste mundo a justiça de Deus e pagar as dívidas até ao último vintém, agora que custa pouco e que é meritório! Continue reading

Do número dos pecados

Abismo

Omnia in mensura et numero et pondere disposuisti – “Dispuseste tudo com medida e conta e peso” (Sb 11, 21)

Sumário. É sentimento de muitos Santos Padres, que Deus, assim como determinou para cada homem o número dos dias de vida que lhe quer dar, do mesmo modo fixou para cada um deles o número dos pecados que lhe quer perdoar e completado esse número não perdoa mais. Quem sabe, meu irmão, se depois dessa primeira satisfação indigna, depois do primeiro pensamento consentido, depois do primeiro pecado cometido, não quererá o Senhor castigar-te com uma morte repentina? O que então seria de ti por toda a eternidade?
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