Almas Reparadoras

Meditação para o Dia 15 de Dezembro

Hoje, mais do que em tempo algum, o mundo, para se salvar, tem necessidade de almas generosas, de almas reparadoras.

“A necessidade de reparar – escreve o admirável Pe. Plus, S. J. (1) – não se impõe somente como dedução dos princípios sobre que assenta a nossa fé católica e, especialmente, a doutrina do Corpo Místico e o Dogma da Redenção, impõe-se também como consequência forçosa de um ensinamento formal, constante e muitas vezes repetido de Nosso Senhor! Não nos soa ao ouvido a palavra de Jesus: – Fazei penitência! Fazei penitência! Que é a penitência? Reparação.

O mundo, chafurdado na lama da sensualidade, saturado de orgulho sacrílego, tem necessidade de almas reparadoras. E são poucas! Quem nos dera uma legião de almas como Simone Dennriel, cujo brado é o de todos os corações generosos que hoje se imolam no altar da reparação. –Tenho necessidade de sofrer – escreve ela (2) – quero sofrer, porque Jesus sofreu por mim, porque Deus o pede em expiação dos crimes do mundo. Quero sofrer,porque o sofrimento é a mais poderosa das orações… Porque o sofrimento eleva e purifica… Quero sofrer, porque a felicidade se encontra no sofrimento e a minha alma, anseia pela verdadeira felicidade. Sofrer, sofrer durante cem anos, se preciso for, para salvar almas e dar glória a Deus… Tenho necessidade de oração contínua, que é a força da alma e a chave do Céu. A oração une a Jesus e ajuda a suportar tudo para sua glória. A oração é irmã do sofrimento. Ambos se unem para se oferecerem a Deus e salvarem o mundo. Jesus não os separou na sua vida oculta, nem na Paixão, nem na cruz”

Referências:

(1) A reparação por nós mesmos – c. II
(2) Une âme réparatrice – Simone

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(Brandão, Ascânio. Breviário da Confiança: Pensamentos para cada dia do ano. Oficinas Gráficas “Ave-Maria”, 1936, p. 374)

3 Comments

  1. Ao ler o título, admito que primeiramente pensei em almas que “reparam” no sentido de curar outras almas, seja como for.
    Lendo o texto, compreendi a necessidade da penitência, de almas que se doam em sofrimento pela salvação de outras. Mas não ficou claro (para mim, leiga) o que seria esse sofrimento. Há pessoas que fazem penitências físicas. Há santos que tiveram sofrimentos físicos. Mas quando alguém se doa emocionalmente com vistas a ajudar uma pobre alminha, suportando os pesares (sofrimentos) da tarefa, esse alguém também é uma alma reparadora?
    Peço desculpas caso minhas divagações não sejam pertinentes para os comments (admito que, lendo o texto, fui tecendo muitas outras que não caberiam aqui!)
    Como eu disse em outro comentário, que Deus lhe auxilie com sabedoria em seu belo apostolado.

  2. Gabriel

    16 dezembro, 2018 at 8:48

    Salve Maria!
    De forma bem simples, podemos classificar os sofrimentos em voluntários e involuntários. No qual:

    Voluntários: dizem respeito às penitências (ou mortificações, como também são chamados). Ou seja, todos os atos voluntários aos quais dizemos não a nós mesmos a fim de mortificarmo-nos, unindo estes pequenos sofrimentos em união com as dores de Cristo Crucificado, por amor, e oferecendo-os pela conversão de alguém, por reparação e etc. Estes podem ser físicos, gastronômicos e etc.

    Involuntários: são sofrimentos que não temos como escapar e que Deus permite acontecer, como as enfermidades, a morte de um ente querido, etc. Dentre estas, a enfermidade é um dos que mais temos oportunidade de santificação – vemos isto claramente na vida de muitos Santos, como Santa Teresinha, por exemplo -, ao qual também devemos aceitar com total resignação e agradecimento, unindo tais sofrimentos à Cristo Crucificado.

    Pelos sofrimentos, fazemo-nos participantes mais íntimos das dores de Cristo. Roguemos à Virgem Dolorosa para que nos conceda a graça de saber sofrer por amor a Jesus e oferecer tais atos pela salvação das almas!

  3. Agradeço a resposta, foi muita gentileza!

    Quando se busca aperfeiçoamento na vida de santidade, aparecem sofrimentos. Mas quando aparecem sofrimentos, aos poucos aparecem respostas, oferecendo-nos maneiras mais doces de se olhar os sofrimentos e fazer algo divino com eles.

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