Meditação para o Dia 25 de Maio

A mãe não assiste indiferente à agonia de um filho. Nossa Senhora, a melhor e mais santa e perfeita das mães, há de ser indiferente para conosco nos últimos e terríveis momentos de nossa vida? São João de Deus, nas lutas de uma agonia dolorosa, queixou-se à Virgem Santíssima:

“Ó minha Mãe, não Vos sinto ao meu lado para amparar-me!”

– “Oh! Meu filho, responde Maria, não é meu costume abandonar, em tal hora, os meus servos fiéis. Quem todos os dias repetiu na “Ave-Maria”: Rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte, poderá morrer sem a proteção da Mãe de Deus?”

Oh! Não! Tenhamos confiança! Se o pensamento da morte nos horroriza, se temos receio dos últimos combates da agonia, confiança em Nossa Senhora! Não seremos desamparados.

O Menológio cistercense conta de um monge que, na hora da morte, cercado de seus irmãos, sorria feliz e tranquilo, enquanto os monges oravam junto ao leito de agonia, cheios de terror ao espetáculo da morte que iam contemplar. E, pensando na Eterna Justiça, que vê faltas e imperfeições até nos seus Anjos, pediram todos a misericórdia Divina para o agonizante. Admirado por ver sorrir o monge naquela hora tão grave e solene, pergunta-lhe um dos irmãos:

“Que é isto, meu irmão? Nosso Padre São Bernardo, em igual momento extremo, tremia apavorado, e tu ris?”

– “Ah! Meu irmão, responde o moribundo, como não me hei de alegrar? Tenho aqui presente Nossa Senhora, que me dá força e vence o demônio”

E expirou com doce sorriso.

Ó Maria, livrai-nos do inimigo
e, na hora da morte, recebei-nos!

“Tu nos ab hoste protege
Et hora mortis suscipe”

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(Brandão, Ascânio. Breviário da Confiança: Pensamentos para cada dia do ano. Oficinas Gráficas “Ave-Maria”, 1936, p. 160)