Meditação para o Dia 11 de Novembro

A saudade de nossos mortos é cruciante e amarga. Sentimos um vácuo profundo,quando a morte nos rouba algum ente querido. Abre-se a ferida e parece que nunca mais se cicatrizará. Só o tempo consegue suavizar um pouco a dor.Contemplemos Nossa Senhora da Soledade, naquelas horas amargas em que Ela chorava a ausência cruel do seu Amado Filho. Juntemos nossa saudade a saudade de Maria. Ela também experimentou as saudades de um filho e a tristeza da viuvez. Consolemo-nos. Nossos mortos queridos terminaram a sua peregrinação pelo mundo. Chegaram à Pátria, onde um dia os tornaremos a ver. A vida passa tão depressa! Não choramos quando alguém que amamos se ausenta de nós por alguns dias, porque temos certeza de que depressa o veremos de novo. Que é, afinal, a vida, em comparação com a Eternidade? Um dia, uma hora, um minuto, um segundo, menos ainda! O tempo passará veloz sobre nós e não tardará a chegar a hora de nossa partida, a hora de vermos de novo os que tanto amamos na terra. A saudade cristã, toda feita de esperança, desaparecerá, para nunca mais nos torturar, quando, contemplando no Céu a Eterna Beleza, amarmos, com amor puro, eterno, os que hoje choramos com uma saudade amarga e cruel, que nos dilacera o peito!

Voltar para o Índice do Breviário da Confiança

(Brandão, Ascânio. Breviário da Confiança: Pensamentos para cada dia do ano. Oficinas Gráficas “Ave-Maria”, 1936, p. 338)