Tag: finados

A Saudade de Nossos Mortos

Meditação para o Dia 11 de Novembro

A saudade de nossos mortos é cruciante e amarga. Sentimos um vácuo profundo,quando a morte nos rouba algum ente querido. Abre-se a ferida e parece que nunca mais se cicatrizará. Só o tempo consegue suavizar um pouco a dor.Contemplemos Nossa Senhora da Soledade, naquelas horas amargas em que Ela chorava a ausência cruel do seu Amado Filho. Juntemos nossa saudade a saudade de Maria. Ela também experimentou as saudades de um filho e a tristeza da viuvez. Consolemo-nos. Nossos mortos queridos terminaram a sua peregrinação pelo mundo. Continue reading

Chorar Cristãmente os Mortos

Meditação para o Dia 05 de Novembro

A Religião de Nosso Senhor Jesus Cristo não proíbe que choremos os nossos mortos queridos. Podemos, pois, render a estes o tributo de nossas lágrimas e de nossas saudades. Com esta pobre natureza, como ficarmos insensíveis ante a morte de um ente estremecido? Como nos custa ver arrebatados pela morte os entes com os quais convivemos, nosso pai, nossa mãe, nosso filho, nosso irmão, nosso amigo!… A Religião, se bem que nos ensine a ser fortes na dor e a meditar na Paixão de Jesus Cristo, não nos veda aquelas lágrimas e saudades. Continue reading

Ressurreição Final

Ressurreição Final - Sermões de Bossuet

III. Sermão da Ressurreição Final – Dia de Finados

SUMÁRIO

Exordio. A morte é obra do pecado e do demônio. Jesus Cristo, destruindo o pecado, triunfa da morte.

Proposição, divisão. Nós devemos concorrer para a operação da graça que nos ressuscita pela palavra, pelo corpo e pelo espírito de Jesus Cristo.

1.° Ponto — Dirigem-se duas palavras aos mortos, porque há duas partes no homem e ambas têm a sua morte: assim como o corpo morre quando perde a sua alma, assim o espírito morre quando perde o seu Deus. Deus há de reconstituir o corpo que serviu a alma e há de reuni-los tomo o requer a sua sabedoria.

2.° Ponto — O corpo de Jesus Cristo é o modelo, o penhor e o princípio da ressurreição do nosso corpo.

3.° Ponto — O Espírito Santo habita em nossas almas. Há como que um sagrado enlace entre o nosso espírito e o espírito de Deus. Nesta união o corpo acompanha a alma como sendo uma parte do seu dote. O espírito que ressuscitou Jesus Cristo há de ressuscitar-nos também.

Peroração — Desprendamo-nos da vida, da saúde e da vaidade, e morreremos sem aflição para ressuscitar com glória.

Novissima inimica destruetur mors
O último inimigo a ser destruído há de ser a morte (1 Cor 15, 26)

Continue reading

Os Esquecidos

Meditação para o Dia 03 de Novembro

Quando morremos, vamos para aquela região que o salmista denomina Terra Oblivionis – “Terra do Esquecimento”. Já Santo Agostinho dizia, com mágoa:

“Oh! Como nos esquecemos dos nossos mortos!”

E São Francisco de Sales acrescentou:

“Não nos lembramos bastante dos nossos mortos; tanto é assim que não falamos muito deles. Fugimos do assunto como de uma coisa funesta”

Continue reading

Pensamentos Consoladores do Purgatório

Meditação para o Dia 02 de Novembro

Segundo um dos biógrafos de São Francisco de Sales, o santo dizia e sempre repetia que, em sua opinião, devemos tirar mais consolação do que temor do pensamento do Purgatório. Verdade é que, naquele lugar de expiação, são tão grandes os tormentos que não se lhes podem comparar as maiores dores desta vida. Mas também as alegrias interiores são lá de forma tal que não há neste mundo prosperidade nem alegria que as igualem. E quereis saber por que consola o pensamento do Purgatório? Continue reading

As Últimas Vontades dos Mortos

Funeral Católico: Respeitemos os Mortos!

Meditação para o dia 29 de Novembro

Somos obrigados a executar com justiça e consciência as últimas vontades dos nossos mortos. O que no leito de morte nos pediram, o que deixaram em testamento seja respeitado, porque daremos contas severas a Deus desta tremenda injustiça se lesarmos os direitos dos mortos e não cumprirmos suas últimas vontades.

As pobres almas do purgatório são vítimas da Justiça de Deus, porque devem expiar seus pecados, e muitas vezes também vítimas das injustiças dos homens. Herdeiros que defraudam os bens dos mortos e nem se lembram de lhes sufragar a pobre alma com uma só Missa! Filhos que discutem e se odeiam por uma miserável herança e cometem toda sorte de injustiças, lesando-se mutuamente numa louca ambição, ao invés de em paz honrarem a memória dos pais e cumprirem as cláusulas dos testamentos. É uma das mais tremendas injustiças. Lesar os vivos é um pecado, mas lesar os mortos tirando-lhes os sufrágios por injustiça, é um pecado que só pode atrair a vingança de Deus. Diz o Espírito Santo que haverá um juízo sem misericórdia para quem não usou de misericórdia.

“Que juízo tremendo e duro não há de ser o de quem defraudou os direitos dos mortos ? Lesar um pobre, disse o Quarto Concilio de Cartago, é se fazer assassino do pobre”

Que não será o que lesa o direito das pobres almas? Continue reading

O Dia dos Mortos

Dia dos Fiéis Defuntos

Dia dos Fiéis Defuntos, pintura de William Adolphe Bougereau (1825-1905)

Dia de Finados: os Fiéis Defuntos

Meditação para o dia 02 de Novembro

É o dia dos fiéis defuntos em toda Igreja. Uma lembrança dos que já passaram e dormem o sono da paz. Qui dormiunt in somno pacis.

Toda a Liturgia recorda o dogma do purgatório e pede-nos orações pelos nossos mortos. A Igreja se cobre de luto e os sacerdotes podem, neste dia, celebrar três vezes o Santo Sacrifício. As multidões afluem aos cemitérios. É a lembrança de nossos mortos despertada. Avivam-se as saudades. Finados! Dia dos mortos! Lembramo-nos deles apenas com algumas flores e umas lágrimas que com o tempo se vão estancando, ou procuramos sufragar-lhes as pobres almas que talvez ainda estejam sofrendo no purgatório? Este dia nos foi dado pela Igreja, não para as pompas e manifestações de um sentimentalismo estéril, mas para sufrágio dos mortos. Como se esquecem disto muitos cristãos! Multidões que enchem os cemitérios, sorrindo e até brincando muitas vezes, sem orações, sem um pensamento sobrenatural dos mortos! Santifiquemos este dia. Seja, sim, o dia da nossa saudade, mas principalmente seja o do nosso sufrágio. Continue reading

Dia de Finados

Meditação para o Dia 02 de Novembro

1. A infinita justiça e a incompreensível pureza de Deus não admitem no céu nada que não seja perfeitamente puro. As almas do purgatório sofrem males terríveis. Querendo arremessar-se a Deus, qual flecha ao alvo, são sempre repelidas, crescendo-lhes a saudade infinita que sentem sem cessar. Sofrem, além disto, penas que excedem as maiores desta vida. Acham-se entre estas almas talvez parentes teus, que com as outras bradam:

“Compadecei-vos, ao menos vós outros que sois meus amigos, porque a mão do Senhor me feriu”

Continue reading

Comemoração dos Fiéis Defuntos

Por Dom Henrique Soares da Costa

Hoje, a Igreja recolhe-se em oração pelos seus filhos que já partiram desta vida. Para os cristãos, não se trata de um simples dia de saudade, mas de oração pelos fieis de Cristo que já partiram para a Casa do Pai na firme esperança da ressurreição. Vêm à nossa mente e ao nosso coração tantas perguntas:

Que é a morte?
Que é a vida que termina com a morte?
O que há após a morte?

São interrogações que devemos responder à luz da fé, à luz do Cristo, nosso Deus e nossa Vida!

Num mundo que já não crê e não tem quase nada a dizer sobre a vida e sobre a morte, a Palavra de Deus nos ilumina:

“Irmãos, não queremos que ignoreis o que se refere aos mortos, para não ficardes tristes como os outros, que não têm esperança” (1Ts 4,13).

O cristão não pode encarar a morte como os pagãos; nós temos uma esperança, e ela se chama Jesus Cristo, Aquele que disse “Eu sou a Ressurreição, Eu sou a Vida” (Jo 11,25)! Continue reading

“Jesus chorou… Vede como ele o amava”

Dom Rodolfo Luís Weber – Arcebispo de Passo Fundo

O Dia de Finados coloca o drama humano da morte. Ter consciência da finitude e conviver com a morte suscita interrogações e a busca de sentido para o viver e o morrer. Tantos carregam as marcas do sofrimento da morte das pessoas amadas e têm dificuldade de lidar com o luto, as emoções, o vazio. Têm dificuldades para restabelecer a esperança e a alegria de viver.É o retrato da condição humana.

Jesus Cristo, verdadeiro Deus e homem, quando se encontra em situações de morte envolve-se profundamente.

“Quando Jesus a viu (Maria) chorar e também os judeus que a acompanhavam, comoveu-se interiormente e ficou conturbado. (…) Jesus chorou. Diziam, então, os judeus: Vede como ele o amava.” (Jo 11, 33-36).

O enterro da viúva de Naim relata:

“Ao vê-la, o Senhor, encheu-se de compaixão por ela.” (Lc 7, 13)

Às vésperas da sua paixão e morte na cruz rezou:

“Sinto uma tristeza mortal! (…) Afasta de mim este cálice.” (Mc 14, 34-36)

A sede de infinito pode afastar a reflexão sobre o tema do morrer. Morrer, nem pensar! Poucos consideram que viveram o suficiente. Todos se acham no direito de esticar o mais possível a vida na terra; talvez para atingir o limite máximo dos 122 anos, segundo pesquisas de cientistas americanos (cf. ZH, 15/10/2016). Então, o que fazer para saciar este desejo de infinito, de eternidade? Continue reading

© 2019 Rumo à Santidade

Theme by Anders NorenUp ↑