Meditação para o Dia 28 de Setembro

A confiança é tudo na vida de Teresa. A confiança e o abandono. A criancinha não desconfia, um só momento, do amor materno. Entrega-se à mãe, não pensa em si. Seu único ideal é este: amar. E que mais resta a quem se fez criança por amor de Deus senão confiar, e confiar cega e obstinadamente? Oh! Não é bastante a nossa confiança no Coração de Jesus! Há muitos que rezam o CREDO e não creem na Misericórdia! Infelizes! Jesus não há de usar toda a severidade de sua justiça eterna para os que O amam. Por que desconfiar? “É a confiança e só ela que nos há de levar ao amor”, dizia Teresinha (1). A criança tem medo e foge, espavorida, de sua mãe? Oh! Não… Almas que por aí viveis atormentadas e oprimidas pelo temor, imitai a confiança da criancinha, nas vossas relações para com Nosso Senhor! Libertai-vos do jugo de ferro desse medo de Deus, desse mesquinho e vil jansenismo. Eia! Avante! Confiança! Pôr limites à confiança é ousadia, é como querer diminuir a Misericórdia Divina. Se Teresinha se tornou agrande santa que hoje admiramos e contamos nas honras dos altares, deve-o à confiança e ao Amor. A confiança e o Amor foram a senda luminosa de sua vida. Esse caminho pequenino, simples, belo, será o prêmio de nossa generosidade no combate aos nossos pecados, e nos levará ao Coração de Jesus.

“Na verdade, a confiança de Teresinha desentulhou o caminho do Céu” (2)

Referências:

(1)  6e. lettre à Sn. Marie du Sacre Coeur
(2) Expressão do saudoso Cardeal Bourne

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(Brandão, Ascânio. Breviário da Confiança: Pensamentos para cada dia do ano. Oficinas Gráficas “Ave-Maria”, 1936, p. 291)