Author: Gabriel (page 2 of 163)

O Espírito de Perdão

Capítulo 36. O Espírito de Perdão - Livro Rumo à Felicidade, de Fulton Sheen
A ALARMANTE onda de ódio que se espraia pelo mundo moderno é, em grande parte, causada pela culpa: o homem que se odeia a si mesmo, depressa começa a odiar o seu próximo. O5 pecados inconfessados e por vezes negados criam dentro da pessoa um profundo mal-estar… o equilíbrio tem de ser, de qualquer modo, restabelecido; o eu tem, de qualquer maneira, de ser apresentado a uma luz mais favorável. O reto caminho para o conseguir é confessar os pecados e fazer penitência por eles. O caminho errado… que muita gente infeliz hoje segue… é dar-se uma aparência melhor, a si e aos seus pecados, aviltando os outros. Continue reading

Caminho da Casa Paterna

Meditação para o Dia 09 de Julho

“Há muitas moradas na casa de meu Pai”, disse Nosso Senhor, mas, segundo comenta piedoso autor, é um só o caminho para lá chegar: o da Santa Cruz, de que nos fala a Imitação. O filho pródigo não teria voltado à casa paterna se a dor e a miséria o não tivessem batido. E tão grande a misericórdia Divina que nos obriga pelo sofrimento a ter saudades do Céu, desapegando-nos assim de toda vaidade e ilusão deste mundo. Continue reading

Concentração

Capítulo 35. Concentração - Livro Rumo à Felicidade, de Fulton Sheen

Todo este capítulo anda à volta de duas palavras: escape e inscape que o Autor dá um sentido peculiar. Não encontramos na nossa língua termos correspondentes com o mesmo conteúdo semântico. Traduziu-se escape por «evasão», dando a esta palavra o significado de afastamento das inquietações que nascem dos pro­blemas da vida fundadas em Deus, e recurso a tudo o que os faça esquecer; e inscape por «concentração» com o sentido de regresso a Deus, centrando n’Ele a nossa vida e a solução de todos os seus problemas. — N. do T.

É NECESSÁRIO introduzir uma nova palavra na nossa língua, e, embora talvez já tenha sido usada na poesia de Gerald Manly Hopkins, não entrou ainda no uso universal. Esta nova palavra deve ser o oposto de evasão («escape»). Evadir-se quer dizer fugir de uma coisa perigosa, na esperança de encontrar segurança. Deriva de duas palavras latinas: «ex» (de) e «cappa» (capa). Significa, pois, escapar-se de uma prisão, tornar-se livre. Continue reading

Exílio do Coração

Meditação para o Dia 08 de Julho

O mais triste dos exílios é o do coração. Faz sofrer mesmo dentro da família e da pátria. Sofrimento do amor, é inevitável, pois, no dizer do fino psicólogo da Imitação, “não se vive sem amar e não se ama sem sofrer”. As almas nobres sentem no coração um abismo, que nada pode encher. Nem o prazer dos sentidos, nem as honras, nem as glórias, nem o amor da terra. Daí a melancolia dos grandes corações, prova evidente de que esta vida é um exílio, no qual quem mais sofre é o coração. Continue reading

O Pecado Impune

Capítulo 34. O Pecado Impune - Livro Rumo à Felicidade, de Fulton Sheen
POR detrás de toda a tentativa de «se escapar», feito o dano, está a esperança de que nunca se será descoberto. Se há apenas uma inspeção aos livros, pode estar-se razoavelmente certo de que não se descobrirá o roubo; mas se há uma segunda inspeção por um guarda-livros superior, ser-se-á menos tentado a cometer o crime. Nada leva tanto ao mal como a crença de que este mundo é tudo, e de que, para além dele, não há um julgamento ulterior sobre o modo como vivemos e pensamos. Se este mundo é tudo, por que não tirar então dele o maior proveito possível, custe o que custar, contanto que se fique impune? Continue reading

Imobilidade Penosa

Meditação para o Dia 07 de Julho

Imóvel num leito, a sofrer, horas e horas eternas num quarto, silencioso, a contemplar as paredes, os móveis, a contar as tábuas do forro! Gemidos a cada agulhada que fere o corpo, na dor sem alívio! E sempre ali o pobre enfermo, condenado à imobilidade penosa, que já dura, talvez, meses e até anos. É preciso ter experimentado o peso dessa cruz para se avaliar como é duro! Continue reading

Em Deus está a nossa Conservação

Capítulo 33. Em Deus está a nossa Conservação - Livro Rumo à Felicidade, de Fulton Sheen
SE a nossa vontade se puser do lado de Deus, nunca poderemos desanimar, porque o lado que escolhemos, está sempre vitorioso e nunca é ludibriado. Em Deus está a conservação, no mal a ruína. A realidade das coisas encontra-se sempre do lado de Deus.

O mal é, necessariamente, instável, porque vai contra a natureza das coisas segundo foram criadas. Todas as leis da natureza humana nos impulsionam para o nosso destino específico tanto de santidade como de saúde. Se cuidarmos, devidamente, do nosso corpo, obedecendo às regras da saúde, seremos saudáveis; se violarmos essas leis, a nossa revolta trará a doença, e poucos tomariam o devido cuidado consigo, se a violação das leis da saúde não trouxesse algum castigo, como aviso. Continue reading

Coração de Jesus, modelo de Humildade

Discite a me, quia… sum humilis corde — “Aprendei de mim, porque sou humilde de coração” (Mt 11, 29)

Sumário. Oh! Quanto é bela a alma ornada da virtude da humildade! O humilde de coração, diz São Paulino, torna-se o Coração de Jesus Cristo, porque a humildade nos une a este divino Coração. O Filho de Deus veio do céu para nos ensinar a humildade, não somente pelas Suas palavras, mas ainda pelo Seu exemplo. Santo Agostinho falando da humildade de Jesus, diz: Se tal remédio não nos cura do nosso orgulho, difícil será achar-se outro meio de nos livrarmos dele. Aprendamos, pois, de Jesus Cristo a ser humildes.
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Agricultura de Deus

Meditação para o Dia 06 de Julho

Diz o Apóstolo que somos a agricultura de Deus – “Vos agricultura Dei estis”. Nossa alma é o campo. Deus, o Agricultor Celeste. Na parábola do semeador, Jesus compara também o nosso coração à terra, onde cai a boa semente da palavra de Deus. Que faz o bom agricultor? Prepara a terra, cortando-a, revolvendo-a a golpes de enxada e arado. Depois semeia. E, quando nasce a planta, cuida que não a sufoquem os espinhos ou a má erva. Vem a poda e são cortados os ramos. Continue reading

Riqueza e Poder

Capítulo 32. Riqueza e Poder - Livro Rumo à Felicidade, de Fulton Sheen
EM tempos passados, os homens falavam menos em «viver a sua vida» e mais em salvar a sua alma. Não ligavam tanta importância como nós a assuntos políticos e econômicos, mas tinham muito maior interesse pelas coisas morais e religiosas. Agora, já que a atração do Céu se relaxou para muitos homens, o seu apego à terra tornou-se mais intenso. À procura de Deus sucedeu a procura da riqueza e do poder. Não é o santo o ídolo do nosso século, mas o homem que atingiu o vértice da escala social.

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