Autor: Gabriel (page 2 of 207)

A Cruz, Força e Glória do Cristão

Meditação para a Quarta-feira da Paixão. A Cruz, Força e Glória do Cristão

Meditação para a Quarta-feira da Paixão

SUMARIO

Consideraremos que devemos amar a cruz, porque achamos nela:

1.° A nossa fortaleza;

2.º A nossa glória.

— Tomaremos depois a resolução:

1.º De nos lembrarmos da cruz nas nossas fraquezas ou nos nossos desalentos, para nos animarmos;

2.° De não fazermos caso da vanglória do mundo, e de nos afeiçoarmos unicamente à sólida glória da cruz.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra de São Paulo:

“Nunca Deus permitia que eu me glorie senão na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo” – Mihi absit gloriari, nisi in cruce Domini nostri Jesu Christi (Gl 6, 14)

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A verdadeira liberdade nasce do amor de Cristo

Dom Henrique Soares da Costa

Meditação XXIX – terça-feira da V semana da Quaresma

Por Dom Henrique Soares da Costa

Reze o Salmo 118/119, 57-64:

57SENHOR, eu disse: «A herança que me toca
é pôr em prática as tuas ordens.»
58De todo o coração imploro:
tem piedade de mim, segundo a tua promessa!
59Reflecti sobre os meus caminhos
e voltei a obedecer aos teus preceitos.
60Apressei-me e não demorei
em cumprir os teus mandamentos.
61Cercaram-me os laços dos ímpios,
mas não me esqueci da tua lei.
62A meio da noite levanto-me para te louvar,
por causa das tuas justas sentenças.
63Sou amigo de todos os que te obedecem
e cumprem as tuas ordens.
64SENHOR, a terra está cheia da tua bondade;
ensina-me as tuas leis.

Leitura da Epístola de São Paulo aos Gálatas 5, 13-26:

13Irmãos, de facto, foi para a liberdade que vós fostes chamados. Só que não deveis deixar que essa liberdade se torne numa ocasião para os vossos apetites carnais. Pelo contrário: pelo amor, fazei-vos servos uns dos outros. 14É que toda a Lei se cumpre plenamente nesta única palavra:

Ama o teu próximo como a ti mesmo.
15Mas, se vos mordeis e devorais uns aos outros, cuidado, não sejais consumidos uns pelos outros.

16Mas eu digo-vos: caminhai no Espírito, e não realizareis os apetites carnais. 17Porque a carne deseja o que é contrário ao Espírito, e o Espírito, o que é contrário à carne; são, de facto, realidades que estão em conflito uma com a outra, de tal modo que aquilo que quereis, não o fazeis.

18Ora, se sois conduzidos pelo Espírito, não estais sob o domínio da Lei. 19Mas as obras da carne estão à vista. São estas: fornicação, impureza, devassidão, 20idolatria, feitiçaria, inimizades, contenda, ciúme, fúrias, ambições, discórdias, partidarismos, 21invejas, bebedeiras, orgias e coisas semelhantes a estas. Sobre elas vos previno, como já preveni: os que praticarem tais coisas não herdarão o Reino de Deus.

22Por seu lado, é este o fruto do Espírito: amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, 23mansidão, auto-domínio. Contra tais coisas não há lei. 24Mas os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne com as suas paixões e desejos. 25Se vivemos no Espírito, sigamos também o Espírito. 26Não nos tornemos vaidosos, a provocar-nos uns aos outros, a ser invejosos uns dos outros.

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A Cruz, Salvação e Consolação do Cristão

Meditação para a Terça-feira da Paixão. A Cruz, Salvação e Consolação do Cristão

Meditação para a Terça-feira da Paixão

SUMARIO

Meditaremos quanto devemos amar a cruz:

1.º Porque é a nossa salvação;

2.° Porque é a nossa consolação nas penalidades da vida.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De nos conservarmos habitualmente pelo pensamento ao pé da cruz durante estes santos dias e de a beijarmos muitas vezes;

2.° De recorrermos à cruz em todas as nossas tribulações.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra de São Paulo:

“Estou encravado com Cristo na cruz” – Christo confixus sum cruci (Gl 2, 19)

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Cristo Jesus é o único meio de acesso ao Pai

Dom Henrique Soares da Costa

Meditação XXVIII – segunda-feira da V semana da Quaresma

Por Dom Henrique Soares da Costa

Reze o Salmo 118/119, 49-56:

49Lembra-te da palavra que deste ao teu servo,
pois nela me fizeste colocar a minha esperança.
50É esta a consolação na minha angústia:
que a tua palavra me dê vida!
51Os soberbos zombaram de mim,
mas não me afastei da tua lei.
52Recordo-me dos teus decretos de outrora;
neles encontro consolação, ó SENHOR.
53Fico indignado à vista dos ímpios,
que rejeitam a tua lei.
54Os teus preceitos são o motivo dos meus cânticos
na terra do meu peregrinar.
55Durante a noite lembro-me do teu nome, SENHOR,
e penso muito na tua lei.
56Só isto conta para mim:
obedecer às tuas instruções!

Leitura da Epístola de São Paulo aos Gálatas 5, 1-12:

1Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes, e não vos sujeiteis outra vez ao jugo da escravidão.

2Reparai, sou eu, Paulo, que vo-lo digo: se vos circuncidardes, Cristo de nada vos servirá. 3Uma vez mais o atesto a todo o homem que se circuncida: fica obrigado a cumprir toda a Lei. 4Tornastes-vos uns estranhos para Cristo, vós os que pretendeis ser justificados pela Lei; abandonastes a graça. 5Porque nós, é em virtude da fé, pelo Espírito, que aguardamos a justiça que esperamos. 6Pois, em Cristo, nem a circuncisão vale alguma coisa, nem a incircuncisão, mas sim a fé que actua pelo amor.

7Corríeis bem. Quem foi que vos deteve, impedindo-vos de obedecer à verdade? 8Uma persuasão assim não vem daquele que vos chama. 9Um pouco de fermento faz fermentar toda a massa. 10Eu, a respeito de vós, tenho confiança no Senhor, de que de maneira nenhuma ireis pensar de outro modo. Mas quem vos perturba sofrerá a condenação, seja ele quem for. 11Quanto a mim, irmãos, se eu ainda prego a circuncisão, porque sou ainda perseguido? 12Acabou-se, portanto, o escândalo da cruz. Aqueles que vos inquietam, o que eles deviam era castrar-se.

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Quanto devemos amar Jesus Crucificado

Meditação para a Segunda-feira da Paixão. Quanto devemos amar Jesus Crucificado

Meditação para a Segunda-feira da Paixão

SUMARIO

Depois de termos meditado quanto nos amou Jesus Crucificado, meditaremos agora quanto nós mesmos devemos amá-lO; e veremos que devemos amá-lO:

1.º Com um amor penitente, lembrando-nos do passado;

2.º Com um amor generoso e fervoroso quanto ao presente e ao futuro.

— Tomaremos depois a resolução:

1.º De dirigirmos frequentes vezes no dia piedosos suspiros de amor a Jesus padecendo e morrendo por nós;

2.º De fazermos todas as nossas ações por amor para com Ele, e de darmos, neste intuito, a cada uma dessas ações toda a perfeição de que formos capazes.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra de São Paulo:

“Cristo morreu por todos a fim de que todos vivamos para ele” – Pro omnibus mortuus est Christus: ut qui vivunt, jam non sibi vivant, sed ei qui pro ipsis mortuus est (2Cor 5, 15)

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Homilia para o V Domingo da Quaresma – Ano C

Dom Henrique Soares da Costa

Por Dom Henrique Soares da Costa

Is 43,16-21
Sl 125
Fl 3,8-14
Jo 8,1-11

Vai-se intensificando a preparação para o Tríduo Sacro que nos faz celebrar a Santa Páscoa. Desde a segunda-feira passada, as leituras do Evangelho de João apresentam-nos Cristo em tensão com os judeus, tensão que culminará com Sua Morte. Hoje, a liturgia permite que cubramos as imagens de roxo ou branco, exprimindo o jejum dos nossos olhos: a necessidade de purificar o olhar de nosso coração, para irmos direto ao essencial:

“a caridade, que levou o Filho a entregar-se à morte no Seu amor pelo mundo” (Oração da Coleta)

A partir de amanhã, segunda-feira, este clima de preparação para o mistério pascal intensifica-se ainda mais com o Prefácio da Paixão, rezado em cada Missa. Continue reading

Quanto nos ama Jesus Crucificado

Meditação para o Quarto Domingo da Paixão. Quanto nos ama Jesus Crucificado

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João 8, 46-59:

46Quem de vós pode acusar-me de pecado? Se digo a verdade, porque não me acreditais? 47Quem é de Deus escuta as palavras de Deus; vós não as escutais, porque não sois de Deus.»

48Os judeus replicaram-lhe: «Não temos nós razão ao dizer que és um samaritano e que tens demónio?» 49Respondeu Jesus: «Eu não tenho demónio. Eu honro o meu Pai, ao passo que vós me injuriais. 50Eu não procuro a minha glória; há alguém que a procura e faz justiça. 51Em verdade, em verdade vos digo: se alguém observar a minha palavra, nunca morrerá.» 52Disseram-lhe, então, os judeus: «Agora é que estamos certos de que tens demónio! Abraão morreu, os profetas também, e Tu dizes: ‘Se alguém observar a minha palavra, nunca experimentará a morte’? 53Porventura és Tu maior que o nosso pai Abraão, que morreu? E os profetas morreram também! Afinal, quem é que Tu pretendes ser?» 54Jesus respondeu:

«Se Eu me glorificar a mim mesmo, a minha glória nada valerá. Quem me glorifica é o meu Pai, de quem dizeis: ‘É o nosso Deus’; 55e, no entanto, não o conheceis. Eu é que o conheço; se dissesse que não o conhecia, seria como vós: um mentiroso. Mas Eu conheço-o e observo a sua palavra. 56Abraão, vosso pai, exultou pensando em ver o meu dia; viu-o e ficou feliz.»

57Disseram-lhe, então, os judeus: «Ainda não tens cinquenta anos e viste Abraão?» 58Jesus respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: antes de Abraão existir, Eu sou!»

59Então, agarraram em pedras para lhe atirarem. Mas Jesus escondeu-se e saiu do templo.

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A liberdade para a qual Cristo nos libertou

Dom Henrique Soares da Costa

Meditação XXVII – sábado da IV semana da Quaresma

Por Dom Henrique Soares da Costa

Reze o Salmo 118/119, 41-48:

41Desça sobre mim, SENHOR, a tua bondade;
salva-me, segundo a tua promessa!
42Darei, então, resposta aos que me insultam,
porque confio na tua palavra.
43Não me tires da boca a palavra da verdade,
porque pus a minha esperança nas tuas sentenças.
44Assim, cumprirei continuamente a tua lei,
para todo o sempre.
45Andarei seguro no meu caminho,
porque busquei as tuas instruções.
46Diante dos reis falarei dos teus preceitos
e ninguém me há-de envergonhar.
47Deleito-me nos teus mandamentos,
que muito amo.
48Levanto as mãos para os teus mandamentos
e meditarei nas tuas leis.

Leitura da Epístola de São Paulo aos Gálatas 5, 1-12:

1Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes, e não vos sujeiteis outra vez ao jugo da escravidão.

2Reparai, sou eu, Paulo, que vo-lo digo: se vos circuncidardes, Cristo de nada vos servirá. 3Uma vez mais o atesto a todo o homem que se circuncida: fica obrigado a cumprir toda a Lei. 4Tornastes-vos uns estranhos para Cristo, vós os que pretendeis ser justificados pela Lei; abandonastes a graça. 5Porque nós, é em virtude da fé, pelo Espírito, que aguardamos a justiça que esperamos. 6Pois, em Cristo, nem a circuncisão vale alguma coisa, nem a incircuncisão, mas sim a fé que actua pelo amor.

7Corríeis bem. Quem foi que vos deteve, impedindo-vos de obedecer à verdade? 8Uma persuasão assim não vem daquele que vos chama. 9Um pouco de fermento faz fermentar toda a massa. 10Eu, a respeito de vós, tenho confiança no Senhor, de que de maneira nenhuma ireis pensar de outro modo. Mas quem vos perturba sofrerá a condenação, seja ele quem for. 11Quanto a mim, irmãos, se eu ainda prego a circuncisão, porque sou ainda perseguido? 12Acabou-se, portanto, o escândalo da cruz. Aqueles que vos inquietam, o que eles deviam era castrar-se.

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A Direção Espiritual

Meditação para o Sábado da Quarta Semana da Quaresma. A Direção Espiritual

Meditação para o Sábado da Quarta Semana da Quaresma

SUMARIO

Meditaremos como complemento das nossas meditações sobre o Sacramento da Penitência:

1.° A obrigação de nos deixarmos dirigir pelo nosso confessor;

2.° A maneira com que se deve fazer esta direção.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De tomarmos parecer com o nosso confessor sobre o regulamento da nossa vida e o emprego do nosso tempo, sobre a reforma dos nossos defeitos, sobre a prática das virtudes e o gênero de boas obras que melhor nos convém, se estamos nas circunstâncias de as fazer;

2.° De consultarmos o nosso confessor nas dificuldades e dúvidas que ocorrerem.

Conservaremos como ramalhete espiritual a palavra do Espírito Santo:

“Pedi sempre conselho ao sábio” – Consilium semper a sapientia perquire (Tb 4, 19)

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“Vós, irmãos, como Isaac, sois filhos da Promessa!”

Dom Henrique Soares da Costa

Meditação XXVI – sexta-feira da IV semana da Quaresma

Por Dom Henrique Soares da Costa

Reze o Salmo 118/119, 33-40:

33Ensina-me, SENHOR, o caminho das tuas leis
e eu hei-de cumpri-las com fidelidade.
34Dá-me entendimento para cumprir a tua lei;
hei-de obedecer-lhe de todo o coração.
35Conduz-me pela senda dos teus mandamentos,
porque neles estão as minhas delícias.
36Inclina o meu coração para as tuas ordens,
e não para a cobiça.
37Desvia os meus olhos dos deuses vãos;
faz-me viver nos teus caminhos.
38Confirma ao teu servo a tua promessa
destinada aos que te obedecem.
39Afasta de mim a afronta, que eu temo,
pois são agradáveis os teus decretos.
40Vê como tenho desejado os teus preceitos;
faz-me viver segundo a tua justiça.

Leitura da Epístola de São Paulo aos Gálatas 4, 21-31:

21Dizei-me, vós que quereis estar sob o domínio da Lei: afinal não dais ouvidos à Lei? 22Com efeito, está escrito que Abraão teve dois filhos: um da escrava e outro da mulher livre. 23Mas, enquanto o da escrava foi gerado segundo a carne, o da mulher livre foi gerado por causa da promessa.

24Isto está dito em alegoria; pois elas representam duas alianças: uma, a do monte Sinai, foi a que gerou para a escravidão; essa é Agar. 25Ora, Agar é o nome dado, na Arábia, ao monte Sinai, e corresponde à Jerusalém actual, já que se encontra sob a escravidão, juntamente com os seus filhos. 26Mas a Jerusalém do alto é livre; essa é a nossa mãe, 27pois está escrito:

Alegra-te, ó estéril, que não dás à luz;
rejubila e grita, tu que não sentes as dores de parto;
pois são muitos os filhos da abandonada,
mais do que os daquela que tem marido!
28E vós, irmãos, à semelhança de Isaac, sois filhos da promessa. 29Só que, como então o que foi gerado segundo a carne perseguia o que o foi segundo o Espírito, assim também agora. 30Mas que diz a Escritura?

Expulsa a escrava e o seu filho, porque o filho da escrava não poderá herdar juntamente com o filho da mulher livre. 31Por isso, irmãos, não somos filhos da escrava, mas da mulher livre.

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