Meditação para o Dia 03 de Maio

Santa Verônica Juliana, apaixonada pelo martírio, dizia em transportes de júbilo:

“Viva a cruz isolada, nua, e viva o sofrimento!”

A Igreja também, na sua liturgia, convida-nos a saudar a cruz:

“Ó Cruz, ave, spes unica!” – “Ó cruz, eu te saúdo, minha única esperança!”

Sim, neste mundo, no exílio em que vivemos, se quisermos salvar a nossa alma, só teremos um meio de que lançar mão: o madeiro da Cruz.

É duro, aterroriza a nossa fraqueza, mas não há remédio. Só pela estrada real da Santa Cruz, chegaremos ao Céu. É a lei. Inocência ou penitência! Somos, porventura, inocentes? Ai! Lá se foi, há tantos anos, a túnica imaculada da Pia batismal. Resta-nos a cruz. Por que rejeitar, então, ou aceitá-la blasfemando, revoltado contra o Céu? Santa Catarina de Sena nos aconselha:

“Esteja a árvore da cruz plantada no nosso coração e na nossa alma; sede semelhantes a Jesus Crucificado; escondei-vos nas chagas de Jesus Crucificado, banhai-vos no sangue de Jesus Crucificado, inebriai-vos e revesti-vos de opróbrios, sofrendo por amor de Jesus Crucificado”

São Paulo não queria pregar outra coisa senão Jesus Cristo e Jesus Cristo Crucificado. Quem não sofre, que pode saber?

Ó ciência da Cruz, iluminai minha inteligência, abrasai meu coração!

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(Brandão, Ascânio. Breviário da Confiança: Pensamentos para cada dia do ano. Oficinas Gráficas “Ave-Maria”, 1936, p. 138)