Meditação para o Dia 18 de Abril

Perguntaram ao santo Cura d’Ars o que era preciso para alcançar o Céu. “A graça e a cruz”, respondeu o santo. Que precisamos mais? A graça faz-nos dignos do Céu pela Misericórdia Divina; a cruz nos enriquece de méritos, desapega-nos da terra e nos ajuda a morrer para nós e a ressuscitar para a vida do Amor, que aqui começa e se consuma na glória. Deus nos promete a sua graça, mas, para que a conservemos, são-nos necessários o sofrimento, a mortificação, a paciência, a conformidade com a vontade de Deus, o que, tudo, só na cruz podemos encontrar. A graça é o diamante que o Divino Rico nos dá e que a cruz lapida, tornando-a uma joia brilhante e bela aos olhos Divinos. Ah! Como será bela, no Céu, a coroa de graças, toda cravada de diamantes lapidados nas amarguras, nas doenças, nas contradições, calúnias, perseguições e reveses! Sofrer é uma riqueza!

“Não lamentemos a sorte dos que padecem – dizia o Pe. Ravignan – mas sim a dos que padecem sem mérito”

É lamentável, sim, que se deixe perder tanta riqueza da graça, porque se rejeita a cruz. A graça e a cruz são irmãs. A graça é a riqueza que o Rico por excelência nos dá, e que, neste mundo, precisamos colocar no Banco da Cruz, para que nos renda juros de cem por um, garantindo-nos a Vida Eterna!

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(Brandão, Ascânio. Breviário da Confiança: Pensamentos para cada dia do ano. Oficinas Gráficas “Ave-Maria”, 1936, p. 121)