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As três virtudes das ovelhas do Bom Pastor

Meditação para o Sábado da 2ª Semana depois da Páscoa. As três virtudes das ovelhas do Bom Pastor

Meditação para o Sábado da 2ª Semana depois da Páscoa

SUMARIO

Meditaremos sobre as três virtudes especiais, que Jesus, o Bom Pastor, exige das Suas ovelhas, a saber:

1.° A Inocência;

2.° A Mansidão;

3.° A Docilidade.

— Tomaremos depois a resolução:

1.º De empregarmos muita simplicidade e mansidão em todas as nossas relações com o próximo;

2.° De gostarmos de consultar outrem e de juntarmos assim a ciência dos outros à nossa própria ciência.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra de Nosso Senhor:

“Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração” – Discite a me quia mitis sum et humilis corde (Mt 11, 29)

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Mansidão e Humildade de Jesus Cristo ultrajado

Meditação para a Terça-feira da Quinquagésima. Mansidão e Humildade de Jesus Cristo ultrajado

Meditação para a Terça-feira da Quinquagésima

SUMARIO

Consideraremos quanto o mistério de Jesus ultrajado na Eucaristia faz sobressair:

1.° A Sua humildade;

2.° A Sua bondade;

3.° A perfeição do Seu recolhimento de espírito.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De tratarmos hoje toda a gente com bondade e urbanidade;

2.° No meio da distração geral, de nos conservarmos em um espírito de meditação e de oração.

O nosso ramalhete espiritual será o convite do Salmista:

“Vinde, adoremos e prostremo-nos diante do Senhor” – Venite, adoremus, et procidamus… ante Dominum (Sl 94, 6)

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A Virtude da Caridade ou do Amor de Deus

Mês de Março: A Virtude da Caridade ou do Amor de Deus

Mês de Março: A Virtude da Caridade ou do Amor de Deus

Mês de Março

Breve introdução sobre a Caridade e o Apóstolo Patrono

Para obter o grande tesouro do amor a Jesus Cristo, é necessário:

1.° Desejá-lo ardentemente;

2.° Pedi-lo muitas vezes;

3.º Dar-lhe lugar, expelindo do nosso coração todo o apetite desordenado;

4.° Fazer frequentes atos de amor;

5.° Meditar assiduamente na Paixão de Jesus Cristo.

A Caridade é a rainha das virtudes, as quais a seguem onde quer que entre para lhe formarem vistosa corte.

Persuade-te que nem teu pai, nem tua mãe, nem homem algum te dedica maior amor que Deus, teu Senhor. Consequentemente, não deves amar a ninguém mais do que a Deus. Deves dizer-Lhe:

Meu Deus se deu inteiramente a mim; também eu me entrego a Ele sem restrição. Ele escolheu minha alma para Sua amiga; eu O escolho dentre todos para meu único amigo. Ó meu Deus, por que me amais tanto? Que bem vedes em mim? Já Vos esquecestes das ofensas que Vos fiz? Visto que me tratastes tão amorosamente, em vez de me condenardes ao inferno, e me concedestes tantas graças, como poderei amar, no futuro, outra coisa fora de Vós, meu Deus e meu tudo?

Além disso, deves nutrir um grande desejo de progredir cada vez mais no amor de Deus. Os santos desejos são as asas com que nos elevamos a Deus. Pede muitas vezes ao divino Salvador Seu santo amor. Logo que despertares, de manhã, faze um ato de amor a Jesus e, de noite, não te esqueças de fazer, antes de dormir, um ato de contrição. Deves igualmente desejar e te esforçar para que outros amem também a Jesus e, para isso, deves falar muitas vezes a teu próximo do amor de Deus.

Quem muito ama a um amigo, sente, muitas vezes, maior alegria com seu bem-estar do que com o próprio. Por isso deve causar-te especial consolação o pensamento de que Deus é infinitamente feliz. Dize-Lhe muitas vezes:

Meu Senhor e Deus, alegro-me de vossa felicidade, muito mais do que meu bem-estar, porque eu Vos amo mais do que a mim mesmo

Não te esqueças também de suspirar muitas vezes pelo céu. Anela por deixar este lugar de desterro, esta região de pecado e de perigo para a alma e entrar na pátria do amor, onde amarás a Deus com todas as tuas forças. Dize-lhe muitas vezes:

Ó Senhor, enquanto eu vivo, estou no perigo de tornar-me infiel a Vós e perder o Vosso amor; quando poderei deixar esta vida, na qual Vos ofendo incessantemente, para Vos amar de toda a minha alma?

Esforça-te continuamente para conformares perfeitamente tua vontade com a vontade de Deus; esse deve ser o fim de todas as tuas ações, desejos, meditações e orações. Oferece-te, pois, a Deus amiúdo durante o dia, dizendo-lhe:

Senhor, eis-me aqui: fazei de mim o que Vos aprouver. Que devo fazer? Dizei-me, que estou pronto para tudo

Sumário
I. A sua natureza
II. Da Natureza e Importância do Amor de Deus
III. Da Obrigação de Amar a Deus
IV. Meios para Alcançar o Amor de Deus
V. Da Maneira de Exercer o Amor de Deus
VI. Sinais certos do Amor de Deus
VII. A Caridade no Redentor
VIII. A Prática do Amor de Deus
IX. Aspirações Amorosas
X. Orações para alcançar a Virtude do Mês

Mês de Março: A Virtude da Caridade ou do Amor de Deus. Apóstolo Patrono: São Tiago Maior

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Maria no Templo

Meditação para a Sexta-feira da 4ª Semana depois da Epifania. Maria no Templo

Meditação para a Sexta-feira da 4ª Semana depois da Epifania

SUMARIO

Depois de termos meditado Jesus no templo, consideraremos ali Maria Sua Mãe, e admiraremos nela, como no seu divino Filho, o espírito de sacrifício; porque ela sacrifica:

1.° Dentro em si as duas coisas a que temos mais apego, a vontade própria e o amor-próprio;

2.º Fora de si, os dois objetos que a interessavam mais: ela oferece em sacrifício o seu adorável Filho e sujeita-se a males extremos desconhecidos.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De não nos apegarmos a coisa nenhuma neste mundo, e de expulsarmos do nosso coração toda a resistência ao amor de Deus;

2.° De sacrificarmos principalmente a vontade própria à obediência para com os superiores, e à condescendência para com os iguais ou inferiores.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra da Imitação:

“Esvaziai o vosso coração de tudo o que não é Deus, e uni-vos a Deus só” – Omnibus evacuatis et licentiatis, solus cum solo uniaris (2 Imitação 8, 5)

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Espírito de Obediência

Meditação para a Quinta-feira da 4ª Semana depois da Epifania. Espírito de Obediência

Meditação para a Quinta-feira da 4ª Semana depois da Epifania

SUMARIO

Aprendemos ontem de Jesus no templo o espírito de sacrifício; aprenderemos o espírito de obediência; e para nos dispormos a entrar neste espírito, veremos que nada há:

1.° Mais excelente do que a obediência;

2.° Nada mais edificante;

3.° Nada mais consolador.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De praticarmos todas as nossas ações por espírito de obediência à vontade de Deus;

2.º De nunca fazermos coisa alguma por atrativo ou gosto natural, assim como de nunca omitirmos coisa, alguma por desgosto ou repugnância.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra de Nosso Senhor no dia de Sua Apresentação:

“Eis que venho para fazer, ó Deus, a vossa vontade” – Ecce veion, ut faciam, Deus, voluntatem tuam (Hb 10, 9)

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Escola de Simplicidade

Meditação para a Terça-feira da 4ª Semana depois da Epifania. Escola de Simplicidade

Meditação para a Terça-feira da 4ª Semana depois da Epifania

SUMARIO

Terminaremos as nossas visitas ao berço do Verbo Encarnado, que nos ensinará a simplicidade cristã. Veremos:

1.° O que é simplicidade cristã;

2.º Qual é a excelência desta virtude.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De termos horror a toda a dissimulação, a toda a dobrez e mentira;

2.° De tendermos para Deus unicamente em todas as coisas sem outro intuito senão o de Lhe agradar.

O nosso ramalhete espiritual será a máxima do Espírito Santo:

“Aquele que anda em simplicidade, anda afoitamente” – Qui ambulat simpliciter, ambulat confidenter (Pr 10, 9)

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O berço do Salvador: Escola de Pureza

Meditação para a Segunda-feira da 4ª Semana depois da Epifania. O berço do Salvador: Escola de Pureza

Meditação para a Segunda-feira da 4ª Semana depois da Epifania

SUMARIO

Continuaremos as nossas visitas ao berço do Menino Jesus, e procuraremos ali encher-nos de Sua pureza e de Sua inocência, considerando que um coração puro está bem:

1.° Com Deus;

2.º Com o próximo;

3.° Consigo.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De evitarmos com grande cuidado não somente os menores pecados, mas ainda as menores imperfeições voluntárias;

2.º De darmos com este intuito a cada uma das nossas ações toda a perfeição possível.

O nosso ramalhete espiritual será a sexta bem-aventurança:

“Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus” – Beati mundo corde, quoniam ipsi Deum videbunt (Mt 5, 8)

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Escola de Mansidão

Meditação para o Sábado da 3ª Semana depois da Epifania. Escola de Mansidão

Meditação para o Sábado da 3ª Semana depois da Epifania

SUMARIO

Depois de termos aprendido a humildade no berço do Salvador, iremos aprender:

1.° A mansidão;

2.° A necessidade da humildade para adquirir a mansidão: porque não se é manso sem que  se seja humilde.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De vigiarmos sobre nós, para nunca nos deixarmos vencer dos ímpetos de cólera;

2.° De nunca falarmos ou obrarmos nos momentos de emoção, mas de esperarmos o sossego e o sangue frio da mansidão.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do Salvador:

“Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração” – Discite a me quia mitis sum et humilis corde (Mt 11, 29)

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A Virtude da Esperança

Mês de Fevereiro: A Virtude da Esperança

Mês de Fevereiro: A Virtude da Esperança

Mês de Fevereiro

Breve introdução sobre a Esperança e o Apóstolo Patrono

Quoniam in me speravit, liberabo eum, protegam eum, quoniam cognovit nomen meum – Porquanto em mim esperou, livrá-lo-ei; protegê-lo-ei, porquanto conheceu o meu nome (Sl 90, 14)

A esperança é uma virtude sobrenatural, pela qual, firmados nas promessas de Deus, esperamos confiadamente a salvação eterna e todas as graças que necessitamos para consegui-la. Para nos persuadirmos de grande valor desta virtude e nos estimularmos à sua prática, consideremos os motivos, os objetos, as propriedades e os efeitos da esperança.

A nossa esperança de conseguir a salvação e os meios necessários para isto deve ser certa da parte de Deus. Os fundamentos desta certeza são o poder, misericórdia e fidelidade de Deus: mas destes três motivos de confiança, o mais firme e certo é a fidelidade infalível de Deus na promessa que nos fez, por causa dos méritos de Jesus Cristo, de nos salvar e conceder-nos as graças necessárias à salvação… Todavia esta promessa é condicional, pois exige, da nossa parte, que correspondamos à graça e oremos. Aquele que ora com certeza se salva.

Crê firmemente “que ninguém esperou no Senhor e foi confundido” (Eclo 2, 11). Pondera que Deus te ama mais do que tu a ti mesmo. Davi achava consolação no pensamento:

“O Senhor cuida de mim” (SI 39, 18)

Dize também tu ao Senhor:

Senhor, lanço-me nos Vossos braços; só quero pensar em amar-Vos e agradar-Vos; Vós não só desejais o meu bem, mas cuidais igualmente de mo assegurardes. Em Vós, pois, confio, porque quereis que ponha em Vós só toda a confiança: ‘Ponde no Senhor toda a vossa solicitude, porque ele tem cuidado de vós” (Pd 5, 7)

Para te firmares mais na confiança em Deus, lembra-te muitas vezes da maneira carinhosa com que te tratou até agora e dos meios compassivos de que usou para ganhar-lo a Seu amor. Agora que estás resolvido a amar a Deus quanto possível, deves temer unicamente mostrar pouca confiança no trato com Deus. Sua misericórdia para contigo é a mais segura prova de Seu amor. A falta de confiança naquelas almas que O amam ternamente e são por Ele amadas, O desagrada sumamente. Se queres, pois, agradar Seu amoroso coração, mostra-lhe então, no futuro, a maior e mais íntima confiança que te for possível.

Um ato especial de confiança, que agrada de um modo todo particular a Deus, consiste em lançar-se a Seus pés e pedir-Lhe perdão logo depois de se ter cometido uma falta. Pondera que Deus está tão inclinado a perdoar, que Ele deplora vivamente a desgraça do pecador que vive longe dEle, privado de Sua graça. Se caíres, pois, em algum pecado, eleva imediatamente teus olhos a Deus, espera confiadamente o perdão, e dize:

“Senhor, aquele a quem amais está doente” (Jo 11, 3)

“Curai a minha alma, porque contra Vós pequei” (SI 40, 5)

O mal está feito; que devo fazer? Não quereis que eu desespere; amais-me ainda, apesar de meu pecado. Arrependo-me de todo o coração de Vos ter desagradado; perdoai- me, pois, e fazei-me ouvir as palavras que dissestes a Madalena: “Teus pecados te são perdoados” (Lc 7, 48)

Ainda que recaias cem vezes no dia no mesmo pecado, não deves deixar de recorrer a Deus depois de cada queda. Se tua alma permanecer abatida e pusilânime, teu amor arrefecerá dentro em breve; se, porém, recorreres a Deus imediatamente pedindo-Lhe perdão e prometendo-Lhe emenda, tuas faltas te servirão para maior progresso no amor de Deus.

Apóstolo Patrono para o Mês de Fevereiro: Santo André.

Sumário
I. A sua natureza
II. Dos objetos da Esperança
III. Dos motivos da nossa Esperança
IV. Das propriedades de nossa Esperança
V. Dos Efeitos da Esperança
VI. A Esperança e o Redentor
VII. A Prática da Esperança
VIII. Orações para alcançar a Virtude do Mês

Mês de Janeiro: A Virtude da Esperança. Apóstolo Patrono: Santo André

Mês de Fevereiro: A Virtude da Esperança. Apóstolo Patrono: Santo André

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Escola do Primeiro Grau de Humildade

Meditação para a Terça-feira da 3ª Semana depois da Epifania. Escola do Primeiro Grau de Humildade

Meditação para a Terça-feira da 3ª Semana depois da Epifania

SUMARIO

Jesus no berço não só ensina a humildade em geral, mas também os seus diversos graus. Meditaremos o primeiro destes graus, que é:

1.° Termos humildes sentimentos a respeito de nós mesmos;

2.° Comprazermo-nos nesses humildes sentimentos.

Veremos que Jesus Menino nos ensina admiravelmente uma e outra coisa.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De darmos graças a Deus por tudo o que nos humilha, sem nos perturbarmos nem nos afligirmos;

2.º De recorrermos a Ele com confiança no meio das nossas misérias, sabendo que Ele protege todos aqueles que, reconhecendo-se miseráveis, O chamam em seu socorro.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra de Davi:

“Eu me farei mais vil do que me tenho feito, e serei humilde em meus olhos” – Vilior fiam plus quam factus sum, et ero humilis in oculis meis (2Sm 6, 22)

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