

Lembra-nos a cena horrível da soldadesca brutal a escarnecer o Filho de Deus.«Profetiza, Cristo: quem foi que te bateu?»
— Eu tenho escrúpulo em renunciar às minhas orações, prediletas pelas da MissaSossegai: as vossas orações ordinárias comparadas à Missa, são como o cobre comparado ao ouro. Nada impede, aliás, que as rezemos em seguida, a qualquer hora do dia, se tivermos ocasião de o fazer. Se um dia tivermos de faltar aos nossos exercícios de piedade, esta falta ser-nos-á menos prejudicial, que se faltássemos ao Divino Sacrifício.
«Nós, Vossos servos e Vosso povo santo, oferecemos à Vossa sublime Majestade um Sacrifício puro, um Sacrifício santo, um Sacrifício sem mácula, o Pão sagrado da Vida eterna e o Cálice da eterna salvação»
É, pois, um procedimento pouco conforme aos nossos interesses mesmo, se, depois da consagração, nos damos por satisfeitos com as nossas pobres e áridas orações e não nos unimos ao sacerdote, oferecendo a Deus o Seu Divino Filho.«Em toda a Missa — diz o grande teólogo Sanchez — o sacerdote não profere palavras mais preciosas, porque nem ele nem nós podemos fazer coisa melhor que oferecer a Deus este augusto Sacrifício»
E Deus viu a sua penitência — diz a Sagrada Escritura — e compadeceu-Se deles, retirando o castigo terrível que estava para lhes vibrar.«Quem sabe — dizia o rei — se o Senhor nos perdoará e Se aplacará de forma que não pereçamos?»
«Os sacerdotes — diz São João Crisóstomo — são servos, mas servos admitidos a fazer o que os próprios anjos do Céu não podem fazer»
E para nos fazer saber que esta aplicação tem lugar especialmente na Santa Missa, Nosso Senhor acrescentou:«Olha, disse-lhe o Senhor, dou-te todas as amarguras da minha Paixão para que as consideres um valor teu próprio e as ofereças a meu Pai»
«Aquele que oferecer a minha Paixão, que Eu lhe doei, será duas vezes recompensado e isso acontecerá tantas vezes quantas a oferecer. Sucederá como Eu disse no Evangelho: Receberá o cêntuplo e possuirá a vida eterna»