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Jesus o Médico das nossas Almas

Et orietur vobis, timentibus nomen meum, sol iustitiae, et sanitas in pennis eius – “Para vós, os que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, e estará a salvação nas suas asas” (Ml 4, 2)

Sumário. Por muito que os médicos terrestres amem os doentes, nenhum tomará sobre si as doenças a fim de as curar. Somente Jesus Menino foi o médico tão caridoso, que tomou sobre si todas as nossas enfermidades, e para delas nos livrar tomou o remédio amargoso de uma vida de trabalhos contínuos e de uma morte dolorosíssima sobre um patíbulo infame. Admiremos a grande bondade do divino Redentor, agradeçamo-la e retribuamos-Lhe com o nosso amor.
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Motivos para Esperar em Jesus Cristo

Pantocrator: Ícone de Nosso Senhor Jesus Cristo

Sic Deus dilexit mundum, ut Filium suum unigenitum daret – “Tanto amou Deus o mundo, que lhe deu seu Filho unigênito” (Jo 3, 16)

Sumário. O Pai Eterno, dando-nos seu Filho por Redentor, vítima e preço de nosso resgate, não pôde dar-nos motivos mais poderosos de confiança e de amor. Aproveitemo-nos de tão grande dom e recorramos a Jesus em todas as necessidades, lembrando-nos de que Ele é nossa sabedoria, para trilharmos o caminho da salvação; nossa justiça, para aspirarmos ao paraíso; nossa santificação, para obtermos a santidade; finalmente, nossa redenção, para alcançarmos a liberdade dos filhos de Deus.
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Necessidade da Fé para contemplar com fruto o Mistério da Encarnação

Encarnação de Nosso Senhor Jesus Cristo

Invenietis infantem pannis involutum, et positum in praesepio – “Achareis um menino envolto em panos, e posto em uma manjedoura” (Lc 2, 12)

Sumário. Quem entra sem fé na Gruta de Belém, terá apenas sentimentos de piedade ao ver um menino tão tenro em tamanha pobreza; mas, quem entra com fé, não poderá deixar de amar a Jesus reduzido por nosso amor a tal estado. Avivemos, pois, a nossa fé e consideremos o excesso de amor de um Deus em se mostrar a nós feito criança, envolta em panos, tiritando de frio, necessitado de todas as coisas. E para que? Para ganhar o amor dos homens, suas criaturas.
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Pobreza e Sofrimentos do Redentor

Meditação para o Dia 20 de Dezembro

1. Sendo rico, fez-se pobre por vós, para que vós, por sua pobreza, fôsseis ricos“. Podia muito bem possuir riquezas Aquele que tão magníficas deu ao céu e à terra; buscou, porém, a pobreza no seio da Sua Mãe. Ali, de nada dispondo, exulta com o pensamento de que nascerá pobre, viverá pobre e pobre morrerá; que depois de nascido não poderá, sem auxílio de uma criatura Sua, nem se alimentar, nem se vestir, nem ao menos prover a nenhuma das necessidades da vida. O Criador, o Altíssimo, o Juiz supremo em tanta dependência! E tu nada sabes sofrer por amor a Ele? Continue reading

Jesus Oculto a Todos

Meditação para o Dia 19 de Dezembro

1. A vida de Jesus no seio de Sua Mãe foi uma vida de santa solidão. Na fraqueza duma criança Ele esconde Sua onipotência, Sua sabedoria, Sua divindade. Não é, pois, exagerado consagrares a Jesus algumas horas, não persistires sempre em teu direito, e ocultares por amor a Ele o que talvez tenhas de apreciável. Ninguém, senão a Santíssima Virgem, sabia da voluntária solidão de Jesus. Ele ensina-te a não procurares ver tudo e ser visto por todos, mas a recolheres-te e conservares-te oculto, tendo somente a Deus por testemunha do bem que fazes. Continue reading

Festa da Expectação do Nascimento

Meditação para o Dia 18 de Dezembro

1. A Santíssima Virgem teve o mais vivo desejo de ver nascido e de tomar em seus braços Aquele a quem milagrosamente concebera. Tens tão vivo desejo da Santa Comunhão, na qual tão estreitamente te unes a Deus? Faltando agora poucos dias para o Natal, prepara-te com verdadeiro fervor para receber o Senhor, que há de vir espiritualmente, e, se o quiseres, também sacramentalmente ao teu coração. À tua preparação corresponderá a paz prometida ao número as outras graças. Continue reading

Maria e seu Divino Filho

Meditação para o Dia 17 de Dezembro

1. Sem dores e desgostos conservou a Santíssima Virgem em seu seio puríssimo a Jesus por nove meses. Era natural: tudo o que cordial e sinceramente amamos, nenhum incômodo nos causa. Quanto maior for teu amor para com Deus, tanto mais facilmente vencerás os obstáculos: a indolência, o orgulho, o amor próprio. Se qualquer coisa leve te afasta do cumprimento de tuas obrigações e da prática das virtudes, é certo que o teu amor a Deus ainda não é real, nem muito grande. Continue reading

Aprecias a Encarnação de Jesus?

Meditação para o Dia 16 de Dezembro

1. Para melhor reconheceres o infinito amor que Deus mostrou, mandando Seu Filho ao mundo, supõe que O tenha enviado por causa de um homem só, único habitante da terra. Por amor deste, Deus apesar de ofendido, assumiu a natureza humana, rabalhou dezenas de anos em humilde oficina, andou pregando por toda parte, sofreu, morreu e instituiu o Santíssimo Sacramento. Não ficas pasmo ante essa prova do imenso amor de Deus para com Sua criatura e ante a malícia desta quando O paga com negra ingratidão? A sentença será contra ti mesmo, pois, por ti veio Jesus à terra, por ti trabalhou, ensinou e sofreu, por ti morreu, por ti está no Santíssimo Sacramento. Continue reading

Jesus nasce em Belém

Nascimento de Jesus em Belém

A Luz veio ao mundo

O nascimento de Jesus (cf. Lc 2, 1-20) é contemplado pela Liturgia da Igreja sob o símbolo da Luz: «Ó Deus, que fizestes resplandecer esta noite santa com a claridade da verdadeira luz!»; «O povo que caminhava na escuridão viu uma grande luz»; «Hoje surgiu a luz para o mundo: o Senhor nasceu para nós».

Todas essas expressões são um eco das palavras do prólogo do Evangelho de São João:

No princípio era o Verbo […] e o Verbo era Deus. […] Nele estava a Vida, e a vida era a Luz dos homens. […] Era a Luz verdadeira, que vindo ao mundo, ilumina todo homem […]. E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós (Jo 1, 1 seg.)

Neste capítulo, a nossa meditação quer ser mais contemplativa: ajudar-nos a voltar os olhos e o coração para Jesus Menino, que repousa sobre as palhas do Presépio, envolto nos paninhos que a Mãe lhe preparou, de modo a sentirmos o impulso de agradecer-lhe a sua entrega «por nós, homens e para a nossa salvação», e de adorá-lo: Meu Senhor e meu Deus! Continue reading

A Aurora do Natal: Maria

Virgem Maria: Aurora do Natal

O raiar da antemanhã

Depois de uma noite escura de séculos, um dia surgiu sobre o mundo a luz de um novo amanhecer: apareceu Maria, criatura em quem se refletia sem sombras a imagem de Deus, pois foi concebida livre da mancha do pecado original.

Quem é esta que avança como a aurora que desponta? – pergunta a Liturgia, com palavras do Cântico dos Cânticos (6, 10), e responde que é a Virgem Maria, preparada por Deus desde toda a eternidade para ser a digna Mãe do seu Filho, a aurora do Sol nascente, que é Cristo (Lc 1, 78).

Há uma oração em honra de Nossa Senhora, que reza assim: «A maternidade de Maria foi a aurora da Salvação». E o Bem-aventurado Paulo VI, comentando essa frase poética, dizia:

O aparecimento de Nossa Senhora no mundo foi como a chegada da aurora que precede a luz da salvação, que é Cristo Jesus. Foi como o abrir-se sobre a terra, toda coberta pela lama do pecado, da mais bela flor que jamais tenha desabrochado no vasto jardim da humanidade. (Homilia, 08.09.1964)

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