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Domingo

Domingo, Tesouros de Cornélio à Lápide

Ainda que todos os dias pertençam a Deus, Ele quis, contudo, reservar um dia para Si de maneira especial

Deus é o Criador e o Conservador dos dias: todos são seus. A cada dia, devemos tributar-Lhe o amor, o respeito, a adoração e a homenagem por tudo quando temos, por tudo o que fazemos e por tudo o que valemos; porque não somente todos os dias são de Deus, senão que Ele é nosso Deus a cada dia, e não há nenhum instante em que não estejamos sob sua dependência. Deus é tão grande e tão amável na segunda feira quanto nos demais dias da semana, como ainda no Domingo.

Entretanto, como estamos condenados ao trabalho[1] em expiação de nossos pecados, e este trabalho distrai nosso espírito, aplicando-lhe quase unicamente às coisas sensíveis, Deus elegeu, em cada semana, um dia especial que Ele reserva exclusivamente para Si, querendo que este dia especial seja dedicado tão somente ao culto que Lhe é devido. A cada dia, Ele teria o direito de exigir tal culto de todos os homens. Continue reading

Os Templos Cristãos

Os Templos Cristãos

Capítulo XIII

Os Judeus tinham pelo seu Templo a mais profunda veneração. Vinham várias vezes no ano, das mais remotas regiões da Judeia, visitá-lo e adorar a Jeová, no Seu grande santuário. Com que alegria não o contemplavam, quando, ao cabo de trabalhosa jornada, avistavam de longe os seus muros e torres tão santos! Ainda hoje é coisa patética e comovente ouvir os lamentos com que os judeus choram a ruína da Cidade Santa e do seu Templo.

Os devotos muçulmanos suspiram pelo dia em que possam visitar a sua Cidade Santa, Meca, berço de Maomé, onde se ergue a Caaba, santuário do islamismo. Empreendem longas viagens, por entre imensos perigos, com grandes despesas e fadigas, para entrarem, ao menos uma vez na vida, na grande Mesquita. Na Caaba nunca falam, nem cospem, nem olham para os lados e, para não voltarem as costas ao Santuário, saem a recuar. Mas não é só em Meca que dão provas desta reverente devoção; em todas as suas mesquitas mostram o mesmo respeito, mesma piedade.

E nós, cristãos, como é que veneramos tão pouco os nossos templos santificados, não uma vez, mas sempre, pela presença verdadeira e constante do Grande Deus e onde, todos os dias, é celebrado o sacrossanto Sacrifício do Calvário, ao qual vêm assistir os Anjos do Céu? Continue reading

Jesus nasce na Missa

Jesus nasce na Missa
Capítulo I

Que este mistério se renova em cada Missa, prová-lo-ei pelo testemunho de um mestre célebre:

«A Santa Missa, diz Marchant, é uma representação viva e perfeita, ou antes uma renovação da Encarnação, do nascimento, da vida, da paixão, da morte de Cristo e da redenção, que realizou»

Estas palavras parecerão estranhas a muitos, mas, segundo a exposição seguinte ninguém lhes contestará a verdade.

Jesus Cristo não se contentou de Se fazer homem uma vez única. Encontrou, na Sua sabedoria infinita, o sublime segredo de reproduzir todos os dias, a toda a hora, em toda a parte, em nova Encarnação operada no altar, a satisfação já uma vez oferecida à Santíssima Trindade. Continue reading

Zelo em ouvir ou dizer Missa

Meditação para o Sábado depois de Pentecostes. Zelo em ouvir ou dizer Missa

Meditação para o Terceiro Sábado depois de Pentecostes

SUMARIO

Meditaremos os motivos do zelo que devemos ter em ouvir ou dizer Missa:

1.º Porque de todos os exercícios religiosos, é o mais agradável à Santíssima Trindade;

2.º Porque é o mais útil para nós e para a Igreja.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De não deixarmos nenhum dia, sendo possível, de dizê-la ou ouvi-la;

2.° De a dizermos ou ouvirmos sempre com viva fé e profunda devoção.

O nosso ramalhete espiritual será este belo versículo da Imitação:

“Quando o sacerdote celebra, honra a Deus, alegra os anjos, edifica a Igreja, socorre os vivos e os mortos e obtém para si toda a sorte de bens” – Quando sacerdos celebrat, Deum honorat, angelos laetificat, Ecclesiam aedificat, vivos adjuvat, defunctis requien praestat et sese omnium bonorum participem efficit (IV imitação 5, 3)

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A Missa, culto de Oração

Meditação para a Terceira Sexta-feira depois de Pentecostes. A Missa, culto de Oração

Meditação para a Terceira Sexta-feira depois de Pentecostes

SUMARIO

Consideraremos a Missa como um sacrifício impetratório, isto é, um sacrifício de oração ou petição; e veremos, que efetivamente a Missa é:

1.° A mais excelente das orações;

2.° Uma oração, que pode tudo sobre o coração de Deus.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De fazermos melhor as nossas orações costumadas;

2.° De pedirmos muitas vezes a Deus o espírito de oração.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do divino Mestre:

“Se vós pedirdes a meu Pai alguma coisa em meu nome, Ele vo-lo há de dar” – Si quid petieritis Patrem in nomine meo, dabit vobis (Jo 16, 23)

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A Missa, culto de Expiação

Meditação para a Terceira Quinta-feira depois de Pentecostes. A Missa, culto de Expiação

Meditação para a Terceira Quinta-feira depois de Pentecostes

SUMARIO

Consideraremos que a Missa é não só um sacrifício latrêutico e eucarístico, mas também um sacrifício expiatório; e que por este título ela é:

1.° Uma completa reparação da ofensa que o pecado faz a Deus;

2.° Uma satisfação superabundante pelas dívidas da Igreja padecente e militante.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De nos renovarmos no espírito de penitência, e de aceitarmos de boa vontade, neste intuito, todas as penalidades da vida;

2.° De sermos sensíveis à ofensa de Deus, de a repararmos com atos de amor e de contrição, e fazermos o que pudermos pela conversão dos pecadores.

O nosso ramalhete espiritual será a suplica de Joel:

“Perdoai, Senhor, perdoai ao nosso povo, e aplacai a Vossa ira contra nós” – Pasce, Domine, pasce populo tuo, ne in aeternum irascaris nobis (Jl 2, 17)

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A Missa, culto de Ação de Graças

Meditação para a Terceira Quarta-feira depois de Pentecostes. A Missa, culto de Ação de Graças

Meditação para a Terceira Quarta-feira depois de Pentecostes

SUMARIO

Depois de termos estudado o Santo Sacrifício como latrêutico, o consideraremos agora debaixo de outro ponto de vista; e veremos:

1.° Que é um sacrifício de ações de graças;

2.° Que devemos unir-nos a este espírito de ações de graças.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De nos ocuparmos durante a Missa em agradecer a Deus o Seu amor e os Seus inumeráveis benefícios;

2.° De multiplicarmos durante o dia as nossas ações de graças para com a bondade de Deus, dizendo-Lhe por forma de oração jaculatória: Obrigado, meu Deus; obrigado por tudo o que fazeis continuamente por mim, pela saúde que me dais, pelo uso que me deixais dos meus membros, pelo bom pensamento que me inspirais, etc.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do prefácio:

“Demos graças ao Senhor nosso Deus” – Gratias agamus Deo nostro

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A Missa, culto de submissão prestado a Deus

Meditação para a Terceira Terça-feira depois de Pentecostes. A Missa, culto de submissão prestado a Deus

Meditação para a Terceira Terça-feira depois de Pentecostes

SUMARIO

O culto de latria, que tributamos a Deus pelo Santo Sacrifício, e ao qual devemos unir-nos, junta à suma estima e ao profundo respeito para com Deus uma completa submissão ao Seu supremo domínio. Veremos, portanto:

1.° Como Jesus, no Santo Sacrifício tributa esta submissão a Seu Pai;

2.º Como nós mesmos devemos ser em tudo perfeitamente submissos ao supremo domínio de Deus.

— Tomaremos depois a resolução:

1.º De nos conservarmos sempre em uma humildade e amorosa submissão a todas as ordens da Providência;

2.º De sacrificarmos com alegria, até nas coisas que nos custam mais, a nossa própria vontade ao supremo domínio e à vontade de Deus.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do grande sacerdote Eli, sabendo da morte de seus dois filhos e do desastre do seu povo:

“Deus é o Senhor: faça o que for agradável a seus olhos” – Dominus est: quod bonum est in oculis suis faciat (1Sm 3, 18)

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A Missa, culto de profundo respeito prestado a Deus

Meditação para a Terceira Segunda-feira depois de Pentecostes. A Missa, culto de profundo respeito prestado a Deus

Meditação para a Terceira Segunda-feira depois de Pentecostes

SUMARIO

O culto de latria, que rendemos a Deus pelo Santo Sacrifício, e ao qual devemos unir-nos, não só consiste na suma estima de Deus, mas também no profundo respeito das Suas grandezas. Veremos:

1.º Quanto respeito Jesus Cristo, no Santo Sacrifício, demonstra a seu Pai;

2.º Quão respeitosos, na nossa conduta habitual, devemos ser para com Deus.

— Tomaremos a resolução:

1.º De falarmos sempre a Deus nas nossas orações com profunda devoção, acompanhada de uma perfeita modéstia dos sentidos;

2.º De termos em todos os lugares um grande respeito para com a presença de Deus, que nos vê de dia e de noite.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do Salmista:

“Cheio de temor vosso, vos adorarei no vosso santo templo” – Adorabo ab templum sanctum tuum in timore tuo (Sl 5, 8)

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Quão útil é à alma a suma estima de Deus

Quão útil é à alma a suma estima de Deus

Meditação para o Sábado depois da oitava do Santíssimo Sacramento

SUMARIO

Continuaremos a meditação desta manhã, e veremos, que a suma estima de Deus, de que o santo sacrifício é a expressão, é para a alma:

1.° Uma preservação do pecado;

2.º Um meio de progredir nas virtudes.

— Tomaremos depois a resolução:

1.º De conservarmos sempre em nós um elevado sentimento das grandezas de Deus, e com esta consideração, de fazermos cada uma das nossas ações o melhor possível para a tornar menos indigna de tão augusto Ser;

2.° De não nos descuidarmos mais das coisas pequenas que das grandes, porque importa, que se agrade a tão augusto Ser até nas mínimas coisas.

O nosso ramalhete espiritual será estas três palavras, com que São Miguel fulminou os anjos rebeldes:

“Quem é como Deus?” – Quis ut Deus?

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