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Três Cruzes

Meditação para o Dia 12 de Julho

Santa Margarida Maria conta, numa das visões do Coração de Jesus que, num dia de Páscoa, Nosso Senhor lhe apresentara três cruzes. Perguntou-Lhe a santa a significação de tais cruzes.

“Minha filha – responde o Mestre – serás muito perseguida pelo Demônio, pelo mundo e por ti mesma”

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Uma rápida Psicanálise

Capítulo 38. Uma rápida Psicanálise - Livro Rumo à Felicidade, de Fulton Sheen

A PSICANÁLISE significa, etimologicamente, exame da alma; esta espécie de psicanálise, levada a efeito pelo próprio indivíduo, é valiosa. Ao examinar a sua própria alma, qualquer um de nós pode aprender cinco verdades gerais acerca de todos os seres humanos:

I. Há uma dualidade em todos nós; temos consciência de uma tensão entre os nossos ideais elevados e a sua tênue realização, do conflito  entre o que devemos fazer  e o modo como agimos, de uma luta entre o nosso eu, com o seu anseio pela supremacia, e as restrições impostas à nossa vontade pelas outras pessoas, com os seus desejos opostos aos nossos. Há conflito entre o nosso desejo de sermos isentos de toda a restrição e a escravidão dos maus hábitos a que nos teremos de sujeitar se nos libertarmos de restrições; entre o anseio de sermos nós próprios, e o fato de que os nossos melhores prazeres constantemente nos alheiam de nós próprios. Este estado de tensão é endêmico no homem.

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Negociar a Felicidade

Meditação para o Dia 11 de Julho

A felicidade é um negócio. E os que sabem empregar bem o capital em bancos e boas transações, gozam os juros de cem por um, aqui e na vida eterna. Que faz o bom negociante? Coloca o seu capital em negócios seguros e de vantagens certas. Compra e vende com lucros. Quereis ser felizes? Imitai o negociante. Com a moeda de vosso conforto, riqueza e saúde, comprai um pouco de felicidade para os que sofrem. E são tantos! O segredo da felicidade, segundo o Evangelho, está em fazer os outros felizes. Continue reading

Vida Interior

Capítulo 37. Vida Interior - Livro Rumo à Felicidade, de Fulton Sheen
QUANTO mais buscamos a felicidade no mundo exterior, mais arriscamos a nossa paz interior. Só quem confia em si mesmo se mantém sereno, pois esse, e mais ninguém, fixou as condições de paz que estão debaixo do seu próprio domínio. Os outros são vítimas das circunstâncias, escravos de coisas que, em qualquer momento, lhes podem ser recusadas. O bêbado é um obcecado do álcool; os avarentos são obcecados do dinheiro; os frívolos são obcecados da moda… o universo de qualquer um deles pode ser abalado pela vontade de outrem. Nenhum de nós pode dirigir o modo como os outros procederão para conosco; mas podemos dirigir sempre a nossa reação para com eles. Continue reading

Salomão e Jó

Meditação para o Dia 10 de Julho

Salomão e Jó, observa Pascal, foram os que até hoje falaram melhor da miséria do homem. Um feliz, o outro desgraçado. Aquele conheceu pela experiência a vaidade dos prazeres; este, a realidade dos males. A pompa de Salomão deslumbrou todo o mundo. Foi o mais rico e feliz dos monarcas. Que lhe faltou? Tudo quanto pode desejar um coração, ele o possuía. A glória, o gênio, a beleza, o prazer, as honras, o ouro! E termina seus dias na solidão, no abandono! E tamanha glória passa como o vento. Continue reading

O Espírito de Perdão

Capítulo 36. O Espírito de Perdão - Livro Rumo à Felicidade, de Fulton Sheen
A ALARMANTE onda de ódio que se espraia pelo mundo moderno é, em grande parte, causada pela culpa: o homem que se odeia a si mesmo, depressa começa a odiar o seu próximo. O5 pecados inconfessados e por vezes negados criam dentro da pessoa um profundo mal-estar… o equilíbrio tem de ser, de qualquer modo, restabelecido; o eu tem, de qualquer maneira, de ser apresentado a uma luz mais favorável. O reto caminho para o conseguir é confessar os pecados e fazer penitência por eles. O caminho errado… que muita gente infeliz hoje segue… é dar-se uma aparência melhor, a si e aos seus pecados, aviltando os outros. Continue reading

Caminho da Casa Paterna

Meditação para o Dia 09 de Julho

“Há muitas moradas na casa de meu Pai”, disse Nosso Senhor, mas, segundo comenta piedoso autor, é um só o caminho para lá chegar: o da Santa Cruz, de que nos fala a Imitação. O filho pródigo não teria voltado à casa paterna se a dor e a miséria o não tivessem batido. E tão grande a misericórdia Divina que nos obriga pelo sofrimento a ter saudades do Céu, desapegando-nos assim de toda vaidade e ilusão deste mundo. Continue reading

Concentração

Capítulo 35. Concentração - Livro Rumo à Felicidade, de Fulton Sheen

Todo este capítulo anda à volta de duas palavras: escape e inscape que o Autor dá um sentido peculiar. Não encontramos na nossa língua termos correspondentes com o mesmo conteúdo semântico. Traduziu-se escape por «evasão», dando a esta palavra o significado de afastamento das inquietações que nascem dos pro­blemas da vida fundadas em Deus, e recurso a tudo o que os faça esquecer; e inscape por «concentração» com o sentido de regresso a Deus, centrando n’Ele a nossa vida e a solução de todos os seus problemas. — N. do T.

É NECESSÁRIO introduzir uma nova palavra na nossa língua, e, embora talvez já tenha sido usada na poesia de Gerald Manly Hopkins, não entrou ainda no uso universal. Esta nova palavra deve ser o oposto de evasão («escape»). Evadir-se quer dizer fugir de uma coisa perigosa, na esperança de encontrar segurança. Deriva de duas palavras latinas: «ex» (de) e «cappa» (capa). Significa, pois, escapar-se de uma prisão, tornar-se livre. Continue reading

Exílio do Coração

Meditação para o Dia 08 de Julho

O mais triste dos exílios é o do coração. Faz sofrer mesmo dentro da família e da pátria. Sofrimento do amor, é inevitável, pois, no dizer do fino psicólogo da Imitação, “não se vive sem amar e não se ama sem sofrer”. As almas nobres sentem no coração um abismo, que nada pode encher. Nem o prazer dos sentidos, nem as honras, nem as glórias, nem o amor da terra. Daí a melancolia dos grandes corações, prova evidente de que esta vida é um exílio, no qual quem mais sofre é o coração. Continue reading

O Pecado Impune

Capítulo 34. O Pecado Impune - Livro Rumo à Felicidade, de Fulton Sheen
POR detrás de toda a tentativa de «se escapar», feito o dano, está a esperança de que nunca se será descoberto. Se há apenas uma inspeção aos livros, pode estar-se razoavelmente certo de que não se descobrirá o roubo; mas se há uma segunda inspeção por um guarda-livros superior, ser-se-á menos tentado a cometer o crime. Nada leva tanto ao mal como a crença de que este mundo é tudo, e de que, para além dele, não há um julgamento ulterior sobre o modo como vivemos e pensamos. Se este mundo é tudo, por que não tirar então dele o maior proveito possível, custe o que custar, contanto que se fique impune? Continue reading

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