Meditação para o Dia 11 de Setembro

Mais uma parábola de Santa Teresinha, a fim de nos dar a entender o Amor Misericordioso do Coração de Jesus para conosco. Não são somente as almas que pecam que devem amor e reconhecimento a Nosso Senhor, mas também as inocentes. 

“Eu sei, – dizia o anjo do Carmelo, – eu sei que Jesus me tem perdoado mais do que a Santa Madalena. Suponha-se que o filho de um hábil médico, tropeçando numa pedra que encontra em seu caminho, caia, fraturando, por exemplo, uma perna. Vem prontamente o pai, levanta-o com amor, trata com cuidado o ferimento, empregando todos os recursos da cirurgia. Em pouco tempo, o paciente, completamente curado, manifesta ao pai o seu reconhecimento. Indubitavelmente, esse filho tem muita razão de amar o pai! Outra suposição. O pai, prevenido da existência de uma pedra no caminho do filho, adianta-se a este e a retira sem ter sido visto por ninguém. Decerto esse filho, objeto de tão previdente ternura, ignorando a desgraça de que o preservou a mão paterna, não testemunhará reconhecimento algum ao pai, e não o ficará amando tanto como se lhe devesse a cura de um ferimento mortal. Mas não passará a amá-lo mais, se de tudo vier a saber? Pois bem, eu sou esse filho, objeto do amor previdente de um Pai que não enviou seu Verbo para resgatar o justos, mas os pecadores. Ele quer que eu O ame porque me perdoou, não muito, mas tudo. Sem esperar que eu O ame tanto quanto Santa Madalena, faz-me saber como me tinha amado com um amor de inefável providência, a fim de que agora O ame eu até a loucura

Em toda a nossa vida, esse Amor atua, curando-nos as feridas do coração, ou, cheio de prudente desvelo, afastando de nossos caminhos todo perigo, todo tropeço, todo abismo!

Ó Amor de inefável providência!

Referências:

(1) História de uma alma – c. IV

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(Brandão, Ascânio. Breviário da Confiança: Pensamentos para cada dia do ano. Oficinas Gráficas “Ave-Maria”, 1936, p. 274)