Meditação para o Dia 15 de Novembro

A uma viúva cristã, São Francisco de Sales escreveu esta carta consoladora:

“Meu Deus, como esta vida é enganadora! E como são breves as suas consolações! Num momento aparecem e noutro se dissipam. Se não fora a eternidade para onde se dirigem nossos dias, com razão lamentaríamos a nossa condição humana. Escrevo-vos com o coração cheio de desgostos pela perda que tivestes e, ainda mais, pela ideia do golpe que o vosso deve receber quando lhe forre velada a infausta notícia de vossa viuvez, tão repentina e lamentável. Deus, que vos deu esse marido, foi também quem o chamou agora para Si. A nossa natureza, a cuja condição não podemos escapar, é feita de tal modo que morreremos em hora imprevista. Eis porque precisamos ter paciência e procurar adoçar o mal que não nos é possível evitar. Além disso, vamos pensar na Eternidade, onde nos serão reparadas todas as perdas e se restaurará a nossa sociedade depois de desunida pela morte. Suportemos pacientemente a separação cruel, a saudade martirizante. Que as lágrimas de uma viúva cristã sejam lágrimas de saudade e de esperança; saudade do companheiro tão querido, que a morte arrebatou, e esperança, a doce esperança de que, um dia, há de encontrá-lo na vida eterna e feliz do Céu!”

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(Brandão, Ascânio. Breviário da Confiança: Pensamentos para cada dia do ano. Oficinas Gráficas “Ave-Maria”, 1936, p. 342)