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Sempre Unidos

Meditação para o Dia 22 de Novembro

São Francisco de Sales considera a verdadeira amizade cristã um prelúdio e antegozo do Céu.

“Se a nossa amizade – escreve o santo – transforma-se em caridade, em devoção, em perfeição cristã, ó Deus! Quanto será preciosa! Oh! Como é bom amar, na terra, como se ama no Céu, e aprender a estimar-nos, nesta vida, como nos havemos de estimar e querer eternamente na outra”

Os corações unidos aqui pelos laços de uma amizade pura e sobrenatural,continuarão sempre unidos no Céu. São Vicente de Paulo teve uma consoladora visão na morte de Santa Chantal, a fundadora da Visitação. Continue reading

Panegírico de São Francisco de Sales

Panegírico de São Francisco de Sales

São Francisco de Sales nasceu em 1567, no castelo de Sales, perto de Annecy. Completou os seus estudos em Paris e estudou direito em Pádua, foi advogado em Chambery, entrou nas ordens sacras e foi toda a sua vida um modelo de zelo e de piedade. Tendo-se feito missionário, converteu muitos protestantes do Chablais e do país de Gex. Depois, nomeado bispo de Genebra, cuidou zelosamente das suas ovelhas, e veio por várias vezes à França, onde pregou pela Quaresma com o mais brilhante triunfo. Fundou a confraria da Cruz e, em 1610 a Ordem da Visitação, confirmada por Paulo V. Era incansável na sua devoção sempre ativa. Três dias antes de morrer, ainda pregava, apesar do quebrantamento das forças. A sua festa celebra-se a 24 de Janeiro, no calendário litúrgico para o rito na forma Ordinária; e a 29 de Janeiro, para o rito na forma Extraordinária.

Pregado em Paris, no mosteiro da Visitação, 28 de dezembro de 1662.

SUMÁRIO

Exórdio.  Não parece ser difícil louvar um Pai tão venerável perante filhas tão respeitosas. Bossuet, porém, deseja que outrem faça o elogio do santo.

Proposição e divisão.  É muito natural quererem os homens elevar-se a lugares eminentes para ostentarem pomposamente o lustre de uma grandeza majestosa. Outro tanto se não dá com São Francisco de Sales, a quem o orador considera sucessivamente:

1.° Como doutor e Pregador;

2.° Como bispo;

3.° Como diretor das almas.

Sob estes três pontos de vista, mostra Bossuet como ele foi na Igreja de Deus um astro luminoso e vivificador.

1.º Ponto. — Como doutor e pregador, São Francisco procurou no Evangelho essa ciência que não só ilumina as almas, mas também lhes dá a piedade, ciência que fortifica o espírito e lhe dá luz, que sabe mostrar o caminho da virtude e conduzir a ele, que sabe ensinar a devoção e até obrigar os pagãos a amá-la.

2.º Ponto. — Como bispo, evitou todos os desvios da ambição, viu apenas no seu cargo eminente mais um meio para ensinar a ciência de Jesus Cristo, e não um degrau para se alcandorar as dignidades eclesiásticas. Insensível aos aplausos e ao favor do público, também o foi aos desagrados em que incorreu e as injustiças de que foi vítima.

3.º Ponto. — Como diretor das almas, insinuou-se ao mesmo tempo no coração e no espírito, e a brandura foi o seu principal meio de triunfo. De extraordinária caridade, teve compaixão e condescendência para com todos os pecadores, mas particularmente para com os hereges.

Peroração. Elogio e carácteres da caridade, segundo São Francisco de Sales e Santo Agostinho. A caridade é dispensada a todos.

Ille erat lucerna ardens et lucens
Ele era uma… luz ardente e resplandecente
(Jo 5, 35)

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Lágrimas de uma Viúva Cristã

Meditação para o Dia 15 de Novembro

A uma viúva cristã, São Francisco de Sales escreveu esta carta consoladora:

“Meu Deus, como esta vida é enganadora! E como são breves as suas consolações! Num momento aparecem e noutro se dissipam. Se não fora a eternidade para onde se dirigem nossos dias, com razão lamentaríamos a nossa condição humana. Escrevo-vos com o coração cheio de desgostos pela perda que tivestes e, ainda mais, pela ideia do golpe que o vosso deve receber quando lhe forre velada a infausta notícia de vossa viuvez, tão repentina e lamentável. Continue reading

Pensamentos Consoladores do Purgatório

Meditação para o Dia 02 de Novembro

Segundo um dos biógrafos de São Francisco de Sales, o santo dizia e sempre repetia que, em sua opinião, devemos tirar mais consolação do que temor do pensamento do Purgatório. Verdade é que, naquele lugar de expiação, são tão grandes os tormentos que não se lhes podem comparar as maiores dores desta vida. Mas também as alegrias interiores são lá de forma tal que não há neste mundo prosperidade nem alegria que as igualem. E quereis saber por que consola o pensamento do Purgatório? Continue reading

Como é bom entregar-se à Divina Providência!

Meditação para o Dia 25 de Outubro

A Providência de Deus é admirável e infinita. Intervém em tudo, reina em tudo e faz reverter tudo em sua glória. Por que nos inquietarmos? Deus sabe o que faz! E tudo faz para nosso bem. Por isso dizia Santa Joana de Chantal, a admirável filha de São Francisco de Sales:

“O perfeito abandono de nós mesmos nos braços da Divina Providência, a aquiescência amorosa a tudo que de nós quiser, o santo afeto de lhe agradar pelos atos de todas as virtudes, segundo as ocasiões, sobretudo a santa caridade e a humildade, – tudo isso é lenha que alimenta o sagrado fogo do amor celeste”

A entrega total, o perfeito abandono nas Mãos da Providência, eis o ideal da perfeição, porque a perfeição é o amor e o abandono é o cume da montanha do Amor. Continue reading

A Estátua do Mestre Divino

Meditação para o Dia 11 de Outubro

Santa Joana de Chantal sofria muito por sentir, quando orava, que sua alma ficava como que insensível, numa desoladora e triste aridez diante de Nosso Senhor. São Francisco de Sales consolou-a com a bela parábola da estátua. Continue reading

Meu pobre Coração… Vamos!

Meditação para o Dia 10 de Outubro

Caímos outra vez! Mais um pecado grave… Ou a miséria de uma falta humilhante! Até quando, meu Deus?! … E quase desesperados nos revoltamos contra nós mesmos, num arrependimento agitado, amargo, impetuoso. Não devemos proceder assim. Precisamos ter paciência. Fomos traídos pelo coração ingrato e mau. Não o irritemos ainda mais. Quando alguém se fere não deve arranhar, irritado, a ferida, mas pensá-la cuidadosamente e acalmar-se. Continue reading

Três avisos importantes para terminar esta introdução

Parte V
Capítulo XVIII

Nos primeiros dias de cada mês renova depois da meditação a protestação que se acha na primeira parte, repetindo, depois, no decurso do dia, como David:

Não, meu Deus, eu nunca me esquecerei de tua lei, porque nela foi que vivificaste minha alma

E, quando sentires alguma mudança maior em ti, toma nas mãos a fórmula da protestação e, proferindo-a de todo o coração, com profunda humildade e abnegação, nisso obterás grande alívio.

Faze profissão manifesta não de ser devoto ou devota, mas de querer sê-lo, e não te envergonhes das ações comuns e necessárias que nos conduzem ao amor a Deus. Confessa resolutamente que procuras fazer a meditação, que preferes morrer antes do que cometer um pecado mortal, que queres frequentar os sacramentos e seguir os conselhos do teu diretor espiritual, o qual, porém, por diversas razões, é melhor que não se nomeie. Continue reading

Resposta a duas objeções possíveis contra esta introdução

Parte V
Capítulo XVII

Dir-te-á o mundo, Filotéia, que estes conselhos e exercícios são tantos que quem os quisesse observar não poderia dar atenção a outra coisa. Ah! Filotéia, mesmo que não fizéssemos mais nada, já teríamos feito bastante, pois que teríamos feito o que devemos fazer neste mundo. Mas não estás vendo o ardil do inimigo? É verdade que, se nos dedicássemos todos os dias a estes exercícios, eles nos ocupariam todo o tempo. Mas Deus não os exige senão em certos tempos e em certas ocasiões. Quantas leis civis há no Digesto e no Código que se tem que observar, mas não todos os dias e sempre! Continue reading

Sentimentos que se devem conservar depois deste exercício

Parte V
Capítulo XVI

No dia em que fizeres esta renovação e nos dias seguintes deves pronunciar muitas vezes com o coração e com os lábios estas ardentes palavras de São Paulo, Santo Agostinho e Santa Catarina de Gênova:

Não, eu não pertenço mais a mim; seja viva, seja morta, eu pertenço a meu Salvador, Nada tenho de mim, nada para mim. É Jesus que vive em mim e tudo o que posso chamar meu Lhe pertence. Ó mundo, permaneces sempre o mesmo! E eu também até agora tenho sido sempre eu mesma; mas dora em diante não o serei mais. Não, não seremos mais nós mesmos, porque teremos o coração mudado; e o mundo, que nos enganou, enganar-se-á sobre nós; porque, notando só aos poucos a nossa mudança, ele nos crerá semelhantes a Esaú e por fim nos achará semelhantes a Jacob.

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