Meditação para o Dia 18 de Maio

Alegremo-nos, sim, mas em Deus, como Nossa Senhora.

Et exultavit spiritus meus in Deo salutari meo – “E me alegrei em Deus, meu Salvador” (1)

O Apóstolo nos aconselha a alegria santa, no Senhor. É a alegria que nos vem da meditação da misericórdia Divina, do Céu que esperamos, das magníficas recompensas que Nosso Senhor reserva aos eleitos. É a única verdadeira alegria que podemos gozar neste vale de lágrimas em que vivemos.

Afastemos de nós tanto a má tristeza quanto a alegria vã.

Extrema gaudit luctus occupat – “A má tristeza sucede à alegria vã”, diz o Espírito Santo (2)

Quando nos sentirmos levados à tristeza acabrunhadora, que desespera e irrita, faz-nos desconfiados, desagradáveis ao próximo e a nós mesmos, lembremo-nos da santa alegria de Nossa Senhora em casa de sua prima Santa Isabel. Procuremos consolar-nos no Senhor. Confiantes, rezemos um terço, uma jaculatória à Mãe do Céu, e Ela nos sorrirá e encher-nos-á de alegria o coração. Se ao contrário, uma alegria vã nos arrebata o peito e nos arrasta do recolhimento de espírito para as loucuras de mil fantasias perigosas, lembremo-nos de Maria ao pé da cruz. Fugiremos assim da má tristeza e da alegria vã. Nosso coração encher-se-á de paz, dessa doce paz que Nosso Senhor nos prometeu.

Ó Virgem, sois, na verdade, causa de nossa alegria. Que seria de nós sem o vosso amparo no triste exílio deste mundo!

Referências:
(1) São Lucas 1,47
(2) Provérbios, 14,13

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(Brandão, Ascânio. Breviário da Confiança: Pensamentos para cada dia do ano. Oficinas Gráficas “Ave-Maria”, 1936, p. 152)