Meditação para o Dia 28 de Julho

A escola dos santos foi a escola da cruz. Não se encontrará um só que não tenha passado por muitas e grandes tribulações para chegar à glória. E todos abençoaram e amaram apaixonadamente a cruz.

“Os santos – diz a Imitação (1) – e amigos de Cristo serviram o Senhor em fome, em sede, em frio e nudez, em trabalhos e fadigas, em vigílias e jejuns, em orações e santas meditações, em perseguições e muitos opróbrios. Oh! Quantas e quão graves tribulações padeciam os apóstolos, os mártires, os confessores, as virgens e todos os demais que quiseram seguir as pisadas de Cristo! Pois aborreceram neste mundo suas vidas para as possuírem na eternidade” (2)

A vida dos santos é um poema de Amor e de dor.

“A cruz – diz São Francisco de Sales – é a porta real para a entrada no templo da santidade”

Nenhum santo aprendeu a amar noutra escola. São Paulo, mestre do Amor, foi também mestre da cruz. Eis como se exprime:

“Eu vos digo a verdade em Cristo e não minto,exprimo o testemunho que dá minha consciência no Espírito Santo, e é que eu experimento uma grande tristeza e uma dor contínua em meu coração”

Ah! Sim, a tristeza de São Paulo é a de todos os santos. Ver Deus ofendido e não amado,sentir o coração ferido de Amor e viver nas trevas de uma angustiosa aridez! Contemplar o mundo no pecado e ver a Paixão de Jesus perpetuar-se, as almas que se perdem, a indiferença dos bons!

Oh! Se soubéssemos o que padece um santo, mesmo sem provações exteriores!

Referências:
(1) Imitação – LXVIII. V – 1-2
(2) São João 12,25

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(Brandão, Ascânio. Breviário da Confiança: Pensamentos para cada dia do ano. Oficinas Gráficas “Ave-Maria”, 1936, p. 227)