Na linda natureza de Deus
Entre os astrônomos, cujo zelo pela fé é tão conhecido como seu saber, podemos ressaltar: Copérnico, cônego de Frauenburgo (1473- 1543), inventor do moderno sistema heliocêntrico.

Kepler, um dos maiores astrônomos de todos os tempos (1571-163O). Como prefácio de sua obra Mysterium cosmographicum, escreveu o salmo: Coeli ennarrant gloriam Dei. Quando descobriu sua terceira lei, e se lhe descortinou a sublime harmonia do universo, ele cantou em louvor à divina Sabedoria:

“Grande é nosso Deus, grande é seu poder, infinita sua sabedoria. Louvai-o céus e terra, sol, lua e estrelas na vossa linguagem… minha alma quer glorificar ao Senhor, ao Criador, enquanto eu viver. A Ele louvor, honra e glória por todos os séculos! Amém!”

Outra obra finaliza com estas palavras:

“Antes de abandonar a mesa, junto à qual realizei minhas pesquisas, não me resta mais do que elevar as mãos e os olhos para o céu e dirigir uma humilde e fervorosa prece ao Criador de toda a luz.”

O final da obra “Harmonia dos Mundos” é formado pela seguinte oração:

“Meu Senhor e Criador! Graças vos rendo pela alegria que proporcionastes pela vossa criação e pelas obras de vossa mão. Anunciei aos homens a sublimidade de vossas obras, tanto quanto minha limitada razão pôde compreender vossa imensidade. Se eu tiver dito qualquer coisa que seja indigna de vós ou que diminua vossa glória, perdoai-me complacente!”

Newton (1643-1727) tirava respeitosamente o chapéu, toda a vez que lia o nome de Deus. No fim de sua obra “Os Princípios Matemáticos da Filosofia Natural” ele escreve:

“A maravilhosa coordenação do Sol, dos astros errantes, dos cometas, pode realizar-se unicamente segundo o plano de um Ser onisciente onipotente, e apenas por sua ordem e direção. E, se cada estrela fixa é o centro dum sistema semelhante ao nosso sistema solar, todo o universo é, evidentemente, construído segundo um plano geral, o reino de um só e mesmo dominador. Daí se segue que Deus é o verdadeiramente vivo, sapiente e onipotente Deus, o Ser infinitamente perfeito, que domina todo o universo.”

Em cativante modéstia Newton escreve, em outra ocasião:

“Não sei que pensa o mundo de mim; quanto a mim, eu me pareço a uma criança que brinca à beira-mar, e recolhe cá e lá conchas mais ou menos brilhantes, enquanto o oceano inteiro fica velado a meus olhos”.

Em nova passagem exprime o mesmo pensamento:

“Aquilo que sabemos é uma gota; o que não sabemos é um oceano inteiro”.

Com toda a justiça lhe puseram por epitáfio:

“Aqui descansa Isaac Newton… O ardoroso, inteligente e fiel investigador da natureza, da História e da Sagrada Escritura. Com sabedoria provou a magnitude do grande Deus, e por sua vida demonstrou a simplicidade do Evangelho.”

Maedler, o grande astrônomo alemão (fal. em 1874), diz:

“Um naturalista sério não pode ser ateu, pois, quem como ele lança um olhar para dentro da oficina de Deus, e tem ocasião de admirar a sabedoria divina, deve dobrar humildemente os joelhos, ante as obras do Sumo Espírito.”

Le Verrier (1811-1877), que provou por seus grandiosos cálculos a existência de Netuno, muito antes que os astrônomos o descobrissem, era fervoroso católico. Pelo fim de sua vida mandou colocar um crucifixo em seu laboratório, e nele descansava seu olhar, exausto da exploração do universo.

Herschel (1738-1822) era sinceramente católico.

Secchi (1818-1878)pertencia a uma ordem religiosa.

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(TOTH, Monsenhor Tihamer. Na linda natureza de Deus. Editora S. C. J., 1945, p. 173-175)