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Ciência

Ciência, Tesouros de Cornélio à Lápide

Necessidade da ciência cristã

A interpretação da lei corresponde ao sacerdote, diz São Jerônimo: Legis interpretativo, sacerdotis officium est (Epist. ad Nepotian.). Tu, porém, mantém firme o que aprendeste e te foi confiado[1], considerando quem te ensinou tal doutrina.

A ciência é necessária até para dar regras ao zelo. O zelo, diz São Bernardo, não é verdadeiramente eficaz senão quando vai unido à ciência: então, será mais útil; enquanto que, muitas vezes, é danoso o zelo sem ciência. Quando mais ardente o zelo, mais ativo o espírito e mais persuasiva a caridade, e tanto mais precisa é a ação da ciência, para saber limitar o zelo, moderar o espírito e dirigir a caridade (Tract. De Inter, Dom.).

Se estiver pendente ante ti uma causa, diz o Senhor, no Deuteronômio, e achares ser difícil ou duvidoso o discernimento entre sangue e sangue, entre pleito e pleito, entre lepra e lepra (isto é, em matérias criminais, civis ou de culto), e vires que são vários os pareceres dos juízes que há em tua cidade, dirige-te e acode ao lugar que terá escolhido o Senhor teu Deus, onde recorrerás aos sacerdotes de linhagem levítica, e àquele que, como Sumo Sacerdote naquele tempo, for Juiz Supremo do povo; e os consultarás, e te manifestarão como hás de julgar segundo a verdade. E farás tudo o que te disserem aqueles que presidem o lugar escolhido pelo Senhor, e o que te ensinarem conforme sua Lei; e seguirás a declaração deles, sem desviar-te nem à direita nem à esquerda (Dt 17, 8-11). Continue reading

XV. Os Méritos da Igreja – Parte II

Capela Sistina

O divino Fundador da nossa religião deu um dia a seus discípulos este mandamento eternamente memorável: “Buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça” (Mt 6, 33), e o resto vos será dado de acréscimo. A Igreja Católica sempre guardou esta regra de conduta: O Senhor me enviou para salvar as almas. Portanto, não para desenvolvera civilização? Não. Nem para trazer a felicidade à terra? Também não. Fundar o reino de Deus nas almas – eis a primeira e a mais alta tarefa da Igreja Católica.

Mas, se a Igreja sempre tem procurado unicamente cumprir essa tarefa, conforme à promessa do seu divino Fundador, as outras coisas lhe têm sido dadas por acréscimo. Se, pelo seu ensino, pela sua legislação, pelos seus mandamentos, pelo seu culto divino, ela realmente tem visado salvar as almas para a vida do outro mundo, tem entretanto comunicado ao mesmo tempo, um surto sem exemplo à felicidade terrestre da humanidade, e tornou-se a fonte de toda a civilização europeia, que com razão chamamos de “civilização cristã”.

Nesta instrução, quero completar o que disse precedentemente, dos méritos da Igreja. Na instrução anterior falei dos méritos religiosos e morais da nossa Igreja; hoje vou falar dos seus méritos em relação à civilização. Do ponto de vista religioso, o mérito da Igreja reside no fato de nos haver ela conservado sem alteração a doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo; do ponto de vista moral, pela defesa do respeito da autoridade, da justiça e dos direitos dos indivíduos, ela tornou possível a vida social do homem. Eis o que demonstrei na instrução passada. Continue reading

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