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Do sexto fruto da sexta palavra

Capítulo 30: Do sexto fruto da sexta palavra
Resta o último fruto, que se deve colher com o maior proveito, da perseverança de Cristo na Cruz, pois daquela palavra: Tudo está consumado, entendemos que o Senhor concluiu a obra da sua Paixão do princípio ao fim, de sorte que nada Lhe pudesse faltar. «As obras de Deus são perfeitas» diz Moisés (Dt 33), e assim como o Pai no sexto dia concluiu a obra da Criação, e descansou no sétimo, assim também o Filho terminou no sexto a obra da Redenção, e no sétimo descansou. Debalde clamavam os judeus, em frente da Cruz:

“Se é Rei de Israel, desça da Cruz, e acreditamo-lo” (Mt 26)

Melhor diz São Bernardo (1):

«Antes, porque é Rei de Israel, não abdique o seu título»

E pouco abaixo:

«Não te dará ocasião de nos ser roubada a perseverança, a qual só é coroada. Não fará emudecer as línguas dos pregadores, que consolam os pusilânimes, e que a cada um estão dizendo: “Não abandones o teu lugar”, o que sem dúvida aconteceria, se eles lhes pudessem responder que Cristo abandonará o seu»

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Fervor e Perseverança na Oração

Meditação para a Terça-feira das Rogações. Fervor e Perseverança na Oração

Meditação para a Terça-feira das Rogações

SUMARIO

Meditaremos duas outras condições da boa oração, que são:

1.º O fervor;

2.° A perseverança.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De apreciarmos melhor a excelência dos bens espirituais, que pedimos a Deus, e de acompanharmos por conseguinte as nossas petições com um maior desejo de sermos atendidos;

2.° De perseverarmos na oração, ainda quando não achemos gosto nela, ainda quando não obtenhamos o que pedimos.

O nosso ramalhete espiritual será a palavra do Salmista:

“O Senhor ouviu o desejo dos pobres” – Desiderium pauperum ex audivit Dominus (Sl 10; Hb 17)

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Fé e Confiança em Deus na Oração

Meditação para a Segunda-feira das Rogações. Fé e Confiança em Deus na Oração

Meditação para a Segunda-feira das Rogações

SUMARIO

Consideraremos a fé com que devemos acompanhar as nossas orações e meditaremos três razões desta fé, a saber:

1.° A excelência das perfeições divinas que a exigem;

2.° O preceito divino, que no-la impôs;

3.° As promessas que lhe são anexas.

— Tomaremos depois a resolução:

1.º De dirigirmos as nossas orações a Deus com a fé e confiança de um filho, que fala a seu Pai;

2.° De pedirmos muitas vezes a Deus, que nos aumente essa fé.

O nosso ramalhete espiritual será a oração dos Apóstolos a Nosso Senhor:

“Senhor, aumentai-nos a fé” – Domine, adange nobis fidem (Lc 17, 5)

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A Ressurreição, triunfo da Fé e da Esperança

Meditação para o Dia da Páscoa. A Ressurreição, triunfo da Fé e da Esperança

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos 16,

Passado o sábado, Maria de Magdala, Maria, mãe de Tiago, e Salomé compraram perfumes para ir embalsamá-lo. De manhã, ao nascer do sol, muito cedo, no primeiro dia da semana, foram ao sepulcro.

Diziam entre si: «Quem nos irá tirar a pedra da entrada do sepulcro?» Mas olharam e viram que a pedra tinha sido rolada para o lado; e era muito grande. Entrando no sepulcro, viram um jovem sentado à direita, vestido com uma túnica branca, e ficaram assustadas.

Ele disse-lhes: «Não vos assusteis! Buscais a Jesus de Nazaré, o crucificado? Ressuscitou; não está aqui. Vede o lugar onde o tinham depositado. Ide, pois, e dizei aos seus discípulos e a Pedro: ‘Ele precede-vos a caminho da Galileia; lá o vereis, como vos tinha dito’.»

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A Fé dos Magos

Meditação sobre a Fé dos Magos

SUMARIO

Meditaremos sobre a fé dos magos, o veremos:

1.° Qual é o preço da fé;

2.° O uso que dela devemos fazer no governo da vida.

— Tomaremos depois a resolução:

1.° De agradecer muitas vezes a Deus o dom da fé;

2.° De perguntarmos muitas vezes a nós mesmos: Porque princípio de fé faço eu esta ação?

O nosso ramalhete espiritual será a palavra de São Paulo:

“O justo vive da fé” – Justus ex fide vivit (Rm 1, 17)

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A Virtude da Fé

Mês de Janeiro: A Virtude da Fé

Mês de Janeiro

Breve introdução sobre a Fé e o Apóstolo Patrono

Ego sum lux mundi; qui sequitur me, non ambulat in tenebris, sed hablit lumen vitae – Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não anda nas trevas, mas terá o lume da vida (Jo 8, 12)

Santa Teresa dizia que todos os pecados nascem de falta de fé. A Santa tinha razão, pois é impossível viver separado de Deus, quando tem continuamente diante dos olhos as verdades da fé, grandeza de Deus, amor que Ele nos tem, benefícios de que nos há cumulado, e especialmente a obra da Redenção, Paixão de Jesus Cristo e o dom do Santíssimo Sacramento; o mesmo acontece quando se medita muitas vezes na morte, no juízo, no inferno, na eternidade. Pelo que, importa muito avivar cada um em si com frequência o espírito de fé, lembrando-se das máximas eternas. Assim fizeram os Santos, por isso alcançaram a coroa da glória.

Agradece, portanto, incessantemente ao Senhor por ter-te iluminado com a luz da santa fé e feito nascer em um país católico. Que seria de ti se tivesses nascido no meio de pagãos ou de hereges? Mostrado, portanto, reconhecido a Deus por essa graça e, suplica-Lhe que aumente em ti a fé, te assista para que correspondas a um tão grande favor, qual o da vocação à verdadeira fé, pois aumentarás tua culpa no dia das contas, à medida que não viveres conforme a fé.

Quando uma tentação te assaltar, arma-te, para tua defesa, com as máximas da fé: considera a presença contínua de Deus por toda parte; a desgraça que causa o pecado; as contas que devemos dar a Deus no dia do juízo; o castigo eterno, resultado do pecado; a gratidão que devemos a Jesus Cristo, etc…

Apóstolo Patrono para o Mês de Janeiro: São Pedro e São Paulo.

Sumário
I. A sua natureza
II. Da natureza e do grande valor da Fé
III. Do Sacrifício do entendimento que a Fé exige
IV. Como é razoável essa submissão do entendimento
V. Da vida conforme aos preceitos da Fé
VI. A Fé e o Redentor
VII. A Prática da Fé
VIII. Máximas da Fé dignas de  frequente ponderação
IX. Avisos práticos para o exercício de uma Fé viva
X. Orações para alcançar a Fé

Mês de Janeiro: A Virtude da Fé. Apóstolo Patrono: São Pedro e São Paulo

Mês de Janeiro: A Virtude da Fé. Apóstolo Patrono: São Pedro e São Paulo

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Divindade da Religião

2º Domingo do Advento - II. A Divindade da Religião

II. Sermão para o 2º Domingo do Advento

Nota: Ms. t. XI, p. 164. – Déforis, IV, 200. – Lachat, VIII, 177. — Este magnífico sermão deve ser estudado de muito perto sob todos os pontos de vista; haveria grande proveito em o comparar com os Pensamentos de Pascal; é, por assim dizer, o resumo eloquentíssimo dessa Apologia do cristianismo. O discurso da Divindade da Religião seria talvez, se o discurso da Unidade da Igreja não existisse, a obra prima de Bossuet, como autor de Sermões

Pregado no Louvre no dia 6 de dezembro de 1665.

SUMÁRIO

Exordio. — O Salvador passou, fazendo bem e curando todas as enfermidades. Os milagres eram os sinais sagrados dos prodígios sobrenaturais que a sua religião devia realizar.

Proposição e divisão. — Jesus Cristo quis na fé «que as verdades fossem sublimes; na regra dos costumes que o caminho fosse estreito; na remissão dos pecados que o meio fosse fácil».

1.º Ponto.«A doutrina do Salvador estabeleceu-se no mundo e mantem-se nele como uma rainha no seu império; ora a sublimidade das verdades cristãs» leva-nos a sublevar-nos «contra a autoridade de Jesus Cristo».

2.º Ponto. — A moral do Salvador disciplinou maravilhosamente o indivíduo, a família, as amizades e a sociedade; ora, a exatidão da regra cristã leva-nos a queixar-nos do rigor da Igreja.

3.º Ponto. — As portas da penitência estão sempre abertas, o que nos arrasta a abusar da paciência da Igreja.

Peroração. — Nós devemos viver de tal maneira que as instituições da clemência divina não venham a ser para nós uma causa de condenação.

Caeci vident, claudi ambulant, leprosi mundantur, etc., e quase em seguida: Beatus qui non fuerit scandalizatus in me!
Os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são purificados, e bem-aventurado é aquele que em mim se não escandalizar! (Mt 11, 5 e 6).

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Por que Temeis?

Meditação para o Dia 03 de Junho

“E, subindo Ele para um barca, seguiram-na seus discípulos. E logo sobreveio um grande movimento do mar, de tal sorte que a barca se cobria de ondas; mas Ele dormia. Então se chegaram a Ele os seus discípulos e O acordaram, dizendo: Senhor, salva-nos, perecemos! E Jesus lhes disse: Por que temeis, homens de pouca fé? E levantando-se, mandou aos ventos e ao mar, e seguiu-se uma grande tranquilidade.” (1)

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Santo Afonso, modelo de Fé Viva

Santo Afonso Maria de Ligório, modelo das Virtudes Fundamentais

Santo Afonso Maria de Ligório, modelo das Virtudes Fundamentais

Devoção a Santo Afonso como modelo das Virtudes Fundamentais.
Mês de Janeiro

Iustus autem ex fide vivit – “O justo, porém, vive da fé” (Rm 1, 17)

Sumário. Com razão se pode dizer que o Santo Doutor viveu da fé porque foi ela o sustento quotidiano de toda a sua vida espiritual. O Santo apreciava extremamente a felicidade de ser católico, continuamente dava por isso graças a Deus e protestava que estava pronto a sacrificar o sangue e a vida para a propagação e conservação da Religião Católica entre os fiéis. Imitando tão grande Pai, façamos nós também frequentes atos de fé; e se não nos é dado fazer mais pela propagação do Evangelho, roguemos ao menos por todos os Missionários.
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Jesus curando o Surdo-Mudo

Meditação para o Dia 06 de Novembro

1. Para curar o surdo-mudo, que lhe trouxeram, Jesus “tomou-o à parte do povo”. Para achares a saúde de tua alma, deves seguir este exemplo, afastando-te das distrações humanas. Jesus “lhe meteu os seus dedos nos ouvidos”. Fecha assim teus ouvidos às vaidades, abrindo-os à voz e às inspirações de Deus.

“Cuspindo, tocou com a saliva a sua língua”

A graça de Deus e a humildade devem guiar tua língua, preservando-a de palavras injustas, duras, pecaminosas; e fazendo-as falar sinceramente na acusação sacramental.

“E, levantando os olhos ao céu, deu um suspiro”

Oxalá que afastasses também teu olhar, sempre mais e mais, da terra! Continue reading

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