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Meditação para o 32º Domingo Comum – Ano A

Dom Henrique Soares da Costa
Por Dom Henrique Soares da Costa

De um modo ou de outro, a Palavra do Senhor sempre nos fala da vida, nos revela o sentido, nos mostra o caminho. Hoje, o Cristo Senhor nos apresenta a existência como um punhado de talentos, de dons, de oportunidades que a providência gratuita e misteriosa de Deus colocou em nossas mãos para que façamos frutificar.

Certamente, jamais compreenderemos por que nascemos desse modo ou somos daquele outro. A vida é um mistério tremendo, Irmãos; tão tremendo, que o Salmista geme, entre admirado e oprimido:

“Ainda embrião Teus olhos me viram e tudo estava escrito no Teu livro; meus dias estava marcados antes que chegasse o primeiro. Como são profundos para mim Teus pensamentos, como são grandes seu número, ó Deus!” (Sl 139/138,16s)

Podemos, no entanto, ter a certeza de que o Senhor nos deu uma vida, “a cada um de acordo com a sua capacidade“. Continue a ler

Meditação para 32º Domingo do Tempo Comum

Dom Henrique Soares da Costa

Caríssimos, estamos a poucas semanas do encerramento do Ano Litúrgico – Ai! como o tempo voa, como a vida passa! E a Igreja, como Mãe cuidadosa, faz-nos meditar sobre o final dos tempos e o fim da nossa vida! Fim como término, mas, sobretudo, fim como sentido, como finalidade!

Eis!
Qual o sentido da nossa existência?
Para onde correm, velozes, os dias de nossa vida?
Que fazer, caríssimos, com o breve tempo que nos foi dado neste mundo?
Estas, as questões tão importantes; estas as perguntas definitivas, que realmente contam; questões das quais o mundo atual, atolado nas miudezas provisórias do dia-a-dia, procura fugir com tanto cuidado… Continue a ler

Meditação para o III Domingo Comum


Por Dom Henrique Soares da Costa

A primeira leitura da Missa de hoje é, em parte, a mesma da Noite do Natal:

“O povo que andava na escuridão viu uma grande luz; para os que habitavam nas sombras da morte, uma luz resplandeceu! Fizeste crescer a alegria e aumentaste a felicidade! Todos se regozijam em Tua presença”

Irmãos, esta luz que ilumina as trevas, que dissipa as sombras da morte, que traz a felicidade, é Jesus! O texto do Evangelho que escutamos no-lo confirma: Jesus é a bendita luz de Deus que brilhou neste mundo! Ele mesmo afirmou:

“Eu sou a luz do mundo! Quem Me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida!” (Jo 8,12)

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Meditação para o II Domingo Comum


Por Dom Henrique Soares
Amados em Cristo, este Domingo é o primeiro após o encerramento do santo Tempo do Natal e marca o início da segunda semana do Tempo Comum, tempo verde, que celebra o mistério de Cristo, Sua ação salvífica entre nós, no miúdo dia-a-dia de nossa existência.

A beleza do Tempo Comum, caros irmãos, é aquela de nos permitir, a conta-gotas, na miudeza da vida diária, domingo após domingo, encher a nossa vida pequena com a Eternidade de Deus. Por isso também a cor verde, que significa a esperança de quem sabe que o Cristo Emanuel, morto e ressuscitado, estará para sempre conosco.

Que graça tão grande: nos símbolos, nos gestos, nos sinais, nas palavras da Sagrada Liturgia, entrarmos em contato com os gestos salvadores do próprio Cristo, do Santo Messias que nasceu para nós e, morto e ressuscitado, enche-nos de Vida divina! Por isso, o cristão tem força, por isso o cristão tem algo diferente e novo a dizer ao mundo, por isso o cristão é sal e luz! Continue a ler

Procurar e Encontrar a Cristo

“E, prostrando-se, o adoraram” (Mt 2, 11)

Dor e Alegria

Ter filhos é uma grande alegria para as mulheres casadas, mesmo que sofram as dores do parto. Diz Jesus Cristo:

Depois que deu à luz um menino, já não se lembra da aflição por causa da alegria que sente pelo filho” (Jo 16, 21)

O dia da alegria das mães é aquele em que dão à luz os seus filhos. Consideram-se grandes maravilhas de Deus “tirar o pobre da imundice” (Sl 112, 7) e “fazer a mulher estéril dar à luz” (cf. Is 54, 1 e 1 Sam 2, 5). Juntemos estas duas coisas e acrescentemos outra maior. Continue a ler

Ainda não falam e já proclamam Cristo


Dos Sermões de São Quodvultdeus, bispo
(Sermo 2 de Symbolo: PL 40, 655)

Nasceu um pequenino que é o grande Rei. Os magos chegam de longe e vêm adorar, ainda deitado no presépio, aquele que reina no céu e na terra. Ao anunciarem os magos o nascimento de um Rei, Herodes se perturba e, para não perder o seu reino, quer matar o recém-nascido. No entanto, se tivesse acreditado nele, poderia reinar com segurança nesta terra e para sempre na outra vida.

Por que temes, Herodes, ao ouvir que nasceu um Rei? Ele não veio para te destronar, mas para vencer o demônio. Como não compreendes isso, tu te perturbas e te enfureces; e, para que não escape o único menino que procuras, tens a crueldade de matar tantos outros. Continue a ler

Meditação para o Domingo 07/08/16

Pequeno Rebanho

Reflexão do Evangelho de São Lucas 12, 32-48

Por Dom Henrique Soares da Costa

Quando o Evangelho não nos é exigente?

Quando a Palavra de Deus não nos questiona?

A Escritura diz que:

“a Palavra de Deus é viva e eficaz, mais penetrante do qualquer espada de dois gumes; penetra até dividir alma e espírito, junturas e medulas. Ele julga as disposições e intenções do coração” (Hb 4,12)

A cada Domingo, fazemos experiência dessa exigência viva e eficaz da Palavra do Senhor em nossa vida. É o caso também deste hoje.

Comecemos com a advertência consoladora e carinhosa do Senhor Jesus:

“Não tenhais medo, pequenino rebanho, pois foi do agrado do vosso Pai dar-vos o Reino”.

Tão atual e necessária esta palavra!
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A onipotência de Deus – a razão da nossa fé e esperança

Tempestade da Fé

Sermão de John Hernry Cardeal Newman

Quarto domingo depois da Epifania

Comentário ao Evangelho de Mt 8, 27

(30 de janeiro de 1848)

Nosso Senhor ordenou aos ventos e o mar, e os homens que o viram se maravilharam, dizendo:

“Quem é este homem a quem até os ventos e o mar obedecem?” (Mt 8, 27).

Foi um milagre que mostrou o poder de nosso Senhor sobre a natureza. E, portanto, eles se perguntavam, porque não conseguiam entender – e com razão – como um homem poderia ter poder sobre a natureza, a menos que lhe fosse concedido por Deus. A natureza trilha seu próprio caminho e não podemos alterá-la. O homem não pode alterá-la; só pode usá-la. A matéria, por exemplo, descende: a pedra, o ferro, todos precipitam-se sobre a terra, quando deixados a si mesmos. Mais uma vez, deixados a si mesmos não podem se mover, exceto pela queda. Só se movem quando são puxados ou empurrados à frente. A água nunca fica em porção ou massa, mas flui por todos os lados, tanto quanto pode. O fogo sempre queima, ou tende a queimar. O vento sopra de um lado para outro, sem qualquer regra ou lei detectável, e não podemos dizer como vai soprar amanhã observando como sopra hoje. Vemos todas estas coisas; elas têm o seu próprio curso, não podemos alterá-las. Tudo que tentamos fazer é usá-las; nós as tomamos da maneira que as encontramos e as usamos. Não tentamos mudar a natureza do fogo, da terra, do ar ou da água, mas observamos qual é a natureza de cada um e tentamos nos beneficiar. Nós nos beneficiamos do vapor, e o usamos em carros e navios; nos beneficiamos do fogo e o usamos de mil maneiras. Continue a ler

Procurá-Lo porque já encontrado…

Dos Sermões de São Bernardo (1091-1153), abade e doutor da Igreja

Saiba toda a alma que busca a Deus que ela foi por Ele procurada primeiro, que a buscou antes que ela O buscasse.

«Toda a noite procurei Aquele que o meu coração ama» (Ct 3,1).

A alma procura o Verbo, mas é o Verbo Quem a procura de antemão. Quando entregue a si própria, a nossa alma mais não é do que um sopro que passa e não volta (Sl 78(77),39). Escutai o que ela diz, ao longe fugitiva e à deriva:

«Ando errante como ovelha perdida; vem à procura do teu servo» (Sl 119(118),176).

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Sermão da Quaresma de São Leão Magno

São Leão Magno

“Toma consciência, ó cristão da tua dignidade, já que participas da natureza Divina”

Há muitas batalhas dentro de nós: a carne contra o espírito, o espírito contra a carne. Se, na luta, são os desejos da carne que prevalecem, o espírito será vergonhosamente rebaixado de sua dignidade própria e isto será uma grande infelicidade, de rei que deveria ser, torna-se escravo.

Se, ao contrário, o espírito se submete ao seu Senhor, põe sua alegria naquilo que vem do céu, despreza os atrativos das volúpias terrestres e impede o pecado de reinar sobre o seu corpo mortal, a razão manterá o cetro que lhe é devido de pleno direito, nenhuma ilusão dos maus espíritos poderá derrubar seus muros; porque o homem só tem paz verdadeira e a verdadeira liberdade quando a carne é regida pelo espírito, seu juiz, e o espírito governado por Deus, seu Mestre.

É, sem dúvida, uma preparação que deve ser feita em todos os tempos: impedir, por uma vigilância constante, a aproximação dos espertíssimos inimigos. Mas é preciso aperfeiçoar essa vigilância com ainda mais cuidado, e organizá-la com maior zelo, nesta época do ano, quando nossos pérfidos inimigos redobram também a astúcia de suas manobras. Continue a ler

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