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Pobreza e Sofrimentos do Redentor

Meditação para o Dia 20 de Dezembro

1. Sendo rico, fez-se pobre por vós, para que vós, por sua pobreza, fôsseis ricos“. Podia muito bem possuir riquezas Aquele que tão magníficas deu ao céu e à terra; buscou, porém, a pobreza no seio da Sua Mãe. Ali, de nada dispondo, exulta com o pensamento de que nascerá pobre, viverá pobre e pobre morrerá; que depois de nascido não poderá, sem auxílio de uma criatura Sua, nem se alimentar, nem se vestir, nem ao menos prover a nenhuma das necessidades da vida. O Criador, o Altíssimo, o Juiz supremo em tanta dependência! E tu nada sabes sofrer por amor a Ele? Continue reading

Jesus Oculto a Todos

Meditação para o Dia 19 de Dezembro

1. A vida de Jesus no seio de Sua Mãe foi uma vida de santa solidão. Na fraqueza duma criança Ele esconde Sua onipotência, Sua sabedoria, Sua divindade. Não é, pois, exagerado consagrares a Jesus algumas horas, não persistires sempre em teu direito, e ocultares por amor a Ele o que talvez tenhas de apreciável. Ninguém, senão a Santíssima Virgem, sabia da voluntária solidão de Jesus. Ele ensina-te a não procurares ver tudo e ser visto por todos, mas a recolheres-te e conservares-te oculto, tendo somente a Deus por testemunha do bem que fazes. Continue reading

Festa da Expectação do Nascimento

Meditação para o Dia 18 de Dezembro

1. A Santíssima Virgem teve o mais vivo desejo de ver nascido e de tomar em seus braços Aquele a quem milagrosamente concebera. Tens tão vivo desejo da Santa Comunhão, na qual tão estreitamente te unes a Deus? Faltando agora poucos dias para o Natal, prepara-te com verdadeiro fervor para receber o Senhor, que há de vir espiritualmente, e, se o quiseres, também sacramentalmente ao teu coração. À tua preparação corresponderá a paz prometida ao número as outras graças. Continue reading

Maria e seu Divino Filho

Meditação para o Dia 17 de Dezembro

1. Sem dores e desgostos conservou a Santíssima Virgem em seu seio puríssimo a Jesus por nove meses. Era natural: tudo o que cordial e sinceramente amamos, nenhum incômodo nos causa. Quanto maior for teu amor para com Deus, tanto mais facilmente vencerás os obstáculos: a indolência, o orgulho, o amor próprio. Se qualquer coisa leve te afasta do cumprimento de tuas obrigações e da prática das virtudes, é certo que o teu amor a Deus ainda não é real, nem muito grande. Continue reading

Aprecias a Encarnação de Jesus?

Meditação para o Dia 16 de Dezembro

1. Para melhor reconheceres o infinito amor que Deus mostrou, mandando Seu Filho ao mundo, supõe que O tenha enviado por causa de um homem só, único habitante da terra. Por amor deste, Deus apesar de ofendido, assumiu a natureza humana, rabalhou dezenas de anos em humilde oficina, andou pregando por toda parte, sofreu, morreu e instituiu o Santíssimo Sacramento. Não ficas pasmo ante essa prova do imenso amor de Deus para com Sua criatura e ante a malícia desta quando O paga com negra ingratidão? A sentença será contra ti mesmo, pois, por ti veio Jesus à terra, por ti trabalhou, ensinou e sofreu, por ti morreu, por ti está no Santíssimo Sacramento. Continue reading

Jesus nasce em Belém

Nascimento de Jesus em Belém

A Luz veio ao mundo

O nascimento de Jesus (cf. Lc 2, 1-20) é contemplado pela Liturgia da Igreja sob o símbolo da Luz: «Ó Deus, que fizestes resplandecer esta noite santa com a claridade da verdadeira luz!»; «O povo que caminhava na escuridão viu uma grande luz»; «Hoje surgiu a luz para o mundo: o Senhor nasceu para nós».

Todas essas expressões são um eco das palavras do prólogo do Evangelho de São João:

No princípio era o Verbo […] e o Verbo era Deus. […] Nele estava a Vida, e a vida era a Luz dos homens. […] Era a Luz verdadeira, que vindo ao mundo, ilumina todo homem […]. E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós (Jo 1, 1 seg.)

Neste capítulo, a nossa meditação quer ser mais contemplativa: ajudar-nos a voltar os olhos e o coração para Jesus Menino, que repousa sobre as palhas do Presépio, envolto nos paninhos que a Mãe lhe preparou, de modo a sentirmos o impulso de agradecer-lhe a sua entrega «por nós, homens e para a nossa salvação», e de adorá-lo: Meu Senhor e meu Deus! Continue reading

A Aurora do Natal: Maria

Virgem Maria: Aurora do Natal

O raiar da antemanhã

Depois de uma noite escura de séculos, um dia surgiu sobre o mundo a luz de um novo amanhecer: apareceu Maria, criatura em quem se refletia sem sombras a imagem de Deus, pois foi concebida livre da mancha do pecado original.

Quem é esta que avança como a aurora que desponta? – pergunta a Liturgia, com palavras do Cântico dos Cânticos (6, 10), e responde que é a Virgem Maria, preparada por Deus desde toda a eternidade para ser a digna Mãe do seu Filho, a aurora do Sol nascente, que é Cristo (Lc 1, 78).

Há uma oração em honra de Nossa Senhora, que reza assim: «A maternidade de Maria foi a aurora da Salvação». E o Bem-aventurado Paulo VI, comentando essa frase poética, dizia:

O aparecimento de Nossa Senhora no mundo foi como a chegada da aurora que precede a luz da salvação, que é Cristo Jesus. Foi como o abrir-se sobre a terra, toda coberta pela lama do pecado, da mais bela flor que jamais tenha desabrochado no vasto jardim da humanidade. (Homilia, 08.09.1964)

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O Menino Jesus, sobre as palhas, ensina-nos a Mortificação

Menino Jesus, sobre as palhas, ensina-nos a Mortificação

Et reclinavit eum in praesepio – “E reclinou-o numa manjedoura” (Jo 2, 7)

Sumário. Visto que Maria não tinha nem plumas nem lã, para preparar um leito conveniente para o seu tenro Filhinho, estende um pouco de palha numa manjedoura e nela reclina o Menino recém-nascido. Quão duro não devia ser tal leito aos membros delicados de Jesus Cristo!… Mas Jesus quis sofrer isso afim de remediar assim os pecados, que causaram a perdição do mundo, e começar desde o berço a ensinar-nos o amor dos sofrimentos e a mortificação dos sentidos. E depois de tal exemplo continuaremos a acariciar esta carne rebelde ?
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Encarnação do Verbo

Capítulo VIII

Et verbum caro factum est – “E o Verbo se fez carne” (Jo 1, 14)

Preenchidos eram os tempos, e Deus ia manifestar aos homens toda a plenitude de seu amor, para com eles. O Redentor tanto tempo desejado, tão ardentemente pedido, tão impacientemente esperado; esse Redentor, objeto de tantos votos e suspiros ia aparecer.

Tudo era disposto para a encarnação do Verbo. O Anjo Gabriel é enviado à terra pelo Rei dos reis.

Com a rapidez do relâmpago corta os ares, dirige-se a uma pequena cidade da Judéia, chamada Nazaré, e com profundo acatamento se apresenta diante de uma donzela pobre e do mundo ignorada; era porém modesta e humilde, era casta e sem mácula; Maria se chamava. Saúda-a, dá-lhe parte da sua embaixada, e pergunta-lhe se consente em ser mãe de Deus. Continue reading

A misericórdia e amor de Jesus para conosco fulgem com deslumbrante brilho em sua encarnação

Capítulo IV

Apparuit benignitas et humanitas Salvatoris nostri Dei – “Apareceu a bondade do Salvador nosso Deus, e o seu amor para com os homens” (Tt 3, 4)

De toda a eternidade nos amou Deus; esta ver­dade e ele mesmo que por Jeremias profeta no-lo assegura. Mas o seu amor para conosco esteve em certo modo oculto, até ao momento em que a Jesus Cristo aprouve manifesta-lo, fazendo-se homem.

“Antes da incarnação do Verbo, diz São Bernar­do, manifestára-se-nos o poder e sabedoria de Deus na criação e governo do mundo; quando porém Je­sus Cristo consentiu em revestir-se de nossa carne, apareceu o amor que este divino Salvador tem aos homens”

Com efeito, depois de haver Jesus Cristo passado uma vida tão laboriosa e molesta, depois de o vermos expirar numa cruz no meio de tantos tormentos, máxima injuria seria o duvidarmos um ins­tante do seu amor. Continue reading

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