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Viva a Cruz!

Meditação para o Dia 03 de Maio

Santa Verônica Juliana, apaixonada pelo martírio, dizia em transportes de júbilo:

“Viva a cruz isolada, nua, e viva o sofrimento!”

A Igreja também, na sua liturgia, convida-nos a saudar a cruz:

“Ó Cruz, ave, spes unica!” – “Ó cruz, eu te saúdo, minha única esperança!”

Sim, neste mundo, no exílio em que vivemos, se quisermos salvar a nossa alma, só teremos um meio de que lançar mão: o madeiro da Cruz. Continue reading

Machucou-se, meu Filho?

Meditação para o Dia 02 de Maio

Há uma lenda que traduz a delicadeza do coração materno. Um moço, apaixonado por uma criatura perversa e má, sujeitava-se a todos os seus caprichos, à custa dos maiores sacrifícios. Um dia, fez-lhe ela a monstruosa exigência de arrancar o coração materno e lho levar. “Impossível”, diz, com desespero, o jovem. “Pois não terás o meu amor! Retira-te!”. O pobre e infeliz apaixonado, desvairado e cego, acaba por satisfazer o criminoso desejo do viperino objeto de seu louco amor. Mata a desventurada mãe, arranca-lhe o coração e o envolve, quente e palpitante, numa toalha. Continue reading

Mãe! Minha Mãe!

Meditação para o Dia 01 de Maio

Maio, primavera de nossas almas, doce mês de Nossa Senhora!

“Temos um sagrado instinto – diz o Apóstolo São Paulo que nos leva a chamar pelo Senhor e dizer-Lhe: “Abba”! “Pater”! Pai! Pai!

Na mais bela das preces, Nosso Senhor quer ser chamado Pai:

“Pai Nosso, que estais no Céu”

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As Duas Coroas

Meditação para o Dia 30 de Abril

Nosso Senhor apareceu a Santa Catarina de Sena com duas coroas nas mãos, uma de espinhos e outra de flores.

“Minha filha – disse Jesus, – terás de receber, necessariamente, uma destas coroas e depois a outra. Se quiseres receber nesta vida a coroa de espinhos, eu te reservarei a outra, a de flores, para a vida eterna. Se ao contrário, quiseres agora a de flores, eu te reservarei a de espinhos para depois de tua morte”.

Respondeu a santa:

“Senhor, de há muito renunciei minha vontade, mas se quereis minha resposta, digo-Vos que, acima de tudo, quero viver toda a minha vida com a Vossa Paixão e achar minha consolação em sofrer por Vós” (1)

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Bem-Aventurados os que Choram

Meditação para o Dia 29 de Abril

“Bem-aventurados, isto é, felizes – diz Nosso Senhor – “os que choram.”

Este mundo é o vale das lágrimas. Nosso Senhor também chorou. Chorou a ingratidão de Jerusalém, chorou na sepultura de Lázaro, no Horto das Oliveiras e, antes, havia chorado nas palhinhas da manjedoura de Belém. Oh! Lágrimas Divinas e redentoras, sois nosso conforto! E, para santificar nossa dor, Jesus abençoa nossas lágrimas do alto da Montanha. Continue reading

Três avisos importantes para terminar esta introdução

Parte V
Capítulo XVIII

Nos primeiros dias de cada mês renova depois da meditação a protestação que se acha na primeira parte, repetindo, depois, no decurso do dia, como David:

Não, meu Deus, eu nunca me esquecerei de tua lei, porque nela foi que vivificaste minha alma

E, quando sentires alguma mudança maior em ti, toma nas mãos a fórmula da protestação e, proferindo-a de todo o coração, com profunda humildade e abnegação, nisso obterás grande alívio.

Faze profissão manifesta não de ser devoto ou devota, mas de querer sê-lo, e não te envergonhes das ações comuns e necessárias que nos conduzem ao amor a Deus. Confessa resolutamente que procuras fazer a meditação, que preferes morrer antes do que cometer um pecado mortal, que queres frequentar os sacramentos e seguir os conselhos do teu diretor espiritual, o qual, porém, por diversas razões, é melhor que não se nomeie. Continue reading

Refúgio Seguro

Meditação para o Dia 28 de Abril

Onde haverá um refúgio seguro para nossa pobre alma, quando abatida pelo sofrimento? E, nas tentações e perigos, onde nos abrigaremos? Santo Agostinho responde:

“Nas chagas de meu Jesus e, principalmente, na chaga do Seu coração”

São Boaventura estava bem certo de que as Santas Chagas de Nosso Senhor são o melhor refúgio na vida e na morte, quando dizia:

“Se eu nada mais puder fazer, meu Jesus, procurarei vossas chagas e aí permanecerei”

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Resposta a duas objeções possíveis contra esta introdução

Parte V
Capítulo XVII

Dir-te-á o mundo, Filotéia, que estes conselhos e exercícios são tantos que quem os quisesse observar não poderia dar atenção a outra coisa. Ah! Filotéia, mesmo que não fizéssemos mais nada, já teríamos feito bastante, pois que teríamos feito o que devemos fazer neste mundo. Mas não estás vendo o ardil do inimigo? É verdade que, se nos dedicássemos todos os dias a estes exercícios, eles nos ocupariam todo o tempo. Mas Deus não os exige senão em certos tempos e em certas ocasiões. Quantas leis civis há no Digesto e no Código que se tem que observar, mas não todos os dias e sempre! Continue reading

Dias Perdidos

Meditação para o Dia 27 de Abril

O Imperador Tito, quando passava o dia sem fazer algum bem, costumava dizer:

“Perdi o meu dia”

Para nós, o dia perdido é o que passamos sem sofrer.

“A cruz – diz a Autora dos Avisos Espirituais – preserva os nossos dias da esterilidade”

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Sentimentos que se devem conservar depois deste exercício

Parte V
Capítulo XVI

No dia em que fizeres esta renovação e nos dias seguintes deves pronunciar muitas vezes com o coração e com os lábios estas ardentes palavras de São Paulo, Santo Agostinho e Santa Catarina de Gênova:

Não, eu não pertenço mais a mim; seja viva, seja morta, eu pertenço a meu Salvador, Nada tenho de mim, nada para mim. É Jesus que vive em mim e tudo o que posso chamar meu Lhe pertence. Ó mundo, permaneces sempre o mesmo! E eu também até agora tenho sido sempre eu mesma; mas dora em diante não o serei mais. Não, não seremos mais nós mesmos, porque teremos o coração mudado; e o mundo, que nos enganou, enganar-se-á sobre nós; porque, notando só aos poucos a nossa mudança, ele nos crerá semelhantes a Esaú e por fim nos achará semelhantes a Jacob.

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