Meditação para a Quinta-feira Santa

1. À medida que se aproximava a morte de Jesus, Ele manifestou mais e mais seu incompreensível amor. Instituiu o Santíssimo Sacramento para poder ficar no meio de nós por todos os tempos; quis abaixar-se ao ponto de servir-nos de alimento. Que excesso de amor! Previu tantos ultrajes feitos a Ele no Tabernáculo e na Santa Comunhão e nada o deteve de fazer a maior obra de sua Onipotência, Sabedoria e Bondade.

2. a) Escolheu para o momento da instituição exatamente aquele tempo em que os homens mais odiavam e se apresentavam para o atormentar e crucificar. A noite anterior à Paixão é a noite da instituição do Santíssimo Sacramento! Que excesso de bondade!

b) Quão diferente é a disposição dos primeiros neo-comungantes, os apóstolos. Entre eles há um indigno, que em seguida se tornou obstinado. Preserve-te Deus do mais triste dos ultrajes: a indigna comunhão! Como te preparas para a Santa Comunhão e como fazes a ação de graças? Mostras, por todo o teu proceder, que é Deus quem te visita?

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(Sinzig, Frei Pedro. Breves Meditações para todos os Dias do Ano. 8ª Ed. Editora Vozes, 1944, p. 119)