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São João durante a Ceia

Capítulo 7: São João durante a Ceia

I

Havia três anos que João não deixava seu Mestre. Gravara no espírito suas palavras, fixara-lhe os traços na alma. Tinha igualmente participado de seus sofrimentos. Também, em parte alguma se veem os ultrajes dos Judeus, o ódio dos fariseus, a inveja dos sacerdotes contra o Filho de Deus, em uma história mais seguida e mais comovedora, como no Evangelho de São João.

Mas, nestes últimos tempos, o apóstolo verificava que a cólera a princípio em surdina, prorrompia dia a dia em ameaças mais sinistras. Chegavam já às primeiras violências (1). Um dia os fariseus mandaram gente para prender a Jesus (2). Outra vez quiseram apedrejá-lO (3). João sabia que, em um conselho, haviam decretado que o Justo devia morrer (4). Ele o vira escapar-se de suas mãos deicidas (5). Enfim, os discípulos, conforme ele nos conta, tinham sido obrigados a seguirem o Mestre para uma espécie de exílio, na cidade de Efrem, ao lado do deserto, e ali viver escondidos para se furtarem aos males extremos a cair sobre essa cabeça sagrada (6).

A festa da Páscoa, porém, tendo o feito voltar à cidade, o entusiasmo popular rompeu à sua entrada, com tal impulso de gratidão, que os inimigos do Salvador resolveram acabar com Ele, e João previu tristes acontecimentos.

Muitas vezes Jesus dissera:

“Ainda não é chegada a minha hora” – Meum tempus nundum impletum est (Jo 8, 8)

O Discípulo ouvia-o dizer agora:

“É chegada a hora em que o Filho de Deus será glorificado. Em verdade vos digo, é necessário que o grão de trigo seja enterrado para que dê seu fruto.

O que ama a sua vida, perdê-la-á; e o que aborrece a sua vida neste mundo, guarda-a para a vida eterna” – Jesus autem despondit eis, dicens: Venit hora ut clarificetur Filius hominis. Amen, amen dico vobis: Nisi granum frumenti cadens in terram mortuum fuerit, ipsum solum manet; si autem mortuum fuerit, multum fructum affert.

Qui amat animam suam perdet eam; et qui odit animan suam in hoc mundo, in vitam aeternam inveniet eam (Jo 12, 23)

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O Sacramento do amor

Meditação para a Quinta-feira Santa

1. À medida que se aproximava a morte de Jesus, Ele manifestou mais e mais seu incompreensível amor. Instituiu o Santíssimo Sacramento para poder ficar no meio de nós por todos os tempos; quis abaixar-se ao ponto de servir-nos de alimento. Que excesso de amor! Previu tantos ultrajes feitos a Ele no Tabernáculo e na Santa Comunhão e nada o deteve de fazer a maior obra de sua Onipotência, Sabedoria e Bondade.

2. a) Escolheu para o momento da instituição exatamente aquele tempo em que os homens mais odiavam e se apresentavam para o atormentar e crucificar. A noite anterior à Paixão é a noite da instituição do Santíssimo Sacramento! Que excesso de bondade!

b) Quão diferente é a disposição dos primeiros neo-comungantes, os apóstolos. Entre eles há um indigno, que em seguida se tornou obstinado. Preserve-te Deus do mais triste dos ultrajes: a indigna comunhão! Como te preparas para a Santa Comunhão e como fazes a ação de graças? Mostras, por todo o teu proceder, que é Deus quem te visita?

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(Sinzig, Frei Pedro. Breves Meditações para todos os Dias do Ano. 8ª Ed. Editora Vozes, 1944, p. 119)

Última ceia de Jesus Cristo com os seus discípulos

Última Ceia

Tire o maior proveito desta Meditação seguindo os passos
para se fazer a Oração Mental proposta por Santo Afonso!

Vespere autem facto, discumbebat (Iesus) cum discipulis suis – “Chegada, pois, a tarde, pôs-se (Jesus) à mesa com os seus discípulos” (Mt 26, 20)

Sumário. Imaginemos ver Jesus Cristo que, sentado à mesa com os discípulos, come o Cordeiro Pascal, figura do sacrifício d’Ele mesmo, que no dia seguinte seria oferecido sobre o altar da Cruz. Imaginemos vê-Lo também no momento de prostrar-Se diante dos Apóstolos e de Judas para lhes lavar os pés. Vendo um Deus que Se humilha a tal ponto por nosso amor, ficaremos sempre tão orgulhosos, que não sabemos suportar uma palavra de desprezo, a mais leve falta de atenção? Continue reading

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