Meditação para o Dia 17 de Julho

1. Há uma mentira do coração, outra da boca, e ainda outra do fato, conforme ela é praticada no pensar, no falar ou no proceder. Quase sempre a mentira tem por base o desejo de agradar, de escapar a uma humilhação, ou de conseguir algum louvor ou lucro. Não falta quem tenha a mentira por necessidade e lícita, enquanto Deus a detesta sob todas as suas formas. Mentir é um vício frequente; encontra-se na choupana e no palácio, na vida particular e pública, na juventude e velhice, em lugares profanos e sacros. És livre dele, de todo?

2. Tendo de sofrer o justo por causa da verdade, consola-se esperando ver esta triunfar, qual raio de luz, pelo menos no dia das contas finais. Mais vale sofrer com Jesus, do que tornar-se, pela mentira, filho do demônio, pai da mentira, que já enganou aos primeiros pais e que tentou ao próprio Jesus. Aprecias a verdade mais do que tudo? Evitas a exageração, a mentira por gracejo e, sobretudo, as mentiras graves? Se no tribunal de Deus terás de dar contas de cada palavra inútil, quanto mais então das palavras mentirosas! Como confessarás a verdade em coisa grave, quando tentas fugir a leves embaraços, alterando os fatos ou as circunstâncias?

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(Sinzig, Frei Pedro. Breves Meditações para todos os Dias do Ano. 8ª Ed. Editora Vozes, 1944, p. 213)